quinta-feira, 10 de julho de 2008

Da Justificação dos Santos - Santo Agostinho de Hipona (parte 14-final)

Capítulo XXI - Conclusão

§43. Discorremos longanimente e talvez já há tempo conseguimos convencer sobre o que queríamos; falamos tanto às inteligências esclarecidas como às rudes, para as quais mesmo o que é demasiado não é suficiente. Mas perdoem-me, pois esta nova questão obrigou-nos a isso. Como provamos em opúsculos anteriores com testemunhos assaz idôneos que mesmo a fé é dom de Deus, deu-se o caso de encontrar opositores a este ensinamento, os quais afirmam que os testemunhos têm força para provar ser dom de Deus o crescimento na fé. O início da fé, porém, dizem eles, pelo qual se chega a crer em Cristo, depende do ser humano e não é dom de Deus. Deus o exige previamente para que com seu merecimento alcancem as demais coisas que são dons de Deus. Nenhuma delas é concessão gratuita, embora admitam nelas a existência da graça de Deus, que é sempre gratuita. Percebeis o absurdo desta doutrina e por isso insistimos, conforme nos foi possível, em mostrar que o próprio começo da fé é dom de Deus. Se o fizemos com mais extensão que a desejada por aqueles para os quais escrevemos, resignamo-nos a ser repreendidos por eles contanto que confessem que alcançamos nosso objetivo, embora tenhamos sido mais prolixos do que desejávamos, motivando aborrecimento e tédio aos inteligentes. Isto quer dizer que reconheçam que ensinamos ser também dom divino o início da fé, assim como o são a continência, a paciência, a justiça, a piedade e demais virtudes, sobre as quais não há discussão com eles. Dou por terminado este livro, evitando agravar os leitores com um tratado tão difuso sobre um único assunto.

Fonte: Central de Obras do Cristianismo Primitivo

2 comentários:

Carlos Henrique disse...

Para isso meu amigo, recomendo-lhe ler assim que ´possivel o livro
Respostas as perguntas Católicas
escrito pelo católico Tony Coffey.

Atualmente estou reafirmando a minha Fé e aprendendo novos conceitos. Espere encontrar aqui tanto definições lógicas quanto religiosas. Visto que eu ando nesses termos e tenho certeza de que a Fé e a Razão devem necessariamente caminhar juntas.

[gabriel] disse...

prezado carlos,

Pela sua saudação ("meu amigo") acreditei que você realmente fosse meu amigo e estivesse me indicando um livro bom, de um autor respaldado em fontes fidedignas. Entretanto, você vem querer me enganar...

"Tony Coffey" não passa nem perto de ser católico (penso que nunca foi de verdade) é aliás um herege de mão cheia que defende mentiras e erros mais velhos que a sua seita (que com certeza deve ter sido criada no século XX).

Que cristão você é meu caro? mentir é pecado, sabia? é assim que você espera oferecer ajuda a alguém? bem típico...

Pois bem, não perderei meu tempo lendo esse livreto com mentiras repetidas... recomendo a você livros de verdade e que podem te ajudar a enxergar a Verdade:

1. What Catholics Really Believe by Karl Keating (O que os católicos realmente acreditam)

2. By What Authority: An Evangelical Discovers Catholic Tradition by Mark Shea (Qual a autoridade:um evangélico descobre a Tradição Católica)