quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

COMEÇA A QUARESMA E A CAMPANHA DA FRATERNIDADE




BRASÍLIA - Inicia-se nesta QUARTA-FEIRA DE CINZAS a 45a Campanha da Fraternidade [CF] que, neste ano, traz o tema Fraternidade e defesa da vida. Com o lema Escolhe, pois, a vida! Dt 30,19]
A Campanha tem como centro a vida humana. “Para nós, cristãos, a defesa da vida deve ser feita a partir dos critérios estabelecidos por Jesus e que estão presentes nos evangelhos e explicitados na doutrina da Igreja”, lembra o secretário geral da CNBB, D. Dimas, na apresentação do Texto-Base da CF-2008. “Isso significa que essa defesa implica o aprendizado sobre a vida segundo o plano de Deus”, sublinha.

Por todo o Brasil, o Texto-Base da Campanha já está sendo estudado pelas lideranças das comunidades com o objetivo de ajudar no debate do tema. As dioceses também se preparam para o lançamento local da CF-2008, cada uma com programação própria, segundo sua realidade.

O Papa Bento XVI enviou à Conferência dos Bispos uma mensagem falando sobre a Campanha.

Realizada durante a Quaresma, a Campanha é marcada pelo apelo à conversão. “Esta Campanha quer ser mais um esforço de conversão quaresmal de todos os cristãos, no sentido de buscar uma fidelidade ainda maior ao Deus criador e doador da vida”, afirma dom Dimas.

O objetivo geral da CF-2008 é “levar a Igreja e a sociedade a defender e a promover a vida humana, desde sua concepção até sua morte natural, compreendida como dom de Deus e co-responsabilidade de todos na busca de sua plenificação, a partir da beleza e do sentido da vida em todas as circunstâncias, e do compromisso ético do amor fraterno”.

A Campanha tem, ainda, como objetivos:

1. Desenvolver uma concepção de pessoa capaz de fundamentar adequadamente, sem reducionismos, as ações em defesa da vida humana;

2. Fortalecer a família como espaço primeiro da defesa da vida, através da maternidade e da paternidade responsáveis, do acolhimento aos idosos, doentes e sofredores;

3. Fomentar a cultura da vida por meio da educação, para o desenvolvimento pleno da afetividade, a co-responsabilidade entre homem e mulher, e a solidariedade entre todos;

4. Trabalhar em unidade com pessoas de diversas posições culturais e diferentes religiões na busca da promoção da vida;

5. Desenvolver nas pessoas a consciência crítica diante das estruturas que geram a morte e promovem a manipulação e comercialização da vida humana;

6. Propor e apoiar políticas públicas que garantam a promoção e defesa da vida;

7. Crescer na fé, vivida como amor a Deus e amor aos irmãos, respeitando a sacralidade de cada pessoa, imagem e semelhança de Deus e habitação da Trindade, valorizando os elementos de defesa da vida presentes em todas as religiões.

Fonte: http://www.jesuitasamazonia.org/ver_noticia.asp?IDNews=267


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