terça-feira, 28 de setembro de 2010

Resumo do artigo: “Por uma Vida Religiosa místico-profética a serviço da vida”

O artigo foi escrito por D. Pedro Ricardo Barreto Jimeno, SJ que atualmente é Arcebispo Metropolitano de Huancayo (Peru), por ocasião do encerramento do Congresso da Vida Religiosa e Teologia Latino-Americana da CLAR.

A experiência de Deus impulsiona a pessoa à profecia que se torna visível através da ação missionária do consagrado na Vida Religiosa. Esta ação acontece mediante quatro dimensões principais: ANÚNCIO de um Deus que quer fazer comunhão, a partir de Jesus Cristo, com as pessoas (e deseja que elas também o façam entre si). DENÚNCIA do pecado pessoal e social, dos sinais do mal e da opressão no mundo e no coração das pessoas. DISCERNIMENTO da vontade de Deus na própria vida através da Sua Palavra (Jesus Cristo) e da ação no cotidiano. ACOMPANHAMENTO próximo dos pobres através da amizade sincera, do convívio pessoal, da escuta interessada visando uma maior identificação e aprofundamento dos seus desejos, dificuldades e o modo próprio de viver a fé, procurando, a partir deles, a “transformação de sua situação”.

Entretanto, para o desenvolvimento dessas dimensões e o cumprimento da missão, é necessário entregar-se à mesma dinâmica de Jesus Cristo: apaixonar-se pelo Reino, absolutizá-lo e relativizar todo o restante, e assim, transparecer Deus. Por isso, a essência da vida religiosa está em envolver-se no encontro pessoal com Jesus Cristo e, simultaneamente, oferecer-lhe tudo o que somos e fazemos. Nesse envolvimento pessoal e profundo deve-se viver a mística dos “olhos abertos” e “ouvidos atentos” aos outros, a fim de que, possamos “discernir o chamado de Deus a partir da realidade que nos cerca” e, assim, colaborarmos com uma autêntica libertação e promoção humana.

Esse processo de escuta e visão da realidade nos permite perceber mais claramente o chamado divino e, a partir da vivência sincera do carisma fundacional do Corpo Apostólico ao qual fomos convocados a tomar parte, nos impulsiona a sermos contraditórios em relação à sociedade hedonista em que vivemos. Desse modo, os religiosos devem viver sua vocação sem incoerências ou ambigüidades, expressando através da vivência dos votos, da vida comunitária e do serviço aos outros sua total consagração “a Deus e a seu Reino”.

Essa expressão nos ajuda a entender que a vida religiosa não é um mero um sinal de contradição e contracultura, mas um elemento incentivador, a partir da Igreja, de uma verdadeira cultura de paz, de respeito à vida (“desde seu princípio até seu final natural”), de promoção da dignidade humana, da “busca pelo bem comum” e do cuidado com o meio ambiente, “nossa casa comum”.

Entretanto, para que a vida religiosa expresse verdadeiramente esses valores e princípios é necessário que transpareça Deus e, isso só acontece quando descobrimos “o sentido mais profundo da busca”, quando sabemos dialogar com as pessoas de hoje a partir da nossa “experiência pessoal com Cristo”, quando temos uma “identidade religiosa clara e visível do carisma fundacional” e, “centrados na vontade de Deus e em seu Reino”, possuímos autenticidade de “testemunho pessoal inserido na vida e na missão da Igreja”.

3 comentários:

Bruno disse...

Muito bom seu blog, parabéns

Depósito da WEB
http://www.depositodaweb.blogspot.com/

maybe disse...

I'm appreciate your writing skill.Please keep on working hard.^^

Anônimo disse...

O que realmente significa Mística?