segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Esquema do Advento

Começa com as vésperas do domingo mais próximo ao 30 de novembro e termina antes das vésperas do Natal. Os domingos deste tempo se chamam 1º, 2º, 3º, e 4º do Advento. Os dias 16 a 24 de dezembro (Novena de Natal) tendem a preparar mais especificamente as festas do Natal.
O tempo do Advento tem uma duração de quatro semanas. Este ano, começa no domingo 01 de dezembro, e se prolonga até a tarde do dia 24 de dezembro, em que começa propriamente o Tempo de Natal. Podemos distinguir dois períodos. No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico e nos é orientado à espera da vinda gloriosa de Cristo. As leituras da Missa convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: sua vinda ao fim dos tempos, sua vinda agora, cada dia, e sua vinda há dois mil anos.
No segundo período, que abarca desde 17 até 24 de dezembro, inclusive, se orienta mais diretamente à preparação do Natal. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. Os evangelhos destes dias nos preparam diretamente para o nascimento de Jesus. Com a intenção de fazer sensível esta dupla preparação de espera, a liturgia suprime durante o Advento uma série de elementos festivos. Desta forma, na Missa já não rezamos o Glória. Se reduz a música com instrumentos, os enfeites festivos, as vestes são de cor roxa, o decorado da Igreja é mais sóbrio, etc. Todas estas coisas são uma maneira de expressar tangivelmente que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta alo para que nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.
Temos quatro semanas nas quais de domingo a domingo vamos nos preparando para a vinda do Senhor. A primeira das semanas do Advento está centralizada na vinda do Senhor ao final dos tempos. A liturgia nos convida a estar em vela, mantendo uma especial atitude de conversão. A segunda semana nos convida, por meio do Batista a “preparar os caminhos do Senhor”; isso é, a manter uma atitude de permanente conversão. Jesus segue chamando-nos, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida. A terceira semana preanuncia já a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo o dia da vinda do Senhor. Finalmente, a quarta semana nos fala do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria é figura central, e sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.
Quanto às leituras das Missas dominicais, as primeiras leituras são tomadas de Isaías e dos demais profetas que anunciam a Reconciliação de Deus e, a vinda do Messías. Nos três primeiros domingos se recolhem as grandes esperanças de Israel e no quarto, as promessas mais diretas do nascimento de Deus. Os salmos responsoriais cantam a salvação de Deus que vem; são orações pedindo sua vinda e sua graça. As segundas leituras são textos de São Paulo ou das demais cartas apostólicas, que exortam a viver em espera da vinda do Senhor.
A cor dos parâmentos do altar e as vestes do sacerdote é o roxo, igual à da Quaresma, que simboliza austeridade e penitencia. São quatro os temas que se apresentam durante o Advento:

I Domingo
A vigilância na espera da vinda do Senhor. Durante esta primeira semana as leituras bíblicas e a prédica são um convite com as palavras do Evangelho: “Velem e estejam preparados, pois não sabem quando chegará o momento”. É importante que, como uma família, tenhamos um propósito que nos permita avançar no caminho ao Natal; por exemplo, revisando nossas relações familiares. Como resultado deveremos buscar o perdão de quem ofendemos e dá-lo a quem nos tem ofendido para começar o Advento vivendo em um ambiente de harmonia e amor familiar. Desde então, isto deverá ser extensivo também aos demais grupos de pessoas com as quais nos relacionamos diariamente, como o colégio, o trabalho, os vizinhos, etc. Esta semana, em família da mesma forma que em cada comunidade paroquial, acenderemos a primeira vela da Coroa do Advento, de cor roxa, como sinal de vigilância e desejo de conversão.

II Domingo
A conversão, nota predominante da predica de João Batista. Durante a segunda semana, a liturgia nos convida a refletir com a exortação do profeta João Batista: “Preparem o caminho, Jesus chega”. Qual poderia ser a melhor maneira de preparar esse caminho que busca a reconciliação com Deus? Na semana anterior nos reconciliamos com as pessoas que nos rodeiam; como seguinte passo, a Igreja nos convida a acudir ao Sacramento da Reconciliação (Confissão) que nos devolve a amizade com Deus que havíamos perdido pelo pecado. Acenderemos a segunda vela roxa da Coroa do Advento, como sinal do processo de conversão que estamos vivendo.
Durante esta semana poderíamos buscar nas diferentes igrejas mais próximas, os horários de confissões disponíveis, para quando cheguar o Natal, estejamos bem preparados interiormente, unindo-nos a Jesus e aos irmãos na Eucaristia.

III Domingo
O testemunho, que Maria, a Mãe do Senhor, vive, servindo e ajudando ao próximo. Na sexta-feira anterior a esse Domingo é a Festa da Virgem de Guadalupe, e precisamente a liturgia do Advento nos convida a recordar a figura de Maria, que se prepara para ser a Mãe de Jesus e que além disso está disposta a ajudar e a servir a todos os que necessitam. O evangelho nos relata a visita da Virgem à sua prima Isabel e nos convida a repetir como ela: “quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha a visitar-me?
Sabemos que Maria está sempre acompanhando os seus filhos na Igreja, pelo que nos dispomos a viver esta terceira semana do Advento, meditando sobre o papel que a Virgem Maria desempenhou. Propomos que fomentar a devoção à Maria, rezando o Terço em família. Acendemos como sinal de esperança gozosa a terceira vela, de cor rosa, da Coroa do Advento.

IV Domingo
O anúncio do nascimento de Jesus feito a José e a Maria. As leituras bíblicas e a prédica, dirigem seu olhar à disposição da Virgem Maria, diante do anúncio do nascimento do Filho dela e nos convidam a “aprender de Maria e aceitar a Cristo que é a Luz do Mundo”. Como já está tão próximo o Natal, nos reconciliamos com Deus e com nossos irmãos; agora nos resta somente esperar a grande festa. Como família devemos viver a harmonia, a fraternidade e a alegria que esta próxima celebração representa. Todos os preparativos para a festa deverão viver-se neste ambiente, com o firme propósito de aceitar a Jesus nos corações, as famílias e as comunidades. Acenderemos a quarta vela da Coroa do Advento, de cor roxa.

Fonte: ACI Digital
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Algumas novidades

Esse mês de dezembro está sendo muito, muito interessante.

Primeiro, fui aceito ao Noviciado na Companhia de Jesus para o ano de 2011. Minha carta é do dia de São Francisco Xavier (03/12). Para mim não poderia ter sido melhor dia. Magnífico!!! Depois na festa da Imaculada Conceição (08/12) meus companheiros também receberam suas cartas de admissão das mãos do Padre Acrízio, SJ (provincial da BNE).

Atualmente estou em missão no Brejo Santo. Ontem apresentamos (os vocacionados e pré-noviços da Comunidade Vocacional de Fortaleza) uma pequena peça sobre a conversão de Santo Inácio. As pessoas ficaram muito interessadas e emocionadas com a apresentação.
Hoje, dia de Santa Luzia, após a celebração da missa e procissão houve uma vigília na Igreja Matriz. Um momento vibrante e solene à luz de velas e em um profundo clima de oração. A colaboração tanto dos missionários jesuítas quanto dos missionários locais foi de extrema importância para a realização deste momento.

Realmente, estou muito animado e consolado. Amanhã prosseguiremos com as visitas nas casas (iniciadas hoje) e outras atividades.

Ad Majorem Dei Gloriam
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domingo, 28 de novembro de 2010

Fobias e Pedofilia

por Pe. Luís Corrêa Lima, SJ

Em recente declaração, uma autoridade eclesiástica negou qualquer relação entre celibato sacerdotal e pedofilia. Mas afirmou que, segundo psicólogos e psiquiatras, existe uma relação entre homossexualidade e pedofilia. Isto causou indignação e protestos.

O grave problema do abuso sexual de menores pelo clero exige uma resposta lúcida e enérgica. Quando o papa Bento XVI foi aos Estados Unidos, ele disse: não se trata de homossexualidade, é outra coisa. De fato, a pedofilia é causada por uma fantasia perversa de se aproveitar da inocência da criança. A maioria dos casos ocorre dentro de casa, e o responsável é o pai ou padrasto dela. Este abuso pode ser cometido por adultos héteros ou homossexuais, ativos sexualmente ou celibatários. Não é questão de orientação sexual, nem de prática ou abstinência sexual. Distinguir as coisas, como fez o papa, afasta uma injusta suspeita de perversidade que às vezes paira sobre os gays.

E agora, o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Frederico Lombardi, emitiu uma nota de esclarecimento: as autoridades da Igreja não consideram de sua competência fazer afirmações gerais de caráter especificamente psicológico ou médico, para os quais se deve remeter aos estudos dos especialistas. O que é de competência da autoridade eclesiástica são os dados estatísticos dos casos de abuso sexual tratados pela Congregação para a Doutrina da Fé, onde as vítimas são meninos e meninas em diferentes proporções. As estatísticas se referem ao conjunto destes casos, e não à população em geral.

Não se deve tomar a entrevista de uma autoridade eclesiástica como se fosse a posição oficial da Igreja. Isto é colocar indevidamente a Igreja contra os gays, e vice-versa. E nem se deve defender os gays apedrejando o celibato sacerdotal. Ordenar pessoas casadas é prática da Igreja Católica nos ritos orientais, bem como dos cristãos ortodoxos. Há quem defenda esta prática também no Ocidente, para se ampliar o acesso ao sacerdócio e aumentar o número de candidatos. Mas não se deve de modo algum acabar com o celibato por causa dos escândalos de pedofilia, nem repudiar suas motivações espirituais autênticas e legítimas, como se se tratasse de uma negação alucinada da sexualidade.

Inegavelmente há homofobia na sociedade, com conseqüências nefastas. Mas há também "celibatofobia": uma espécie de tabu da virgindade, produzido por uma sociedade hipersexualizada. Ambas as fobias são preconceitos, ambas são injustas e intolerantes. A sã cidadania deve reconhecer e estimar os diferentes âmbitos da diversidade humana, e não transformar-se em um preconceito com sinais trocados. Movidos pela fé e pela razão, podemos desejar um mundo sem fobias e pedofilia, onde haja menos muros e mais pontes.

Fonte: Revista Vida Pastoral - Setembro-Outubro de 2010 - n.274 - P. 05
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Filme “Chocolate” relacionado ao Curso de Teologia Pastoral “Moral da Pessoa – Afetividade e Sexualidade à luz da Fé cristã”

O filme “Chocolate” apresenta duas realidades distintas. De um lado, apresenta uma sociedade rígida, fechada em si mesma, pessoas sem vida (sem cor), escravizadas pela norma, com anseios e desejos, mas não sem possibilidade de expressá-los e, por isso, essas pessoas começam a "morrer". Por outro lado, a estrangeira que chega contradiz todos os “valores” estabelecidos na cidade. É mulher, mãe solteira, usa roupas mais alegres e despojadas, enfrenta a opressão moral do Conde e abre uma chocolateria em plena Quaresma.

Cada personagem (habitante) da cidade padece de uma espécie de atrofiamento afetivo-sexual: O conde que era muito rígido, moralista e controlador foi abandonado pela esposa, se recusa a aceitar esse fato por ser vergonhoso para si e usa de seu poder e influência para oprimir o povo através da moral religiosa (ele também carrega o peso da tradição da família que zelava pelos “bons costumes” da cidadela). Uma senhora viúva desde a Primeira Guerra Mundial que não se permitia outro relacionamento. O padre novo que era inseguro e, por isso, deixava-se levar pelo conde em relação ao que deveria ser dito (e como o deveria ser) nos sermões. A secretaria do conde que proibia o filho de brincar com os outros garotos e de encontrar a avó e, por isso, o menino vivia infeliz e somatizava essa infelicidade. A cleptomaníaca infeliz no casamento e que apanhava do marido bêbado.

É interessante notar que ao longo da trama cada personagem demonstra trazer dentro de si a vontade de ser diferente, de ser livre. E que existe, de um certo modo, uma associação cristológica em relação à vendedora de chocolates, pois ela encarna os desejos mais internos de liberdade do povo e, ao mesmo tempo, é modelo e escândalo em seus gestos, atitudes, palavras e relações.

Outro ponto interessante é que com a chegada dos ciganos (que aparentemente são mais livres, mais frágeis e mais interessantes) as tensões existentes entre a vendedora de chocolates e o conde não só ganham maior profundidade como começam a demonstrar suas consequências. A influência da moral normativa quando radicalizada parece ser apresentada como maléfica e inconsequente, na cena em que o marido bêbado interpretando as palavras do conde (“é preciso agir”) queima os barcos dos ciganos após a festa de aniversário da mãe da secretária do conde, gerando dor e risco de morte. Enquanto a influência da vendedora de chocolates gera alegria, paz, reconciliação, ato de amor e independência positiva nas cenas da festa de aniversário, da mãe repressiva (secretária do conde) que conserta a bicicleta para o filho brincar e da esposa do bêbado que toma iniciativa de não fechar a chocolateria junto com os outros que foram libertados pela vendedora.

No fim do filme somos testemunhas de que mesmo a vendedora que ajudou tantas pessoas a se libertarem da opressão moral tinha os seus grilhões. Estes eram simbolizados pelas cinzas da mãe que a faziam sentir-se condenada a uma vida nômade mesmo sentindo intenso desejo e necessidade (principalmente sua filha) de fixar residência e levar uma vida mais tranquila e confortável. Depois, aprendemos através do conde que, às vezes, para a libertação acontecer é necessário chegar ao fundo do poço e lá fazer a “experiência do chocolate”. E perceber que as normas são boas e necessárias, contanto que não aprisionem ou atrofiem a vida, que é muito mais do que ditar e seguir essas normas.

Em oposição ao seu início, o filme encerra mostrando a mesma cidade, mas profundamente modificada. Antes era um lugar cinza, deserto e triste. Este lugar cedeu espaço a outro com mais colorido, música, pessoas, livres e felizes.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pós Trilha Inaciana 2009/2010!!!!

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

MPF denuncia Vale por destruição de Áreas de Preservação Permanente

Intervenções da Vale em Áreas de Preservação Permanente (APP) provocaram danos ambientais que levaram o Ministério Público Federal a propor uma Ação Civil Pública contra a Vale e a União. Mais um conflito provocado pelas obras de duplicação dos pátios de cruzamento da Estrada de Ferro Carajás. Na petição do MPF, escreve-se que "a Vale destruiu e ocupou irrregularmente as APP, sem a devida autorização do IBAMA".
 A ação decorre de autuação da Vale feita pelo IBAMA por infração à legislação ambiental. Pede-se a condenação da Vale e da União (por ser a concedente da EFC à Vale e por isso co-responsável) ao "pagamento de uma indenização pecuniária e à realização de ações de recomposição florestal na área atingida ou caso não seja possível em outra de igual tamanho".
Veja, em anexo, a íntegra da petição inicial da Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal.

Anexo:


Fonte: http://www.justicanostrilhos.org/nota/576
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Encontro de Universitários - 24/Out/2010

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domingo, 10 de outubro de 2010

Secretariado Vocacional Beato Anchieta (BNE) lança Concurso de Logotipo

Estão abertas as inscrições para o Concurso: "Criação de Logotipo para o Secretariado Vocacional Beato Anchieta".

Quem pode participar: Qualquer pessoa.

Período de inscrição: 05/10/2010 a 30/11/2010.

Premiação: Um aparelho MP5

Interessados devem preencher um Formulário Eletrônico e enviar a Arte do Logotipo (conforme o Regulamento) para o email: jesuitasnordeste@gmail.com

Leia o Regulamento do Concurso e a Declaração de Responsabilidade e Transferência de Direitos Autorais.

Maiores Informações: jesuitasnordeste@gmail.com ou (85)3298-3108 (Pe. Agnaldo Jr, SJ)


Fonte: Ser Jesuíta
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pós Trilha Inaciana - Turma 2010 - Fortaleza/CE

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Resumo do artigo: “Por uma Vida Religiosa místico-profética a serviço da vida”

O artigo foi escrito por D. Pedro Ricardo Barreto Jimeno, SJ que atualmente é Arcebispo Metropolitano de Huancayo (Peru), por ocasião do encerramento do Congresso da Vida Religiosa e Teologia Latino-Americana da CLAR.

A experiência de Deus impulsiona a pessoa à profecia que se torna visível através da ação missionária do consagrado na Vida Religiosa. Esta ação acontece mediante quatro dimensões principais: ANÚNCIO de um Deus que quer fazer comunhão, a partir de Jesus Cristo, com as pessoas (e deseja que elas também o façam entre si). DENÚNCIA do pecado pessoal e social, dos sinais do mal e da opressão no mundo e no coração das pessoas. DISCERNIMENTO da vontade de Deus na própria vida através da Sua Palavra (Jesus Cristo) e da ação no cotidiano. ACOMPANHAMENTO próximo dos pobres através da amizade sincera, do convívio pessoal, da escuta interessada visando uma maior identificação e aprofundamento dos seus desejos, dificuldades e o modo próprio de viver a fé, procurando, a partir deles, a “transformação de sua situação”.

Entretanto, para o desenvolvimento dessas dimensões e o cumprimento da missão, é necessário entregar-se à mesma dinâmica de Jesus Cristo: apaixonar-se pelo Reino, absolutizá-lo e relativizar todo o restante, e assim, transparecer Deus. Por isso, a essência da vida religiosa está em envolver-se no encontro pessoal com Jesus Cristo e, simultaneamente, oferecer-lhe tudo o que somos e fazemos. Nesse envolvimento pessoal e profundo deve-se viver a mística dos “olhos abertos” e “ouvidos atentos” aos outros, a fim de que, possamos “discernir o chamado de Deus a partir da realidade que nos cerca” e, assim, colaborarmos com uma autêntica libertação e promoção humana.

Esse processo de escuta e visão da realidade nos permite perceber mais claramente o chamado divino e, a partir da vivência sincera do carisma fundacional do Corpo Apostólico ao qual fomos convocados a tomar parte, nos impulsiona a sermos contraditórios em relação à sociedade hedonista em que vivemos. Desse modo, os religiosos devem viver sua vocação sem incoerências ou ambigüidades, expressando através da vivência dos votos, da vida comunitária e do serviço aos outros sua total consagração “a Deus e a seu Reino”.

Essa expressão nos ajuda a entender que a vida religiosa não é um mero um sinal de contradição e contracultura, mas um elemento incentivador, a partir da Igreja, de uma verdadeira cultura de paz, de respeito à vida (“desde seu princípio até seu final natural”), de promoção da dignidade humana, da “busca pelo bem comum” e do cuidado com o meio ambiente, “nossa casa comum”.

Entretanto, para que a vida religiosa expresse verdadeiramente esses valores e princípios é necessário que transpareça Deus e, isso só acontece quando descobrimos “o sentido mais profundo da busca”, quando sabemos dialogar com as pessoas de hoje a partir da nossa “experiência pessoal com Cristo”, quando temos uma “identidade religiosa clara e visível do carisma fundacional” e, “centrados na vontade de Deus e em seu Reino”, possuímos autenticidade de “testemunho pessoal inserido na vida e na missão da Igreja”.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Festa de Nossa Senhora Aparecida

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Caminhada Vocacional da Juventude - Fortaleza/CE

Na tarde de Domingo (29/08/2010) aconteceu a Caminhada Vocacional da Juventude com o tema: “Viver. Transformar. Amar. É de Deus? Tô nessa!!!”. Cerca de 250 jovens de diversas comunidades da Paróquia do Mondubim se concentraram na Igreja São Francisco Xavier (Conj. Esperança), de onde partiram em uma grande caminhada cheia de alegria até a Igreja de São Roque (Novo Mondubim).

Ao término da Caminhada houveram apresentações de grupos locais e a celebração da Eucaristia, onde a reflexão sobre a vida da juventude e seu papel diante das transformações das suas realidades, foram assuntos abordados neste grande evento.






(Gabriel Leitão e Márcio Fernandes - vocacionados)
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Despertar Vocacional - Presidente Vargas

No dia 22 de Agosto de 2010 aconteceu mais um Despertar Vocacional promovido pela Comunidade Vocacional São Pedro Claver.

Neste importante momento de encontro com a juventude onde foi abordado o tema: "Que fiz, que faço, que farei por Ti, Senhor!", os vocacionados internos jesuítas deram seu testemunho, apresentaram uma esquete vocacional e proporcionaram aos cerca de cinquenta jovens que participaram do encontro um tempo de reflexão e provocação sobre o chamado que Deus faz a pessoa.




Gabriel Leitão (vocacionado)
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domingo, 29 de agosto de 2010

Retiro para Universitários - Fortaleza-CE

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Caminhada Vocacional da Juventude

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domingo, 15 de agosto de 2010

Jesuítas realizam Despertar Vocacional em Fortaleza

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

CineFórum apresenta Pequena Miss Sunshine

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Semana Inaciana 2010 - Fortaleza

Esse foi o cartaz de divulgação da Semana Inaciana aqui da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no Mondubim, em Fortaleza. Estou postando aqui mais para exemplo do que temos feito de arte gráfica, já que o evento passou e eu esqueci de divulgar pelo blog (diferente do Tríduo Inaciano)...  

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Encíclica do Papa denuncia zelo excessivo das afirmações dos direitos de propriedade intelectual


O Papa Bento XVI emitiu hoje uma declaração dizendo que "Há um zelo excessivo por parte dos países ricos em proteger o conhecimento por meio de uma afirmação desnecessariamente rígida do direito de propriedade intelectual, especialmente na área da saúde." As críticas vieram em uma seção da sua mais recente Encíclica, que trata de questões sociais, enfocando especificamente o desenvolvimento humano internacional e falhas sistemáticas de órgãos pequenos e grandes, para resolver problemas de desenvolvimento.

Caritas In Veritate / Caridade na Verdade, datada de 29 de junho de 2009, é a terceira Encíclica do Papa Bento XVI. O documento de 30.468 palavras contém uma introdução, seis capítulos, uma conclusão, 159 notas de rodapé e trata em grande parte das questões sociais de importância para a Igreja .*

Em anúncio feito em 13 de Junho, o Papa declarou que o documento iria “destacar o que, para nós na qualidade de cristãos, são os objetivos que devem ser perseguidos e os valores a serem incansavelmente promovidos e defendidos a fim de criar uma forma de convivência humana verdadeiramente livre e unida."

Em sua Seção 22, intitulada "Desenvolvimento Humano no Nosso Tempo", a carta estabeleceu a visão do Papa quanto às metas de desenvolvimento humano. A Seção 22 destacou também as falhas do atual sistema, citando a rígida ideologia, o “superdesenvolvimento” consumista, a corrupção, além dos “modelos culturais e normas sociais de comportamento (...), que dificultam o processo de desenvolvimento.”. Utilizando-se de um tom surpreendentemente pragmático, a Encíclica destaca a complexidade das questões relativas ao desenvolvimento, que “deveriam nos inspirar a nos libertarmos das ideologias que simplificam demais a realidade, de maneira artificial, e deveria nos levar a analisar objetivamente toda a dimensão humana dos problemas.”

Embora Encíclicas Papais não determinem uma doutrina oficial para a Igreja, elas oferecem uma oportunidade para anunciar os pensamentos pessoais do Papa e incentivar as prioridades específicas que o Papa pretende definir para a Igreja. Encíclicas, como a Caritas in Veritate são tradicionalmente dirigidas aos superiores da Igreja, e não aos leigos em geral (embora a atual pareça ser uma exceção, e todas sejam disponibilizadas publicamente). Elas são a segunda mais importante declaração que pode ser emitida pelo Papa (após uma Constituição Apostólica, que proclama dogmas e/ou questões de direito canônico).

22. Hoje a imagem do desenvolvimento tem muitas camadas sobrepostas. Os atores e as causas em ambos – subdesenvolvimento e desenvolvimento – são múltiplas, as falhas e os méritos são diferenciados. Este fato deveria nos inspirar a nos libertarmos das ideologias, que costumam simplificar demais a realidade de maneira artificial, e isso deveria levar-nos a analisar objetivamente toda a dimensão humana dos problemas. Como João Paulo II já observou, a demarcação entre países ricos e pobres não é mais tão clara como era na época da Populorum Progressio [55]. A riqueza do mundo está crescendo em termos absolutos, contudo, as desigualdades estão também aumentando. Nos países ricos, novos setores da sociedade estão sucumbindo à pobreza e novas formas de pobreza estão surgindo. Nas áreas mais pobres, alguns grupos desfrutam uma espécie de "superdesenvolvimento" do tipo desperdiçador e consumista, formando um contraste inaceitável com as situações de desumanizadora privação. O “escândalo das desigualdades gritantes" [56] continua. Infelizmente, corrupção e ilegalidade são evidentes na conduta da classe política e econômica nos países ricos, sejam antigos ou novos, bem como nos países pobres. Entre aqueles que, por vezes, faltam com o respeito aos direitos humanos dos trabalhadores, estão grandes empresas multinacionais, assim como produtores locais. A ajuda internacional tem sido muitas vezes desviada de seus verdadeiros fins, através de ações irresponsáveis em ambas as cadeias de doadores e de beneficiários. Similarmente, no contexto de causas imateriais ou culturais de desenvolvimento ou subdesenvolvimento, nós encontramos os mesmos padrões de responsabilidade sendo reproduzidos. No tocante aos países ricos, há um zelo excessivo na proteção ao conhecimento por meio de uma afirmação excessivamente rígida do direito de propriedade intelectual, especialmente na área da saúde. Ao mesmo tempo, em alguns países pobres, modelos culturais e normas sociais de comportamento persistem, obstruindo o processo de desenvolvimento..

*"Carta encíclica Caritas In Veritate, do Supremo Pontífice Bento XVI, aos bispos, sacerdotes e diáconos, homens e mulheres religiosos, fiéis leigos e todas as pessoas de boa vontade com o desenvolvimento humano integral, a caridade e a verdade", 29 de junho de 2009.
Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20090629_caritas-in-veritate_en.html.


Fonte: http://www.creativecommons.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=124&Itemid=57

Obra licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuio 2.0 Brasil.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Amizade entre Homens e Mulheres

A amizade entre homem e mulher sempre foi vista com certa desconfiança por muitas pessoas. Para alguns, esse tipo de amizade chega a ser até mesmo impossível. Quando iniciamos um relacionamento amistoso com alguém do sexo oposto, os nossos pais e familiares já começam a dizer que “isso vai terminar em namoro... noivado... casamento”. Para eles, é somente isso que pode haver entre um jovem e uma jovem. Eles foram educados assim. É difícil para as pessoas mais velhas entenderem que também é possível haver amizade entre um moço e uma moça, que eles podem se encontrar, sair, conversar, partilhar a vida, fazer confidências... e serem apenas amigos!

A amizade heterossexual nos complementa. É o que nos testemunha o sacerdote espanhol Atilano Alaiz, no seu belíssimo livro O Valor da Amizade: “Não podemos nos esquecer de algo elementar: o homem e a mulher são seres que se completam, não somente a nível físico, sexual, mas a nível psicológico e, portanto, todo encontro autêntico é enriquecedor e favorece o equilíbrio interior. Pouco a pouco vão amadurecendo, naqueles que cultivam a amizade com pessoas do sexo oposto, certas dimensões da personalidade que, caso contrário, ficariam atrofiadas”. De fato, a amizade entre homem e mulher é tão importante que não se trata simplesmente de um gosto ou uma opção, mas de uma necessidade. Necessitamos estabelecer relações de amizade com a pessoa do outro sexo. Quando ignoramos isso, tornamo-nos seres humanos incompletos, pela metade: no homem, faltará a presença da sensibilidade feminina; na mulher, faltará a presença da proteção masculina. Essa amizade é um relacionamento de descobrimento e de crescimento para ambos. Anselm Grün nos confirma isso no seu livro Eu lhe Desejo um Amigo: “A amizade entre homem e mulher tem sempre algo de inspirador e vivificante”.

A amizade com pessoas do sexo oposto nos eleva. Não é difícil perceber isso. É bastante notar o quanto esse relacionamento influencia aqueles que fazemos essa experiência. É incrível como a presença de certas pessoas transforma a nossa vida, fazendo-nos enxergar o mundo e os outros seres humanos com novos olhos; fazendo-nos descobrir aqueles valores que possuímos, mas não os reconhecíamos; fazendo-nos ser melhores do que aquilo que somos. É o mistério do amor que só a amizade tem...! O sacerdote jesuíta Teilhard de Chardin, renomado cientista e pesquisador francês, dá-nos um valioso testemunho disso, quando nos fala da presença de três mulheres na sua vida, com as quais se correspondeu por meio de diversas cartas: “Desde o momento em que comecei a acordar para mim mesmo e realmente expressar a mim mesmo, nada mais se desenvolveu dentro de mim que não fosse sob o olhar e a influência de uma mulher”. A amizade com essas mulheres o fez estudar com uma sensibilidade maior os problemas do fenômeno humano.

Sem desconfiança, como faz a maioria das pessoas, mas sem ingenuidade também, é preciso reconhecer um certo perigo que há nas amizades heterossexuais. Isso existe porque se trata de um relacionamento entre pessoas de carne e osso. Mas sabemos também que existem pessoas maduras, tanto afetivamente quanto sexualmente, que, para além de suas diferenças de gênero, admiram-se e vivem com toda simplicidade e responsabilidade essa amizade – sem em momento algum deixar o erotismo se apossar do relacionamento. Em outro belíssimo livro seu – O Amigo, um Tesouro –, Atilano Alaiz nos oferece uma reflexão muito adequada sobre isso. Ele escreve: “O relacionamento amistoso com a pessoa de outro sexo educa a afetividade, ensina a conviver com naturalidade com o outro sexo”. Devemos admitir, com toda certeza, que sempre existiram pessoas que viveram de maneira sublime esse tipo de amizade. Não somente os santos, como São Francisco de Assis e Santa Clara, São João da Cruz e Santa Teresa de Ávila, mas também pessoas solteiras e casadas. Conhecemos exemplos de jovens do nosso dia-a-dia, jovens que se relacionam com todo carinho e respeito – na simplicidade dos filhos de Deus. Os livros nos relatam exemplos de mulheres casadas que, com toda fidelidade aos seus maridos, viveram uma rica e profunda amizade com homens de bem. É o caso de Raïssa, esposa do filósofo francês Jacques Maritain, e de Christine, esposa de Van der Meer. Essas mulheres foram amigas do convertido ao catolicismo Léon Bloy, um homem de caráter e mestre espiritual delas. Em momento algum esse relacionamento prejudicou ou sufocou o casamento dessas mulheres virtuosas, nem tampouco seus maridos sentiram ciúmes (como fazem muitos homens fracos...). A amizade respeita a vida e a vocação do outro! Ao contrário de muitos, Jacques Maritain, um católico de verdade, reconheceu que a falta de amizades femininas na vida de um homem pode ser um “grave dano para o progresso e aperfeiçoamento da vida moral”. Os casados, especialmente, que vivem essa amizade sabem o quanto ela é importante – principalmente quando a pessoa é amiga do casal.

Finalmente, a escritora portuguesa Ana Paula Bastos escreveu um singelo livrinho intitulado Mensagem de Amizade, que traz um parágrafo muito significativo sobre a amizade entre homens e mulheres. Entre outras coisas, ela diz que a amizade “entre um homem maduro e uma mulher madura, no auge de suas faculdades intelectuais, afetivas, espirituais, é qualquer coisa de maravilhoso, por aquilo que tem de aventura, de descoberta e de exploração dos mistérios da vida. Tem algo de busca de crescimento interior a dois, de partilha de vida interior cada vez mais íntima, cada vez mais profunda, cada vez mais bela...”. Portanto, admitimos que é difícil uma amizade entre um homem e uma mulher (e isso por vários motivos), mas não é impossível! Admitimos que é também perigosa (e nós sabemos os motivos), mas muito mais perigoso é viver sem essa amizade. Quem a vive sabe muito bem...! Vale a pena arriscar... e ser infinitamente feliz!!!

Fonte: http://venicreator2008.blogspot.com/2009/06/falando-de-amizade-vii.html
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sábado, 24 de julho de 2010

Tríduo Inaciano Jovem

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domingo, 18 de julho de 2010

Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus

Por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini,
Bispo de Guarulhos.

 
Com esta frase Jesus definiu bem a autonomia e o respeito, que deve haver entre a política (César) e a religião (Deus). Por isto a Igreja não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para que o que é de “Deus” não seja manipulado ou usurpado por “César” e vice-versa.

Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César. Vice-versa extrapola da missão da Igreja querer dominar ou substituir- se ao estado, pois neste caso ela estaria usurpando o que é de César e não de Deus.

Já na campanha eleitoral de 1996, denunciei um candidato que ofendeu pública e comprovadamente a Igreja, pois esta atitude foi uma usurpação por parte de César daquilo que é de Deus, ou seja o respeito à liberdade religiosa.

Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente), ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência.

Na condição de Bispo Diocesano, como r e s p o n s á v e l pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que - por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21).

Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam.

Evangelizar é nossa responsabilidade, o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro desses princípios, o melhor para o Brasil e nossos irmãos brasileiros e não é contrariando o Evangelho que podemos contar com as bênçãos de Deus e proteção de nossa Mãe e Padroeira, a Imaculada Conceição.

D. Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

A verdadeira justiça vem de Deus

por Gabriel de Souza Leitão

Quando se lê isoladamente a sentença “com a mesma medida que medirdes sereis medidos” (Mt 7,2) pode-se questionar sobre aonde estaria o Deus misericordioso de Jesus, aonde estaria aquele Deus que perdoa a tudo e a todos. Fora de seu contexto a afirmação parece fazer eco à antiga Lei de Talião, do Código de Hamurabi: “Olho por olho, dente por dente”. Entretanto, ao prosseguirmos na leitura as semelhanças chegam ao seu termo, pois, Jesus nos leva a enxergar as coisas com os olhos divinos e, Deus não vê apenas o externo mas, penetra fundo no coração do ser humano.
 
O coração humano que se considera capaz de julgar os outros não tem espaço no Reino de Deus, pois, ele mesmo não reservou espaço para Deus, que é o “verdadeiro juiz” (Tg 4,11). Por isso, quando o homem se esquece que Deus nos deixou apenas uma lei (“amai-vos uns aos outros como eu vos amei” – Jo 13,14) e julga os outros indiscriminadamente, não percebe que ele próprio é réu pelo primeiro dos vícios capitais: o orgulho.
 
O vício do orgulho é execrável por servir de motor a muitos outros e caracteriza-se pela estima exagerada de si mesmo. Quem o possui se torna incapaz de amar verdadeiramente as outras criaturas e coloca-se fora da dinâmica do Amor Divino, pois, o orgulho conduz à ambição, à vaidade e à inveja nos fazendo renunciar a Cristo e sua mensagem.
 
Todo aquele que adere ao Evangelho deve se afastar do orgulho e de todas as outras “inclinações desordenadas” (EE 1), a fim de que possa enxergar com os olhos de Deus e discernir apenas segundo a vontade dEle. Para isso, é necessário purificar o coração e exercitar a humildade que auxilia o cristão a se coloca em seu verdadeiro lugar e atribuir a Deus todos os dons que possui. Somente desse modo chegar-se-á à verdadeira Lei do Amor e à verdadeira Justiça.

Fortaleza, 23 de março de 2010
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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Divagações sobre Tudo e Nada

Alguns dizem que escrever é útil, agradável e prazeroso, que através da escrita e leitura se pode viajar pelo mundo inteiro ou mesmo alçar vôos muito, muito altos. Pode-se fazer viagens interplanetárias, percorrendo vários universos, múltiplas realidades, culturas, inventar mundos e vidas. Devo confessar que me associo a este primeiro grupo de seres aparentemente terrenos.
 
Outros garantem que ler e escrever são atividades demasiado cansativas e pedantes. Mas, mesmo estes que, em geral, se afundam em leituras “modernóides”, por assim dizer, também lêem. Entretanto, é uma leitura que parece impulsionar e ser impulsionada por uma indústria, uma cultura do ridículo, do simplório, do ler por ler. Penso que estes últimos tornam-se meros expectadores da realidade e escravos do pensamento e ideologia de outrem.

O caríssimo leitor pode estar pensando sobre o que me motivou a escrever os dois parágrafos anteriores, por isso, recorro a outras duas palavras: Tudo e Nada. Quando me foi proposta a redação de um texto cujo tema seria livre pensei em milhões de assuntos: de computação à religião, de agricultura à astronomia. De repente, percebi quão diversos poderiam ser meus interesses e quão vastas seriam as possibilidades de escrita. Assim me veio o dilema: sobre o que escrever? Juro pelas ancas de uma certa cabra pernambucana (que um companheiro conhece bem) que pensei em não escrever sobre nada. Ora se antes poderia e queria escrever sobre tudo, como passei a não querer escrever sobre nada?
 
Num instante você tem massa e proporções bem definidas e num outro é apenas energia condensada num ponto infinitesimal que ao passar por um momento de singularidade pode se tornar qualquer coisa, a qualquer momento. Por isso, de certo modo inspirado no Universo decidi escrever sobre o tudo e o nada. Semelhante a um buraco negro que abocanha tudo a sua volta e fica com mais “fome” como se continuasse vazio de sentido. Semelhante também àqueles leitores do segundo parágrafo.
 
“O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus” (Oswald de Andrade)

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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sobre a Campanha da Fraternidade na Quaresma

Minha opinião pessoal é de que as Campanhas da Fraternidade deveriam ocorrer em outro período e não na Quaresma. Poderiam acontecer por exemplo, na parte do Tempo Comum após o Pentecostes. 

Esses temas mais sociais (que exigem profunda reflexão e discussão) tiram completamente a atenção da Quaresma e não ajuda as pessoas a se converterem de fato. 

Quarema é um tempo para se falar de penitência, de pecados, de espiritualidade, de encontro com Deus, devemos nos ater ao que importa: preparação para a Páscoa do Senhor.

Não que não seja importante discutir temas sociais... é óbvio que isso é muito relevante. Mas acredito que o tempo comum é mais adequado para essas coisas.

Há uma outra campanha da fraternidade, no Chile, que parece ser muito mais interessante e também muito mais adequada ao tempo litúrgico. Confira nos links: CF2009 no Chile, CF2010 no Chile.


Portanto, para não perdermos de vista os objetivos centrais da quaresma recomendo também as seguintes leituras:
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Campanha da Fraternidade 2010



Tema: Economia e Vida

Lema: "Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro" (Mt 6,24)



Alguns subsídios podem ser encontrados no link: http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/241-cf/242-cf-2010
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Uma perspectiva teológica para a práxis litúrgica

Por Antonio Gaspari

ROMA, quinta-feira, 22 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Acaba de chegar às livrarias italianas o livro de Mauro Gagliardi, Liturgia fonte di vita – Prospettive teologiche (Fede & Cultura).

Trata-se de um livro que tem o mérito de propor uma visão da liturgia principalmente em uma perspectiva teológica e que procura responder às perguntas sobre o fundamento da liturgia, indicando uma práxis celebrativa mais em consonância com os sagrados mistérios.

No prólogo do livro, Dom Mauro Piacenza, secretário da Congregação para o Clero, escreve que o autor “oferece uma aproximação teológica da liturgia consistente e ao mesmo tempo acessível”, também porque “o Concílio Vaticano II recorda que a aproximação da liturgia é, antes de mais nada, de cunho teológico”.

O arcebispo secretário da Congregação para o Clero indica que, “entre os principais elementos que qualificam o sacerdócio, está, sem sombra de dúvida, o serviço litúrgico e, de forma muito especial, o ministério do altar” e, por isso, “compreender teológica e espiritualmente o sentido da liturgia significa compreender verdadeiramente o próprio sacerdócio”.

“É nossa vocação – conclui Dom Piacenza – que o presente livro possa realmente contribuir para esta necessária descoberta do fato de que o sacerdote é, antes de mais nada, um homem escolhido pelo Senhor para estar diante d’Ele e servi-lo.”

Mauro Gagliardi, nascido em 1975, foi ordenado presbítero em 1999, na arquidiocese de Salerno. Doutor em Teologia (Gregoriana, Roma, 2002) e em Filosofia (L’Orientale, Nápoles, 2008), desde 2007 é professor na Faculdade de Teologia do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum de Roma.

Desde 2008, é consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Publicou vários livros, artigos e contribuições a miscelâneas, tanto na Itália como fora dela. Sobre a relação entre teologia e liturgia, ele concedeu esta entrevista a Zenit.

-Por que um professor de teologia como você decidiu escrever um livro sobre liturgia?

-Gagliardi: Eu diria que há vários motivos, alguns dos quais são circunstâncias e outros tocam mais o objeto de estudo teológico. Nos últimos anos, eu me dediquei, por uma série de acontecimentos ocasionais, a aprofundar no estudo na liturgia. No começo, meus estudos estavam dirigidos quase exclusivamente à teologia dogmática, que é meu principal campo de especialização e de ensino. Um dia, durante meu último ano de doutorado em teologia, caíram em minhas mãos alguns livros que me encheram de curiosidade: apresentavam o tema da liturgia de uma forma distinta daquela com que eu estava acostumado. Sua leitura foi apaixonante e, a seguir, a de outros análogos. Comecei, assim, a formar uma cultura litúrgica.

Resumindo, estas obras constituíam uma aproximação da liturgia não somente do ponto de vista histórico – que, no entanto, não se descuidava – mas também do teológico. O que eu nunca havia conhecido bem era uma teologia da liturgia e, quando esta saiu ao meu encontro, eu a acolhi com alegria, quase de forma natural.

Depois li e reli o excepcional livro do cardeal Ratzinger, Introdução ao espírito da liturgia, e outros ensaios seus em matéria litúrgica. Acho que li todos, várias vezes. Em 2007, publiquei um livro sobre a Eucaristia (Introduzione al Mistero eucaristico. Dottrina – Liturgia – Devozione), no qual desenvolvi tanto o aspecto dogmático como o litúrgico e o espiritual do grande Sacramento do Altar.

De fato, minha aproximação continuava sendo teológico-dogmática, mas agora, graças aos novos estudos, eu podia ver melhor o vínculo fecundo entre doutrina, liturgia e devoção. Por outro lado, o livro saiu quase ao mesmo tempo que a exortação apostólica Sacramentum Caritatis, que trata sobre a Eucaristia, precisamente desenvolvendo estas três dimensões. Isso foi, para mim, uma confirmação autorizadíssima do estudo que havia feito para escrever o livro.

Em 2008, fui nomeado consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Também por este motivo, meu estudo no âmbito litúrgico continua e se aprofunda, ainda que tenha de dividir-se na prática com a pesquisa no âmbito dogmático, que obviamente devo continuar.

Expondo estas circunstâncias, penso ter explicado também por que um dogmático se interessou pela liturgia: acontecimentos concretos me levaram a isso, mas estes acontecimentos não faziam outra coisa que estimular em mim o interesse por aspectos ainda não desenvolvidos e que estão conectados com o próprio dogma.

No caso específico do meu último livro, a ocasião me foi proporcionada por um convite a dar um seminário monográfico intensivo, dentro do curso internacional para os formadores de seminários, uma importante iniciativa organizada há 20 anos pelo instituto Sacerdos, todos os anos, em Leggiuno, província de Varese (Itália). O curso oferece a reitores, professores, pais espirituais e formadores dos seminários do mundo inteiro um programa amplo e muito bem estruturado de formação e de atualização, sobre os temas relacionados à formação dos futuros sacerdotes.

Em julho de 2008, falei sobre a liturgia durante 3 dias a esses irmãos sacerdotes, procedentes dos cinco continentes, e também a um bispo oriental que participava do curso; e percebi o seu grande interesse pelo corte teológico que dava à minha exposição. Os dados bíblicos, históricos e filológicos certamente contam e eu tentava que não faltassem, junto às análises de casos concretos, mas o interesse era suscitado sobretudo pela compreensão teológica da liturgia. Após esta experiência positiva, decidi organizar minhas anotações e o livro nasceu.

-Em um mundo que parece cada vez mais secularizado, por que um livro sobre a liturgia?

-Gagliardi: Eu diria que é o contrário, que precisamente porque frequentemente o mundo moderno – pelo menos o mundo ocidental – parece cada vez mais afastado da fé e da religião, é necessário recordar alguns pontos firmes e, entre eles, certamente está o culto divino, a sagrada liturgia.

Às vezes, acredita-se que, diante dos desafios da “cidade secular”, também o cristianismo, se quiser ser aceito, deve se secularizar. Não posso aqui, obviamente, entrar em detalhes sobre um tema tão amplo. Mas para a liturgia vale um discurso semelhante.

Parece que, em muitos casos, existiu uma tendência a secularizar a liturgia, quase “desmistificá-la”, torná-la menos divina e mais humana, de forma que as pessoas pudessem reconhecer-se mais nela, de acordo com a mentalidade e a cultura típicas da nossa época. Está claro que a liturgia se forma e muda, através dos séculos, também com base na influência das culturas. É necessário, no entanto, verificar prudentemente quando se trata de mudanças homogêneas com a tradição e, portanto, positivas, falando em geral, e quando isso não acontece.

Também neste caso, é impossível entrar aqui em detalhes, mas à sua pergunta eu respondo que, precisamente em um mundo que parece com frequência afastado de Deus, é necessária ainda mais uma liturgia verdadeiramente divina e sagrada.

Não é correto dizer – como se fez frequentemente – que hoje os problemas da Igreja seriam outros. O culto que devemos dar publicamente a Deus, e a forma correta de fazer este culto, são de capital importância para o homem de toda época, sejam quais forem os problemas que ele tiver de enfrentar. E mais ainda, pensando bem, é difícil encontrar um problema que seja mais importante para o homem que sua relação com Deus, na qual a liturgia sagrada é o momento culminante.

-Quais são os temas relevantes tratados no livro? O que você pretende comunicar aos leitores? Que objetivos quer alcançar?

-Gagliardi: Começo pela última pergunta e respondo simplesmente que o que me proponho, quando estudo, leciono ou escrevo, é a busca pessoal da verdade e sua consequente difusão. Por isso, nunca me proponho idear algo novo, algo que ninguém soube ou disse antes. Tento dizer de forma clara e, na medida do possível, de forma nova, o que a Igreja sempre soube e continua incessantemente ensinando e aprofundando no desenvolvimento de sua vida.

Com relação aos temas do meu livro, tratei, no relativo aos temas fundamentais e gerais, do conceito de liturgia, do papel do sacerdote ministro e dos fiéis na celebração, da forma como a liturgia é para nós fonte de vida, isto é, manancial de graça, da santificação litúrgica do tempo e do espaço, da dinâmica teológica da Eucaristia, da beleza litúrgica, assim como da relação entre liturgia e ética e liturgia e devoção, concluindo sobre a formação litúrgica. Além disso, propus um capítulo com uma breve história da reforma litúrgica a partir do Concílio de Trento até nossos dias. No livro, encontram-se também diversos temas específicos e concretos, como a orientação da oração litúrgica, a língua a ser usada na celebração, a melhor postura para receber a Santa Comunhão etc.

-Ainda existe muita polêmica sobre o êxito da reforma litúrgica pós-conciliar. Você poderia nos ilustrar os termos do debate e qual é seu parecer ao respeito?

-Gagliardi: Sobre os termos da questão, dito muito resumidamente: após o Vaticano II, uma comissão dedicada a isso trabalhou para levar a cabo a reforma geral da liturgia, pedida pelo Concílio. Os resultados concretos desta reforma, segundo admitiram o então cardeal Ratzinger e outros muitos especialistas, não correspondem em todos os detalhes concretos ao texto da Sacrosanctum Concilium.

Aqui, as posturas divergem: uns falam de traição ao Concílio e, ainda mais, à Igreja e à sua imemorial tradição litúrgica, e desejariam uma anulação completa da reforma, à qual seguiria uma restauração da liturgia à situação de 1962, quando não antes.

Outros, pelo contrário, tendem quase a fazer uma canonização da reforma, da maneira como se levou a cabo e dos resultados, e se mostram às vezes inclusive agressivos quando alguém lança a hipótese, certamente não de anulá-la, mas somente de revisá-la e corrigi-la.

Ambas as posturas, a meu ver, estão equivocadas. E estas perspectivas nos impedem também de avaliar de forma correta algumas importantes decisões que o Santo Padre tomou. Contudo, existe uma terceira via, que é a correta, e que consiste em favorecer o desenvolvimento homogêneo da tradição litúrgica da Igreja.

-Segundo uma sondagem recente, 2 de cada 3 praticantes iriam à Missa tridentina pelo menos uma vez por mês se a tivessem em sua paróquia, mas parece que vários bispos e párocos não gostam muito deste rito. É verdade? O que você pensa disso?

-Gagliardi: Eu li sobre esta sondagem recente, levada a cabo por Doxa, uma conhecida sociedade que trabalha no setor. Os resultados deveriam, portanto, corresponder à situação real, na medida em que isso é possível em uma sondagem.

Desde a publicação do motu próprio Summorum Pontificum, há mais de dois aos, muitas vezes os jornais, revistas e sites mostram notícias de declarações e/ou decisões de membros do clero, que parecem ir em uma direção diversa da desejada pelo documento pontifício. Neste sentido, pode-se dizer que uma parte, que eu não saberia quantificar, de bispos e sacerdotes parece não estar entusiasmada com a ideia de ver uma nova difusão da celebração da Missa segundo o uso mais antigo. Os motivos desta postura podem variar e está claro que aqui não podemos fazer uma análise profunda.

Minha opinião é que, se o Santo Padre decidiu favorecer, através da sua decisão, os que desejam celebrar ou participar da forma mais antiga do rito romano, aqueles que não amam especialmente esta forma – e, portanto, não desejam valer-se pessoalmente da faculdade concedida – não deveriam colocar obstáculos à realização de uma normativa que, tendo emanado da Suprema Autoridade, tem valor para toda a Igreja. Certamente, pode haver casos particulares, em que os amantes do rito de São Pio V tenham pretensões excessivas.

Estes casos devem ser avaliados individualmente por parte dos bispos, que continuam sendo, em suas dioceses, os principais responsáveis pela vida litúrgica (e é preciso recordar que compete a tais bispos velar não somente por estes casos, mas também pela observância estrita das normas fixadas nos livros litúrgicos pós-conciliares). Parece-me, contudo, que os casos de excessos por parte dos que valorizam o rito mais antigo são menos frequentes que as declarações e ações para desanimar a celebração deste rito. Brevemente, eu diria que é essencial que ninguém anteponha sua autoridade particular ou sua visão pessoal às decisões do Santo Padre, que é o centro da unicidade visível da Igreja.

-Muitos fiéis lamentam um empobrecimento da atual práxis celebrativa. Que conselhos você daria para renovar e tornar mais bela e intensa a liturgia?

-Gagliardi: Há muitos conselhos, que exponho em meu livro e, portanto, para responder à sua pergunta, o melhor que posso fazer é recomendar sua leitura. Contudo, posso dizer ao menos que na base das muitas coisas que se pode fazer ou renovar – tanto no âmbito mais geral quanto no mais detalhado -, penso que existe uma verdade teológico-litúrgica em torno da qual gira todo o resto: o protagonista da sagrada liturgia não é o indivíduo nem a comunidade – estes, no entanto, têm um papel relevante -, mas o Deus trinitário e seu Cristo. Tudo está aqui.

Isso é verdadeiramente essencial. Cada gesto, cada disposição, cada atitude do corpo e do espírito, cada objeto utilizado na liturgia devem ser uma manifestação deste fato: não celebramos nós mesmos ou nossa comunidade. Nosso culto está dirigido a Deus Pai, através de Jesus Cristo, no Espírito Santo. Este culto em espírito e verdade nos santifica e nos abre à vida eterna.

Fonte: Presbíteros
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Missionários destruíram as culturas locais?

O valor e a igualdade de toda pessoa nos foram dados por Cristo

Por Pe. Piero Gheddo*

ROMA, quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Em 1970, visitei, no México e na Guatemala, os lugares em que floresceu a civilização dos maias, um dos povos que a conquista colonial de 1500 submeteu à Coroa da Espanha e depois converteu ao cristianismo.

Com o supervisor dos combonianos mexicanos, que estava procurando uma missão entre os indígenas, visitamos algumas dioceses dos Estados de Yucatán e Chiapas, e as ruínas e pirâmides maias em Chicen-Itza, Uxmal, Palenque e Tikal, na selva tropical; admirei os restos da arte maia nos museus de Mérida e de Campeche. Fiquei positivamente impressionado com esta grande civilização, já desaparecida.

Não sei se já viram o filme "Apocalypto", produzido pelo famoso ator Mel Gibson (o do filme "A Paixão de Cristo"), que explica como era a civilização dos maias antes do encontro com os conquistadores espanhóis.

Acho que ele dá uma ideia muito precisa de como era a vida cotidiana na civilização maia, considerada a mais refinada das culturas americanas pré-hispânicas.

Os críticos coincidem ao dizer que o filme é exagerado na descrição de corpos estripados, cadáveres rodando pelas escadarias das pirâmides ou dos templos, corações extraídos dos corpos recém-assassinados e devorados ou oferecidos às divindades, cenas de violência e de crueldade cotidiana, comumente aceita como costume tradicional.

No entanto, esta era a realidade de uma civilização ainda não suavizada pelo encontro com a mensagem do Evangelho e do exemplo de Cristo.

Nestes dias, chegou às minhas mãos o fascículo de uma revista católica que explica brevemente a evangelização dos povos latino-americanos e condena os missionários que destruíram as culturas locais, citando e quase sentindo saudade das culturas inca, maia e asteca.

A cultura moderna idealizou as "culturas" tradicionais dos povos, imaginando um mundo paradisíaco, antes que a conquista europeia levasse a guerra, a violência, a escravidão e o massacre de populações indefesas.

A realidade é bem diferente desse clichê comum do "politicamente correto".

Como documentam numerosas investigações históricas recentes (nas quais se baseia o filme "Apocalypto"), estas culturas pré-hispânicas da América Latina praticavam religiões que prescreviam sacrifícios humanos aos deuses do seu Olimpo e em suas sociedades a vida cotidiana se expressava em numerosas formas de violência inumana contra o homem e a mulher. Por outro lado, os sacrifícios humanos estavam muito difundidos na civilização pré-cristã em qualquer continente.

Civilizações que alcançaram altos níveis de arte, filosofia, poesia, arquitetura, pintura, artesanato, engenharia, mas nas quais a pessoa humana individual não tinha em si valor algum, era simplesmente um entre tantos elementos do mundo criado.

Na civilização pré-cristã, existiam várias formas de solidariedade familiar, tribal, nacional, mas a solidariedade como próximo, com todo o próximo, não era jamais universal.

Na própria grande civilização romana, reconhecia-se a dignidade do civis romanus (cidadão romano), mas não era a mesma que a da mulher, dos escravos e dos inimigos de Roma.

No Coliseu, para divertir a plebe romana, os gladiadores combatiam e se matavam, os cristãos eram devorados pelas feras e as crianças deficientes eram lançadas ao precipício.

Estes conceitos, isto é, o valor absoluto de toda pessoa humana (do qual se derivam os direitos do homem e da mulher) e a igualdade de todas as pessoas, dos quais nasceu a civilização moderna e a "Carta dos Direitos Humanos" da ONU, na história da humanidade nos foram trazidos somente por Cristo.

O cristianismo conferiu dignidade e valor absoluto a toda pessoa humana e foi o grande motor do verdadeiro "humanismo".

E se o cristianismo retrocede em nossa sociedade "pós-cristã", como desejam nossos laicistas, isso nos leva a um estado de barbárie, que acreditávamos ter superado.

Em resumo, nossa história, depois de dois mil anos de cristianismo, parece estar dando marcha a ré!

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* O Pe. Pierro Gheddo, ex-diretor de Mondo e Missione e da Itália Missionária, é o fundador de AsiaNews. Como missionário, viajou a todos os continentes para evangelizar. Desde 1994, é diretor do Escritório Histórico do PIME e postulador de várias causas de canonização. Leciona no seminário pré-teológico do PIME em Roma. É autor de mais de 70 livros.

Fonte: http://www.zenit.org/article-24013?l=portuguese
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Meu Direito de Resposta

Resposta da médica Bianca Abinader às calúnias da CBN Manaus

Fonte:
http://sites.google.com/site/biancaabinader/

Meu Direito de Resposta

Meu nome é Bianca Abinader Gavinho, tenho 28 anos, sou casada com Luiz Gustavo Gavinho há 4 anos. Temos uma filha de 3, a Beatriz, e estou no oitavo mês de gestação da minha segunda filha, Laura.
Sou médica, formada há 4 anos pela Universidade Federal do Amazonas, clínica geral, funcionária concursada da SEMSA em exercício desde Junho/2006. Desde Março de 2007 trabalho no Programa Saúde da Família, no qual cumpro regime de horário integral durante o dia. Não tenho outro emprego público ou privado, mas sou sócia em uma cooperativa médica, na qual faço alguns plantões noturnos em SPA's.
Atendo entre 70 a 80 pacientes por semana no meu trabalho no PSF, todas essas produções são enviadas semanalmente ao Distrito. As consultas são voltadas para a Medicina Preventiva (Pré-Natal de baixo risco, Planejamento Familiar, acompanhamento de rotina de Hipertensos/Diabéticos, consultas preventivas pediátricas, etc). As consultas de primeira vez são agendadas pelas agentes de saúde, que visitam as casas dos comunitários, as consultas de retorno geralmente são agendadas por mim. Faço atendimentos domiciliares nos pacientes acamados da área.
Nestes 3 anos e meio como concursada, não tenho nenhuma falta registrada em meu nome, nenhum registro de denúncia ou qualquer outra queixa que me desabone, conforme documento emitido pela própria SEMSA (clique aqui para o documento).
No dia 04/01/2010, as 11:30, após atender as pacientes de pré-natal agendadas para aquela manhã, segui para o Distrito Norte para apresentar minha produção da semana anterior, assinar a minha frequência e depois fui ao escritório da Diretora, Dra. Sônia, para tratarmos sobre a possibilidade de minha transferência posterior para uma Unidade mais próxima ao local que irei morar após o nascimento de minha filha. Tudo isso está documentado e assinado pela Secretária que recebeu minha produção e pela Diretora (clique aqui para os documentos).
Cerca de 3 minutos depois de minha saída do posto, de um Fiat branco, com a marca da reportagem da rádio CBN, estacionado a dois quarteirões da unidade de saúde, desembarcaram dois homens: um repórter aparentando de 20 a 30 anos de idade, e o motorista, aparentando entre 40 e 50 anos. Ambos caminharam até o posto de saúde, entraram na recepção e abordaram os funcionários.
Com um microfone e gravador sem identificação da rádio, o repórter abordou o técnico Teófilo Bentes, perguntando se alí trabalhava a Dra. Bianca Abinader. Teófilo disse que sim.
Eles questionaram onde estava, já que ainda eram 11:30 da manhã e ela já havia saído. Ele explicou que tinha ido ao Distrito para entregar minha produção e pediu pra eles pararem de gravar, pois não podiam realizar gravações sem autorização/identificação prévia. Não foi atendido.
Perguntaram se esta minha ausência era permitida, já que meu horário de saída deveria ser ao meio-dia. Teófilo explicou que ir ao Distrito fazia parte do meu trabalho e deveria ser realizado no horário do expediente.
Perguntaram o que aconteceria se chegasse uma urgência e o médico não estivesse no local, explicaram que posto de saúde da família não atende urgências, nem temos estrutura pra isso, e que estes devem ser encaminhados aos SPA's mais próximos. Os atendimentos são agendados.
Seguiram perguntando sobre minha frequência, se cumpria os meus horários, qual era a minha relação com a comunidade, entre outras perguntas. Teófilo respondeu que eu vinha todos os dias, atendia meus pacientes agendados e cumpria a minha carga horária. Respondeu ainda que se eles quisessem saber sobre minha relação com a comunidade, deveria perguntar pra eles. Teófilo pediu novamente pra eles se identificarem e eles seguiram apenas perguntando, nunca respondendo. Saíram da únidade e abordaram dois comunitários e depois seguiram em direção ao carro novamente.
Assim que saí do Distrito recebi uma ligação do Teófilo me avisando do acontecido. Ele já havia tentando me ligar antes, logo que isso ocorreu, mas havia deixado meu celular no carro e não atendi as ligações.
Como funcionária pública sei que estou passiva, a qualquer momento, a fiscalizações ou apurações de denúnicas. Particularmente, conforme documento já mostrado, nunca tinha acontecido isto em 3 anos que trabalho naquela Unidade. Mas sendo funcionária pública, tenho o dever de prestar um bom serviço a população. Só achei estranho a abordagem e a falta de identificação, porém deve ser alguma estratégica jornalística. Não sei.
No dia seguinte, Terça 05/01/2010, a rádio CBN, as 08:04 minutos, iniciou uma matéria falando da falta de médicos nas unidades de saúde. Depois de dar exemplos de má conduta por parte de alguns médicos, com exemplos trágicos de falta de ética, começou a falar sobre uma reportagem realizada na UBSN-17, no Campo Dourado, onde trabalho.
A matéria dura cerca de 18 minutos, em torno de 10 minutos a partir da primeira citação do meu nome.
Inúmeras inverdades foram citadas a meu respeito. Para resumir, vou lhes detalhar apenas as mais graves, em ordem cronológica de acontecimento:
1) Inicia a reportagem dizendo que minha Unidade de Saúde recebe denúncias diárias da rádio. Nenhuma denúncia foi encaminhada a Secretaria, afinal, até dia 05/01, eu não tinha nenhuma denúncia em meu nome, conforme link anterior assinado pela SEMSA.
1) Relata que existem pacientes aguardando atendimento médico desde Setembro, segundo relato posterior de uma moradora, que reclama que a agente de saúde não aparece para lhe dar satisfação desde lá. A consulta de primeira vez é agendada pela agente de saúde, se isso não aconteceu, nem sequer tive conhecimento da necessidade do atendimento, portanto em momento nenhum me recusei a atendê-la.
2) Diz-se que o paciente não foi atendido porque o médico não aparece para trabalhar. Tanto no dia da reportagem quanto nos dias anteriores tenho registro de minha assiduidade e de meus atendimentos prestados. Não tenho faltas e todas as minha produções semanais estão registradas no DISA NORTE.
3) Diz-se que o Secretário Municipal de Saúde, Francisco Deodato, informou que no dia 04/01 iria instalar uma sindicância para apurar o meu caso pois estava sendo acusada de não cumprir o horário de trabalho. O meu nome não é citado como denunciada, ele relata apenas qual é o procedimento padrão para qualquer funcionário público que recebe uma denúncia. A matéria deu a entender que já havia uma denúncia, não realizada até o dia 05/01, quando procurei a SEMSA.
4) Segundo depoimento de uma moradora, seria difícil encontrar a médica na unidade de Saúde. O relato vem de uma comunitária que mora no local de aluguel. Minha área tem cerca de 6000 pacientes registrados quando deveria cobrir, no máximo, em torno de 3000. Somos orientados a registrar e atender aos pacientes que possuem casa própria na área e encaminhar os pacientes de aluguel a nossa Unidade de Referência, no caso a UBS Áugeas Gadelha. Seria o caso da paciente do depoimento, que nunca havia sido atendida por mim.
5) O repórter diz que recebeu uma ligação de uma pessoa amiga, que entre outras coisas, sugere que ele pondere sobre a veiculação desta matéria por causa do meu estado de gravidez avançada. Ele responde dizendo que gravidez não é doença, com algumas exceções. Mas que como eu era médica e sabia de minhas limitações, se estivesse incapacitada de trabalhar deveria ter entrado com uma licença médica, no estanto, continuava trabalhando. Nisso o repórter se contradiz, pois há poucos minutos atrás, estava repetindo diversas vezes que eu não trabalhava.
6) O reporter relata que, em nome do zelo profissional, entrou em contato com a assessoria da SEMSA para confirmar a informação, repassada por esta amiga, de que eu estaria no momento da reportagem entregando meus relatórios de produção e frequência e a assessoria nega, dizendo que estava sim no DISA, mas para tratar de minha transferência, bem depois do horário da reportagem e que nenhum relatório de produção. Várias inverdades nessa parte:
- a própria Sônia me disse que foi procurada, que informou que estava comigo no horário da reportagem (entre 11:30 e 12:00), inclusive assinou um documento que prova isso. Não foi depois da reportagem, foi no momento desta
- a própria secretária do DISA recebeu meu relatório semanal e assinei a frequência na sua frente. Tudo isso também registrado e assinado.
Frente todas essas acusações equivocadas, venho ressaltar publicamente que em momento algum fui procurada pela equipe da CBN para prestar esclarecimentos. Até onde sei, é obrigação do veículo de imprensa, frente a denúncias desta importância, procurar o "acusado" para esclarecimentos antes de se veicular a matéria. No entanto, acredito que a equipe da CBN tenha tido alguma dificuldade em conseguir meus contatos a tempo de fechar a matéria.
Após esta reportagem me citando, com tantas especulações, iniciou-se uma série de outras reportagens em outras Unidades de Saúde da Família. Todas levando cerca de dois minutos apenas, mesmo algumas sendo bem graves. Na segunda unidade, eles chegaram identificados, porém não chegaram identificando o nome da médica, que nem conheciam. Ressaltaram que a médica estava afastada por licença médica.
No outro dia, quando eu estava afastada por licença médica, a CBN voltou ao meu posto de saúde. Disse na nova reportagem que eu não estava presente, mas não citou que agora quem estava afastada por licença médica era eu, apesar de terem sido informados pelo técnico.
Todas as outras reportagens de investigação em UBSNs posteriores a minha foram mostradas ao vivo. A minha foi a única gravada e editada. Provavelmente uma mera coincidência.
Ainda ontem (06/01/2009) o repórter criticou a médica Bianca Abinader por ser frequente usuária da rede social Twitter.
Ser médica não me impede de utilizar nenhuma rede social, de expressar as minhas idéias, muito menos me determina limitação de frequência. Já acessei a internet durante o final do meu expediente alguns dias, após atendimentos, e para marcação de Exames e Consultas de especialistas pelo Sistema de Regulação On-Line (SISREG) para meus pacientes, mas isso nunca impediu que cumprisse o meu papel profissional, sequer pode ser classificado como má conduta. Fora do meu horário de expediente, utilizo com bastante frequência as redes sociais, mas isso só diz respeito a mim. Não entendo porque insistir tanto nesse assunto tão particular.
A frequência de uso de redes sociais por mim ou qualquer outro profissional, desde que não interfira na assiduidade e qualidade do seu trabalho, não deveria ser questionada. Seu profissionalismo, sim.
Logo depois do ocorrido, venho recebendo diversos votos de solidariedade e apoio, tanto por parte dos meus familiares, quanto por parte de amigos, colegas e conhecidos. Isto tem me dado forças pra superar tanta calúnia. A própria rede social tão duramente criticada pelo repórter, foi uma das que mais se manifestou e se solidarizou diante desta constante difamação do meu nome dos últimos dias.
Não é fácil para uma pessoa no oitavo mês de gravidez, esposa, mãe e trabalhadora ter seu nome sendo repetido diversas vezes ao dia envolto por tantas inverdades. Tanto que, desde a Terça-Feira, 05/01, dia em que a reportagem foi ao ar, estou afastada com atestado médico por consequências emocionais graves diante da minha gravidez. Poderia estar trabalhando normalmente, cuprindo minha carga horária como sempre faço, mas estou afastada e enfrentando todas as desatrosas consequências emocionais destas denúncias.
Quem não deve não teme. Concordo com o ditado e não temo, tanto que enfrentei a situação e já contactei todos os orgãos (SEMSA, CRM, Sindicato dos Médicos, etc) pra me disponibilzar pra qualquer informação/investigação necessária, exatamente porque sei da idoneidade dos meu atos.
Mas isso não me impede de, enquanto ser humano, em especial na condição de mulher grávida, me chocar frente a tanta insistência por parte da Rádio CBN Manaus em citar e denegrir o meu nome.
Espero, e isso é o que mais preocupa a minha família no momento, que esse equivoco a qual estou sendo submetida, não traga nenhuma consequência grave para minha saúde e para saúde da minha filha ainda em meu ventre. Gravidez realmente não é doença, mas qualquer abalo emocional mais grave pode nos prejudicar nessa situação.
Podem existir muitos médicos praticando atos de má conduta, péssimo atendimento, falta de ética profissional, porém não existe nenhuma evidência de qualquer ato desta natureza praticados por mim. Até quando meu nome vai continuar sendo utilizado como exemplo de profissional deste nível de maneira tão vil?
Ao contrário de tudo que foi dito, esta é a médica e amiga Bianca Abinader conhecida pela comunidade do Campo Dourado desde 2007: Festa de Natal do Campo Dourado.
Médicos ausentes e não comprometidos com a comunidade pra qual assistem provavelmente seriam incapazes de ações sociais como esta, sem nenhum interesse a não ser o bem estar da população. Mas isso é só um pouco do meu trabalho por lá.
Agradeço a atenção de todos. Minha alma gritava por este desabafo.

Subpáginas (2): Comparecimento Nada Consta
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