sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sobre a Campanha da Fraternidade na Quaresma

Minha opinião pessoal é de que as Campanhas da Fraternidade deveriam ocorrer em outro período e não na Quaresma. Poderiam acontecer por exemplo, na parte do Tempo Comum após o Pentecostes. 

Esses temas mais sociais (que exigem profunda reflexão e discussão) tiram completamente a atenção da Quaresma e não ajuda as pessoas a se converterem de fato. 

Quarema é um tempo para se falar de penitência, de pecados, de espiritualidade, de encontro com Deus, devemos nos ater ao que importa: preparação para a Páscoa do Senhor.

Não que não seja importante discutir temas sociais... é óbvio que isso é muito relevante. Mas acredito que o tempo comum é mais adequado para essas coisas.

Há uma outra campanha da fraternidade, no Chile, que parece ser muito mais interessante e também muito mais adequada ao tempo litúrgico. Confira nos links: CF2009 no Chile, CF2010 no Chile.


Portanto, para não perdermos de vista os objetivos centrais da quaresma recomendo também as seguintes leituras:
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Campanha da Fraternidade 2010



Tema: Economia e Vida

Lema: "Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro" (Mt 6,24)



Alguns subsídios podem ser encontrados no link: http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/241-cf/242-cf-2010
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Uma perspectiva teológica para a práxis litúrgica

Por Antonio Gaspari

ROMA, quinta-feira, 22 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Acaba de chegar às livrarias italianas o livro de Mauro Gagliardi, Liturgia fonte di vita – Prospettive teologiche (Fede & Cultura).

Trata-se de um livro que tem o mérito de propor uma visão da liturgia principalmente em uma perspectiva teológica e que procura responder às perguntas sobre o fundamento da liturgia, indicando uma práxis celebrativa mais em consonância com os sagrados mistérios.

No prólogo do livro, Dom Mauro Piacenza, secretário da Congregação para o Clero, escreve que o autor “oferece uma aproximação teológica da liturgia consistente e ao mesmo tempo acessível”, também porque “o Concílio Vaticano II recorda que a aproximação da liturgia é, antes de mais nada, de cunho teológico”.

O arcebispo secretário da Congregação para o Clero indica que, “entre os principais elementos que qualificam o sacerdócio, está, sem sombra de dúvida, o serviço litúrgico e, de forma muito especial, o ministério do altar” e, por isso, “compreender teológica e espiritualmente o sentido da liturgia significa compreender verdadeiramente o próprio sacerdócio”.

“É nossa vocação – conclui Dom Piacenza – que o presente livro possa realmente contribuir para esta necessária descoberta do fato de que o sacerdote é, antes de mais nada, um homem escolhido pelo Senhor para estar diante d’Ele e servi-lo.”

Mauro Gagliardi, nascido em 1975, foi ordenado presbítero em 1999, na arquidiocese de Salerno. Doutor em Teologia (Gregoriana, Roma, 2002) e em Filosofia (L’Orientale, Nápoles, 2008), desde 2007 é professor na Faculdade de Teologia do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum de Roma.

Desde 2008, é consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Publicou vários livros, artigos e contribuições a miscelâneas, tanto na Itália como fora dela. Sobre a relação entre teologia e liturgia, ele concedeu esta entrevista a Zenit.

-Por que um professor de teologia como você decidiu escrever um livro sobre liturgia?

-Gagliardi: Eu diria que há vários motivos, alguns dos quais são circunstâncias e outros tocam mais o objeto de estudo teológico. Nos últimos anos, eu me dediquei, por uma série de acontecimentos ocasionais, a aprofundar no estudo na liturgia. No começo, meus estudos estavam dirigidos quase exclusivamente à teologia dogmática, que é meu principal campo de especialização e de ensino. Um dia, durante meu último ano de doutorado em teologia, caíram em minhas mãos alguns livros que me encheram de curiosidade: apresentavam o tema da liturgia de uma forma distinta daquela com que eu estava acostumado. Sua leitura foi apaixonante e, a seguir, a de outros análogos. Comecei, assim, a formar uma cultura litúrgica.

Resumindo, estas obras constituíam uma aproximação da liturgia não somente do ponto de vista histórico – que, no entanto, não se descuidava – mas também do teológico. O que eu nunca havia conhecido bem era uma teologia da liturgia e, quando esta saiu ao meu encontro, eu a acolhi com alegria, quase de forma natural.

Depois li e reli o excepcional livro do cardeal Ratzinger, Introdução ao espírito da liturgia, e outros ensaios seus em matéria litúrgica. Acho que li todos, várias vezes. Em 2007, publiquei um livro sobre a Eucaristia (Introduzione al Mistero eucaristico. Dottrina – Liturgia – Devozione), no qual desenvolvi tanto o aspecto dogmático como o litúrgico e o espiritual do grande Sacramento do Altar.

De fato, minha aproximação continuava sendo teológico-dogmática, mas agora, graças aos novos estudos, eu podia ver melhor o vínculo fecundo entre doutrina, liturgia e devoção. Por outro lado, o livro saiu quase ao mesmo tempo que a exortação apostólica Sacramentum Caritatis, que trata sobre a Eucaristia, precisamente desenvolvendo estas três dimensões. Isso foi, para mim, uma confirmação autorizadíssima do estudo que havia feito para escrever o livro.

Em 2008, fui nomeado consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Também por este motivo, meu estudo no âmbito litúrgico continua e se aprofunda, ainda que tenha de dividir-se na prática com a pesquisa no âmbito dogmático, que obviamente devo continuar.

Expondo estas circunstâncias, penso ter explicado também por que um dogmático se interessou pela liturgia: acontecimentos concretos me levaram a isso, mas estes acontecimentos não faziam outra coisa que estimular em mim o interesse por aspectos ainda não desenvolvidos e que estão conectados com o próprio dogma.

No caso específico do meu último livro, a ocasião me foi proporcionada por um convite a dar um seminário monográfico intensivo, dentro do curso internacional para os formadores de seminários, uma importante iniciativa organizada há 20 anos pelo instituto Sacerdos, todos os anos, em Leggiuno, província de Varese (Itália). O curso oferece a reitores, professores, pais espirituais e formadores dos seminários do mundo inteiro um programa amplo e muito bem estruturado de formação e de atualização, sobre os temas relacionados à formação dos futuros sacerdotes.

Em julho de 2008, falei sobre a liturgia durante 3 dias a esses irmãos sacerdotes, procedentes dos cinco continentes, e também a um bispo oriental que participava do curso; e percebi o seu grande interesse pelo corte teológico que dava à minha exposição. Os dados bíblicos, históricos e filológicos certamente contam e eu tentava que não faltassem, junto às análises de casos concretos, mas o interesse era suscitado sobretudo pela compreensão teológica da liturgia. Após esta experiência positiva, decidi organizar minhas anotações e o livro nasceu.

-Em um mundo que parece cada vez mais secularizado, por que um livro sobre a liturgia?

-Gagliardi: Eu diria que é o contrário, que precisamente porque frequentemente o mundo moderno – pelo menos o mundo ocidental – parece cada vez mais afastado da fé e da religião, é necessário recordar alguns pontos firmes e, entre eles, certamente está o culto divino, a sagrada liturgia.

Às vezes, acredita-se que, diante dos desafios da “cidade secular”, também o cristianismo, se quiser ser aceito, deve se secularizar. Não posso aqui, obviamente, entrar em detalhes sobre um tema tão amplo. Mas para a liturgia vale um discurso semelhante.

Parece que, em muitos casos, existiu uma tendência a secularizar a liturgia, quase “desmistificá-la”, torná-la menos divina e mais humana, de forma que as pessoas pudessem reconhecer-se mais nela, de acordo com a mentalidade e a cultura típicas da nossa época. Está claro que a liturgia se forma e muda, através dos séculos, também com base na influência das culturas. É necessário, no entanto, verificar prudentemente quando se trata de mudanças homogêneas com a tradição e, portanto, positivas, falando em geral, e quando isso não acontece.

Também neste caso, é impossível entrar aqui em detalhes, mas à sua pergunta eu respondo que, precisamente em um mundo que parece com frequência afastado de Deus, é necessária ainda mais uma liturgia verdadeiramente divina e sagrada.

Não é correto dizer – como se fez frequentemente – que hoje os problemas da Igreja seriam outros. O culto que devemos dar publicamente a Deus, e a forma correta de fazer este culto, são de capital importância para o homem de toda época, sejam quais forem os problemas que ele tiver de enfrentar. E mais ainda, pensando bem, é difícil encontrar um problema que seja mais importante para o homem que sua relação com Deus, na qual a liturgia sagrada é o momento culminante.

-Quais são os temas relevantes tratados no livro? O que você pretende comunicar aos leitores? Que objetivos quer alcançar?

-Gagliardi: Começo pela última pergunta e respondo simplesmente que o que me proponho, quando estudo, leciono ou escrevo, é a busca pessoal da verdade e sua consequente difusão. Por isso, nunca me proponho idear algo novo, algo que ninguém soube ou disse antes. Tento dizer de forma clara e, na medida do possível, de forma nova, o que a Igreja sempre soube e continua incessantemente ensinando e aprofundando no desenvolvimento de sua vida.

Com relação aos temas do meu livro, tratei, no relativo aos temas fundamentais e gerais, do conceito de liturgia, do papel do sacerdote ministro e dos fiéis na celebração, da forma como a liturgia é para nós fonte de vida, isto é, manancial de graça, da santificação litúrgica do tempo e do espaço, da dinâmica teológica da Eucaristia, da beleza litúrgica, assim como da relação entre liturgia e ética e liturgia e devoção, concluindo sobre a formação litúrgica. Além disso, propus um capítulo com uma breve história da reforma litúrgica a partir do Concílio de Trento até nossos dias. No livro, encontram-se também diversos temas específicos e concretos, como a orientação da oração litúrgica, a língua a ser usada na celebração, a melhor postura para receber a Santa Comunhão etc.

-Ainda existe muita polêmica sobre o êxito da reforma litúrgica pós-conciliar. Você poderia nos ilustrar os termos do debate e qual é seu parecer ao respeito?

-Gagliardi: Sobre os termos da questão, dito muito resumidamente: após o Vaticano II, uma comissão dedicada a isso trabalhou para levar a cabo a reforma geral da liturgia, pedida pelo Concílio. Os resultados concretos desta reforma, segundo admitiram o então cardeal Ratzinger e outros muitos especialistas, não correspondem em todos os detalhes concretos ao texto da Sacrosanctum Concilium.

Aqui, as posturas divergem: uns falam de traição ao Concílio e, ainda mais, à Igreja e à sua imemorial tradição litúrgica, e desejariam uma anulação completa da reforma, à qual seguiria uma restauração da liturgia à situação de 1962, quando não antes.

Outros, pelo contrário, tendem quase a fazer uma canonização da reforma, da maneira como se levou a cabo e dos resultados, e se mostram às vezes inclusive agressivos quando alguém lança a hipótese, certamente não de anulá-la, mas somente de revisá-la e corrigi-la.

Ambas as posturas, a meu ver, estão equivocadas. E estas perspectivas nos impedem também de avaliar de forma correta algumas importantes decisões que o Santo Padre tomou. Contudo, existe uma terceira via, que é a correta, e que consiste em favorecer o desenvolvimento homogêneo da tradição litúrgica da Igreja.

-Segundo uma sondagem recente, 2 de cada 3 praticantes iriam à Missa tridentina pelo menos uma vez por mês se a tivessem em sua paróquia, mas parece que vários bispos e párocos não gostam muito deste rito. É verdade? O que você pensa disso?

-Gagliardi: Eu li sobre esta sondagem recente, levada a cabo por Doxa, uma conhecida sociedade que trabalha no setor. Os resultados deveriam, portanto, corresponder à situação real, na medida em que isso é possível em uma sondagem.

Desde a publicação do motu próprio Summorum Pontificum, há mais de dois aos, muitas vezes os jornais, revistas e sites mostram notícias de declarações e/ou decisões de membros do clero, que parecem ir em uma direção diversa da desejada pelo documento pontifício. Neste sentido, pode-se dizer que uma parte, que eu não saberia quantificar, de bispos e sacerdotes parece não estar entusiasmada com a ideia de ver uma nova difusão da celebração da Missa segundo o uso mais antigo. Os motivos desta postura podem variar e está claro que aqui não podemos fazer uma análise profunda.

Minha opinião é que, se o Santo Padre decidiu favorecer, através da sua decisão, os que desejam celebrar ou participar da forma mais antiga do rito romano, aqueles que não amam especialmente esta forma – e, portanto, não desejam valer-se pessoalmente da faculdade concedida – não deveriam colocar obstáculos à realização de uma normativa que, tendo emanado da Suprema Autoridade, tem valor para toda a Igreja. Certamente, pode haver casos particulares, em que os amantes do rito de São Pio V tenham pretensões excessivas.

Estes casos devem ser avaliados individualmente por parte dos bispos, que continuam sendo, em suas dioceses, os principais responsáveis pela vida litúrgica (e é preciso recordar que compete a tais bispos velar não somente por estes casos, mas também pela observância estrita das normas fixadas nos livros litúrgicos pós-conciliares). Parece-me, contudo, que os casos de excessos por parte dos que valorizam o rito mais antigo são menos frequentes que as declarações e ações para desanimar a celebração deste rito. Brevemente, eu diria que é essencial que ninguém anteponha sua autoridade particular ou sua visão pessoal às decisões do Santo Padre, que é o centro da unicidade visível da Igreja.

-Muitos fiéis lamentam um empobrecimento da atual práxis celebrativa. Que conselhos você daria para renovar e tornar mais bela e intensa a liturgia?

-Gagliardi: Há muitos conselhos, que exponho em meu livro e, portanto, para responder à sua pergunta, o melhor que posso fazer é recomendar sua leitura. Contudo, posso dizer ao menos que na base das muitas coisas que se pode fazer ou renovar – tanto no âmbito mais geral quanto no mais detalhado -, penso que existe uma verdade teológico-litúrgica em torno da qual gira todo o resto: o protagonista da sagrada liturgia não é o indivíduo nem a comunidade – estes, no entanto, têm um papel relevante -, mas o Deus trinitário e seu Cristo. Tudo está aqui.

Isso é verdadeiramente essencial. Cada gesto, cada disposição, cada atitude do corpo e do espírito, cada objeto utilizado na liturgia devem ser uma manifestação deste fato: não celebramos nós mesmos ou nossa comunidade. Nosso culto está dirigido a Deus Pai, através de Jesus Cristo, no Espírito Santo. Este culto em espírito e verdade nos santifica e nos abre à vida eterna.

Fonte: Presbíteros
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Missionários destruíram as culturas locais?

O valor e a igualdade de toda pessoa nos foram dados por Cristo

Por Pe. Piero Gheddo*

ROMA, quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Em 1970, visitei, no México e na Guatemala, os lugares em que floresceu a civilização dos maias, um dos povos que a conquista colonial de 1500 submeteu à Coroa da Espanha e depois converteu ao cristianismo.

Com o supervisor dos combonianos mexicanos, que estava procurando uma missão entre os indígenas, visitamos algumas dioceses dos Estados de Yucatán e Chiapas, e as ruínas e pirâmides maias em Chicen-Itza, Uxmal, Palenque e Tikal, na selva tropical; admirei os restos da arte maia nos museus de Mérida e de Campeche. Fiquei positivamente impressionado com esta grande civilização, já desaparecida.

Não sei se já viram o filme "Apocalypto", produzido pelo famoso ator Mel Gibson (o do filme "A Paixão de Cristo"), que explica como era a civilização dos maias antes do encontro com os conquistadores espanhóis.

Acho que ele dá uma ideia muito precisa de como era a vida cotidiana na civilização maia, considerada a mais refinada das culturas americanas pré-hispânicas.

Os críticos coincidem ao dizer que o filme é exagerado na descrição de corpos estripados, cadáveres rodando pelas escadarias das pirâmides ou dos templos, corações extraídos dos corpos recém-assassinados e devorados ou oferecidos às divindades, cenas de violência e de crueldade cotidiana, comumente aceita como costume tradicional.

No entanto, esta era a realidade de uma civilização ainda não suavizada pelo encontro com a mensagem do Evangelho e do exemplo de Cristo.

Nestes dias, chegou às minhas mãos o fascículo de uma revista católica que explica brevemente a evangelização dos povos latino-americanos e condena os missionários que destruíram as culturas locais, citando e quase sentindo saudade das culturas inca, maia e asteca.

A cultura moderna idealizou as "culturas" tradicionais dos povos, imaginando um mundo paradisíaco, antes que a conquista europeia levasse a guerra, a violência, a escravidão e o massacre de populações indefesas.

A realidade é bem diferente desse clichê comum do "politicamente correto".

Como documentam numerosas investigações históricas recentes (nas quais se baseia o filme "Apocalypto"), estas culturas pré-hispânicas da América Latina praticavam religiões que prescreviam sacrifícios humanos aos deuses do seu Olimpo e em suas sociedades a vida cotidiana se expressava em numerosas formas de violência inumana contra o homem e a mulher. Por outro lado, os sacrifícios humanos estavam muito difundidos na civilização pré-cristã em qualquer continente.

Civilizações que alcançaram altos níveis de arte, filosofia, poesia, arquitetura, pintura, artesanato, engenharia, mas nas quais a pessoa humana individual não tinha em si valor algum, era simplesmente um entre tantos elementos do mundo criado.

Na civilização pré-cristã, existiam várias formas de solidariedade familiar, tribal, nacional, mas a solidariedade como próximo, com todo o próximo, não era jamais universal.

Na própria grande civilização romana, reconhecia-se a dignidade do civis romanus (cidadão romano), mas não era a mesma que a da mulher, dos escravos e dos inimigos de Roma.

No Coliseu, para divertir a plebe romana, os gladiadores combatiam e se matavam, os cristãos eram devorados pelas feras e as crianças deficientes eram lançadas ao precipício.

Estes conceitos, isto é, o valor absoluto de toda pessoa humana (do qual se derivam os direitos do homem e da mulher) e a igualdade de todas as pessoas, dos quais nasceu a civilização moderna e a "Carta dos Direitos Humanos" da ONU, na história da humanidade nos foram trazidos somente por Cristo.

O cristianismo conferiu dignidade e valor absoluto a toda pessoa humana e foi o grande motor do verdadeiro "humanismo".

E se o cristianismo retrocede em nossa sociedade "pós-cristã", como desejam nossos laicistas, isso nos leva a um estado de barbárie, que acreditávamos ter superado.

Em resumo, nossa história, depois de dois mil anos de cristianismo, parece estar dando marcha a ré!

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* O Pe. Pierro Gheddo, ex-diretor de Mondo e Missione e da Itália Missionária, é o fundador de AsiaNews. Como missionário, viajou a todos os continentes para evangelizar. Desde 1994, é diretor do Escritório Histórico do PIME e postulador de várias causas de canonização. Leciona no seminário pré-teológico do PIME em Roma. É autor de mais de 70 livros.

Fonte: http://www.zenit.org/article-24013?l=portuguese
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