segunda-feira, 19 de maio de 2008

4º CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO PADRE ANTÔNIO VIEIRA

O jesuíta Antônio Vieira é considerado um mestre inigualável da língua portuguesa e um dos maiores oradores de todos os tempos. Padre Vieira nasceu em Lisboa no dia 6 de fevereiro de 1608 e morreu em Salvador da Bahia com quase 90 anos, no dia 18 de julho de 1697. Sua vasta obra inclui mais de mil homilias, que chegam a 15 volumes de "Sermões". Das 3 mil cartas que escreveu foram publicadas 500 em cinco volumes. Seus livros mais discutidos certamente são: "Clavis Prophetarum" e "História do Futuro". Nesta obra erudita projeta um grande provir para o reino cristão de Portugal.

Em comemoração ao quarto centenário do nascimento de Padre Vieira se realizou, em Roma, na Universidade "La Sapienza", de 07 a 09 de fevereiro de 2008, um congresso internacional, organizado pela Cátedra Padre Antônio Vieira e o Departamento de Estudos Europeus e Interculturais da mesma universidade, junto com outras universidades de Portugal e do Brasil. Uma das conferências abordou o tema "Ética, política e sociedade em Antônio Vieira" [Prof. Pedro Calafate].

P. Vieira é um dos grandes missionários das terras brasileiras. Veio ao Brasil com apenas 6 anos, acompanhado de sua mãe [o pai já vivia no Brasil e trabalhava como notário da Capitania na Bahia]. Estudou no Colégio Jesuíta de Salvador, onde aprendeu as línguas nativas e ali mesmo entrou na Companhia de Jesus em 1623. Ordenado sacerdote em 1635, se converteu em um dos personagens mais influentes do século XVII no império português, diplomata e negociador, conselheiro dos reis e pregador real [às vezes incomodo]. Além de grande orador sacro e crítico dos costumes, foi missionário infatigável e ardoroso defensor dos direitos dos povos indígenas, combatendo sua exploração e escravidão pela cobiça dos colonizadores. Era chamado pelos índios do Brasil de "Paiaçu" [Grande Pai, em tupi]. Criticou igualmente a escravidão dos negros [sua avó paterna era negra]. Foi perseguido pela Inquisição [esteve dois anos na prisão], entre outros motivos por haver defendido os judeus em distintas ocasiões e lutado para que se abolisse a distinção entre cristãos novos [judeus convertidos] e cristãos velhos. É considerado um clássico da língua portuguesa e um missionário de grande envergadura.
Fonte: http://www.jesuitasamazonia.org/ver_noticia.asp?IDNews=271

Um comentário:

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