sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O Círio Pascal

É o símbolo mais destacado do Tempo Pascal. A palavra "círio" vem do latim "cereus", de cera. O produto das abelhas. O círio mais importante é o que é aceso na vigília Pascal como símbolo de Cristo - Luz, e que fica sobre uma elegante coluna ou candelabro enfeitado.

O Círio Pascal é já desde os primeiros séculos um dos símbolos mais expressivos da vigília. Em meio à escuridão (toda a celebração é feita de noite e começa com as luzes apagadas), de uma fogueira previamente preparada se acende o Círio, que tem uma inscrição em forma de cruz, acompanhada da data do ano e das letras Alfa e Omega, a primeira e a última do alfabeto grego, para indicar que a Páscoa do Senhor Jesus, princípio e fim do tempo e da eternidade, nos alcança com força sempre nova no ano concreto em que vivemos. O Círio Pascal tem em sua cera incrustado cinco cravos de incenso simbolizando as cinco chagas santas e gloriosas do Senhor da Cruz.

Na procissão de entrada da Vigília se canta por três vezes a aclamação ao Cristo: "Luz de Cristo. Demos graças a Deus", enquanto progressivamente vão se acendendo as velas do presentes e as luzes da Igreja. Depois o círio é colocado na coluna ou candelabro que vai ser seu suporte, e se proclama em torno à ele, depois de incensá-lo, o solene Pregão Pascal.

Além do simbolismo da luz, o Círio Pascal tem também o da oferenda, como cera que se consome em honra a Deus, espalhando sua Luz: "aceita, Pai Santo, o sacrifício vespertino desta chama, que a santa Igreja te oferece na solene oferenda deste círio, trabalho das abelhas. Sabemos já o que anuncia esta coluna de fogo, ardendo em chama viva para glória de Deus... Rogamos-te que este Círio, consagrado a teu nome, para destruir a escuridão desta noite".

O Círio Pascal ficará aceso em todas as celebrações durante as sete semanas do tempo pascal, ao lado do ambão da Palavra, até a tarde do domingo de Pentecostes. Uma vez concluído o tempo Pascal, convém que o Círio seja dignamente conservado no batistério. O Círio Pascal também é usado durante os batismos e as exéquias, quer dizer no princípio e o término da vida temporal, para simbolizar que um cristão participa da luz de Cristo ao longo de todo seu caminho terreno, como garantia de sua incorporação definitiva à Luz da vida eterna.

Fonte: ACI Digital

Leia Mais…

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

85 PERGUNTAS E RESPOSTAS (parte 4)

31. A versão Douay não é mais pobre em inglês que a versão protestante?

A versão Douay não é uma versão dedicada só ao ensino católico. É substancialmente uma verdadeira versão que, por ser verdadeira, necessariamente mostra a Igreja católica como a verdadeira Igreja. Por isso é a verdade das Escrituras. De um ponto de vista literário, é uma tradução menos bonita que o da Versão Autorizada, porque é uma tradução mais exata. Quando um idioma estrangeiro, clássico ou moderno, é traduzido em inglês, quanto mais uma pessoa se agarra ao texto, menos beleza literária se terá no novo idioma. Para se ter uma tradução mais bonita tem que se traduzir mais livremente, assim mais ou menos perdendo o sentido exato do original. Mas com relação à Palavra de Deus, nós não queremos tanto beleza literária, mas o que Deus pretendeu. E para isso, a versão Douay ultrapassa a Versão Autorizada de longe, apesar de sua estrutura literária bastante desajeitada às vezes.

32. É muito melhor ter a Bíblia longe das mãos de Roma.

Henrique VIII. Ele responderá para você na última fala patética dele para o Parlamento: "Eu estou extremamente triste em ver como Palavra de Deus é abusada; como pouca reverência lhe é demonstrada; como se transformou em tristes rimas, como é cantada e chiada em toda taverna inglesa e cantina; e tudo isso com uma falsa interpretação e leitura dos escritores inspirados. Eu estou triste em perceber que os leitores da Bíblia descobriram pouco dela em sua prática; porque eu estou certo que a caridade nunca esteve numa situação tão drástica, a virtude nunca diminuiu tanto, nem o próprio Deus menos honrado ou pior servido na cristandade." Por tirar a Bíblia das mãos de Roma no final do décimo sexto século nós vemos 270 seitas e por causa disto, o dr. Walton escreveu no Prefácio de sua própria Bíblia poliglota: "não há fanático ou palhaço do mais baixo nível que não tira seus devaneios da Palavra de Deus. Parece que se abriu uma cova sem fundo de onde sai uma fumaça que obscurece os céus e as estrelas, e os gafanhotos são com asas - uma numerosa raça de sectários e hereges que renovaram todas as velhas heresias e inventaram suas próprias opiniões monstruosas. Estes encheram nossas cidades, aldeias, campos, casas - não, nossas igrejas e púlpitos, também, e levam as infelizes pessoas iludidas para a cova da perdição".

33. A Igreja católica não é arrogante em dizer que a Bíblia é dela?

A Bíblia é o livro dela e você não pode contestar isto. Ela a preservou e só ela sabe o que significa. Ninguém mais tem qualquer direito a isto, ou qualquer autoridade para declarar o que os textos significam. O trabalho de traduzí-la, de imprimí-la, e editá-la, pertence estritamente a ela e se ela não pode prevenir aqueles fora de sua jurisdição de mexer na Palavra, então ela tomará cuidado que seus próprios filhos evitem as falsas Bíblias. A história mostra que a Igreja foi sábia ao proibir as pessoas privadas de traduzir a Bíblia sem autoridade eclesiástica. Por exemplo, veja o que o Juiz Rutherford fez com a Bíblia. A Igreja é muito sábia proibindo o crente de ler Bíblias que não são aprovadas por ela, porque ela deseja que o puro e incorrupto Evangelho fosse colocado nas mãos das pessoas. O sr. Allnatt (em seu "A Bíblia e a Reforma") diz, "Que todas as versões protestantes antigas da Bíblia eram cheias de corrupções—corrupções grosseiras e flagrantes que tinham má interpretação voluntária e deliberada de várias passagens do texto sagrado, e tudo apontava diretamente contra as doutrinas e práticas da Igreja católica que os reformadores estavam ansiosos para criticar. Eles deram para as pessoas uma ‘Bíblia Aberta,' mas que Bíblia". Conseqüentemente, odiar a Bíblia é uma coisa, e proibir uma falsa versão como a de Wycliffe, Tyndale e Coverdale é outra..

34. A Bíblia, e a Bíblia só, é bastante para mim.

Qual Bíblia? Você tem a Bíblia certa? Você está certo que sua Bíblia contém tudo e só as verdadeiras palavras que vieram das mãos dos apóstolos e evangelistas? Você está certo que nenhuma outra palavra foi inserida ou tirada pelo homem? Tem uma cópia exata das Santas Escrituras idêntica com as escritas de Moisés a são João? Se você não tem então por que fala sobre a teoria da Bíblia e só a Bíblia? Como você sabe que a Bíblia veio de Deus? Você prova isto pelo mérito intrínseco dos escritos ou você confia na qualidade religiosa das Escrituras como evidência suficiente? O mérito intrínseco da Bíblia e a inspiração que dá o leitor não é nenhum argumento que tem Deus como o autor porque nós temos outros livros como, por exemplo, "O Seguidor de Cristo" que é muito mais inspirado que algumas partes da Bíblia. Nós sabemos que a Bíblia é a Palavra de Deus, porque a Igreja católica que deu a Bíblia para o mundo diz assim. Você, para acreditar na Bíblia, tem que admitir uma terceira parte para se colocar entre você e Deus. O católico tem como esta terceira parte, a Igreja católica, que se coloca entre ele e Deus para lhe dizer o que é a Bíblia.

35. A Oração do Senhor ou o Pai Nosso está na Bíblia, mas a oração católica difere da protestante.

Os protestantes usam uma conclusão que não estava nas cópias gregas originais do NT, isto é, "Pois Teu é o reino e o poder e a glória, para sempre. Amém." Os católicos rezam a Oração do Senhor corretamente, pois a conclusão protestante da King James é um acréscimo marginal, posto lá por algum copista que teve em mente palavras emprestadas da liturgia grega. Elas não foram rejeitadas como autênticas por são Jerônimo no quarto século, como elas foram rejeitadas pelos autores da Versão Revisada de 1881. Algumas versões puseram estas palavras em parênteses. Até mesmo a King James Version omite este acréscimo em Lucas 11: 4. Tal adição não foi dita por Nosso Senhor e por isso os católicos não a usam. Este é um excelente exemplo de como erros acontecem nas várias cópias feitas por velhos copistas. Os estudantes piedosos da Bíblia podem exclamar à vontade: "não há nenhum engano na Bíblia. Está toda inspirada. É o próprio Livro de Deus". Sim. Mas Deus nunca garantiu que todo copista que copiou à mão o NT nunca erraria. A Escritura original é livre de erro porque Deus é o autor do original.

36. Os escritos originais de Moisés, Paulo ou João existem hoje?

Não. Nenhum dos originais existe hoje, mas nós sabemos de história e tradição que estes eram os livros que eles escreveram. O que nós temos é agora a Bíblia impressa; mas antes da invenção da imprensa em 1438, a Bíblia só existiu por letra ou forma de manuscrito. Nós temos agora em nossa posse cópias da Bíblia em manuscrito que datam já no quarto século. Nós não temos os originais mas cópias dos originais por várias razões: (1) O perseguidores da Igreja durante os primeiros 300 anos pegaram todo cristão que pudessem ver. (2) O material no qual os escritores inspirados escreveram foi o papiro, um material delicado, frágil, perecível, que não era feito para durar muito tempo. (3) Quando foram feitas cópias dos originais para as várias Igrejas, não havia a mesma necessidade de preservar os originais. Os cristãos antigos não achavam que era necessário para a salvação que os escritos de Paulo, João, etc, fossem preservados. Já que els tinham vivido, e tinham a Igreja infalível para os ensinar e guiar, eles estavam satisfeitos com meras CÓPIAS dos trabalhos originais dos autores.Hoje, sabe-se que há mais de 3.000 manuscritos ou cópias manuscritas da Bíblia. Hoje temos mais de 3.000 manuscritos ou cópias de manuscritos da Bíblia. Ainda não foi achado um mais antigo que o quarto século.

37. Por que Lutero rejeitou 7 livros da Bíblia?

Porque eles não se adequaram com suas doutrinas. Ele tinha criou a doutrina do julgamento provado e escolheu doutrinas religiosas; e sempre que qualquer livro, como o Livro de Macabeus, ensinava uma doutrina ao contrário do gosto dele, rejeitou, porque IIMc. 12:46 diz: "é santo e saudável rezar para os mortos que eles podem ser salvos dos pecados." Ele não só retirou certos livros, mas ele mutilou alguns que ficaram. Por exemplo, não se agradando com a doutirna de são Paulo: "estamos justificados pela fé", Lutero acrescentou a palavra "SÓ" para fazer o texto dizer: "estamos justificados 'só' pela fé". Sua explicação para este acréscimo é visto em suas próprias palavras, "eu sei que a palavra 'só' não está nos textos latinos e gregos; mas o dr. Martinho Lutero fez isto, eu eu quero que isto seja assim e meu desejo é que minha razão basta". São Paulo escreve sob a inspiração do Espírito Santo. Lutero cria uma Bíblia luterana sob sua própria idéia. Ele mostra pouco respeito pela Bíblia quando ele chama a Epístola de são João de "uma Epístola insignifcante sem a característica do Evangelho". Ele falou com desprezo sobre a Epístola de são Judas, a Epístola para os Hebreus, e o belo Apocalipse de são João.

38. Havia outros escritos além do NT das Escrituras?

Antes de 397 havia 3 classes de escritos sagrados para serem lidos nas Igrejas. Primeiro, havia os escritos genuínos universalmente aceitos pela Igreja Cristã como sendo de fato escritos pelos apóstolos cujo nomes tinham. A segunda classe de escritos sagrados que eram usados pelas Igrejas era a classe disputada. Em alguns lugares eles foram aceitados como Escritura genuína e em outros lugares não foram aceitados eles assim. Nesta segunda classe, ou lista de debates, são João, são Judas, a segunda Epístola de são Pedro, a segundo e terceira Epístola de são João, a Epístola para os Hebreus, e o Livro de Revelação (Apocalipse). Então houve uma terceira classe de escritos que nunca foram aceitos por quaisquer das Igrejas como Escritura genuína, pois continham tipos de histórias fantásticas ou fábulas da vida de Nosso Senhor. Em 397, a Igreja católica deu uma decisão definida sobre qual deveria ser admitido na Bíblia e que deveria ser rejeitado, e todo livro que está no NT protestante hoje, foi posto lá pelo papa Sirício e os bispos católicos no ano de 397. Se Cristo quisesse que os homens deveriam aprender o cristianismo do NT, e as centenas de livros que exisitiram antes da primeira Bíblia ser dada ao mundo pela Igreja católica?

39. Você parece subestimar a Palavra escrita de Deus.

Não. Eu estou simplesmente mostrando a posição da Igreja Cristã. Foi escrita pela Igreja; pertence a Igreja e é sua prerrogativa declarar o que significa. Também é intencional para esclarecimento, meditação, leitura espiritual, encorajamento, exortação, devoção, e isto dá testemunho das doutrinas da Igreja. Não é um guia completo ao céu.

40. O VT é uma história civil e política dos judeus?

Não. A história deles como o povo escolhido de Deus, escolhidos como os receptores e portadores da Revelação progressiva desde Adão, Noé, Abrãao, Moisés e os profetas. O VT e o NT podem ser chamados de um grande trabalho de UNIDADE, já que o VT leva a uma figura central, o Messias, Jesus Cristo e o NT nos mostra quem é esse Messias.
Leia Mais…

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

85 PERGUNTAS E RESPOSTAS (parte 3)

21. Sua Igreja proibe a leitura da Escritura no vernáculo?

Não. Há várias sociedades católicas para a difusão dos Santos Evangelhos no vernáculo, como a Sociedade de são Jerônimo, aprovado pela Igreja. Na frente de toda Bíblia católica você achará que o papa Leão XIII em 13 de dezembro de 1898, concedeu "Uma indulgência de 300 dias a todo o crente que ler um quarto de uma hora pelo menos para os Santos Evangelhos. É concedida uma indulgência plenária sob as condições habituais uma vez por mês para a leitura diária." Bem, isto não parece que a Igreja queria que as pessoas ficassem ignorantes da Palavra de Deus. A carta seguinte de Sua Santidade, Pio VI, para o Revº Anthony Martini, em sua Tradução da Santa Bíblia em italiano, mostra o benefício que o crente tem ao ter as Escrituras no vernáculo "de cada vez que um vasto número de livros ruins que grosseiramente atacam a Religião católica é circulado, mesmo entre os iletrados, para a grande destruição das almas, você vê que o crente deveria SER EXCITADO À LEITURA das Santas Escrituras; pois estas são as fontes mais abundantes que devem permanecer abertas a todo o mundo para tirar delas a pureza de moral e de doutrina, erradicar os erros que são disseminados amplamente nestes tempos corruptos, etc. "

22. Então por que o papa Clemente XI.em 1713. condena a doutrina que a Bíblia é para todos lerem?

Ele não condenou a doutrina que é bom ler as Escrituras. Ele condenou somente a teoria que só isto é necessário para saber o que é cristianismo. O método de Cristo foi estabelecer uma Igreja pedagógica, e o que é necess[ario deveria ser ensinado por aquela Igreja. Ele não ordenou que os apóstolos comercializassem Bíblias. Se a leitura das Escrituras fosse necessária a salvação, Cristo teria escrito um livro em vez de dar a ordem aos apóstolos de ensinar e dito: "Quem te escuta, escuta a Mim". E antes da descoberta da imprensa Cristo poderia fazer Sua religião dependente antes da invenção de John Gutenberg? E os analfabetos e iletrados de toda a história? É absurdo fazer da Primeira Página do papa uma religião. O papa Clemente XI sabiamente condenou a idéia que a leitura das Escrituras fossem necessárias a todos.

23. Tem uma tradução correta da Bíblia?

Sim. Nós temos um que é reconhecido por estudiosos protestantes como sendo uma verdadeira tradução. Um católico é proibido de ler essas versões protestantes nas quais há muitas má interpretações e no qual o texto é torcido para dar respaldo os inimigos da Igreja católica. Falsos textos não são a Palavra de Deus.

24. Vocês católicos parecem amedrontados que os católicos serão danificados pela leitura das Escrituras.

Mesmo tendo uma versão perfeita e correta, milhares de pessoas foram danificadas pela leitura das Escrituras e pensaram que eram capazes de interpretá-la corretamente. Os fariseus leram as Escrituras, contudo conseguiram usar, ou abusar de citações da Bíblia como um argumento contra Cristo, da mesma maneira que os homens de hoje citam as Escrituras como um argumento contra a verdadeira Igreja de Cristo, a Igreja católica.

25. Você diz que você tem uma Bíblia e que os católicos podem ler a Bíblia, mas eles fazem assim?

Alguns fazem e alguns não fazem. Todos são livres para fazer assim, mas não é absolutamente necessário que eles devam se dar à leitura privada das Escrituras.

26. Eu conheço muitos católicos que não têm nenhuma Bíblia em suas casas.

Os católicos são livres para possuir e ler versões aprovadas da Bíblia; os bons católicos sabem que tem em suas casas algo que foi dado por Deus.

27. Eu conheci católicos que admitem que nunca leram a Bíblia, então por que a Igreja católica não os ensina?

As doutrinas da Bíblia são ensinadas às pessoas pela Igreja católica mais fielmente que por qualquer outra Igreja na terra. A Bíblia nos fala que Cristo é Deus e isto, os ministros protestantes em crescente número negam. A Bíblia nos fala que Cristo estabeleceu uma Igreja viva, visível e os protestantes negam. A Bíblia nos fala que o pão e vinho consagrado é o verdadeiro Corpo e Sangue de nosso Senhor e isto os protestantes negam. A Bíblia nos fala que os ministros de Cristo têm o poder para perdoar pecados e isto os protestantes recusam acreditar. A Bíblia condena o divórcio até mesmo no caso de adultério e isto os protestantes através de prática consideram como tolice. Os católicos sabem a doutrina mais que um homem tagarela cita a Bíblia. Conhecimento de texto não é conhecimento de doutrina. Alguns católicos não lêem muito a Bíblia, mas eles sabem as doutrinas ensinadas da Bíblia mais que qualquer outra pessoa cristã na terra. Um católico pode deslizar quando você cita algum texto particular, mas ele sabe o que deve ser feito para salvar a alma de alguém e ele sabe tudo aquilo que Cristo condena; isto é, o divórcio, a contracepção, o aborto, esterilização, proibição, as injustiças sociais, etc.

28. Você tem que admitir que os protestantes amam mais as Escrituras que os católicos.

Como pode quando eles recusam todas as doutrinas ensinadas por Cristo?

29. Os protestantes têm uma verdadeira cópia da Bíblia.

Como podem eles ter quando retiram sete livros do VT; isto é, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, os dois Livros de Macabeus, e as várias seções de outros Livros? Eles têm muitos erros na supostamente verdadeira cópia da Bíblia.

30. Você acusa os tradutores protestantes de mexerem no texto?

Sim. Dixon, em sua "Introdução às Escrituras", diz: "Que as traduções protestantes antigas estavam cheias de erros brutos nenhum protestante sem preconceitos pode negar, e que estes erros eram voluntários, Ward, em sua ‘Errata', prova". Blunt, em sua "Chave Para o Conhecimento e Uso das Escrituras", diz: "o caráter dos tradutores não era como comandar o respeito dos homens". Robert Gell escreve que "a verdade foi alterada. Os interesses dogmáticos em alguns casos permitiram influenciar a tradução. O calvinismo de um lado, o prelado de outro, ambos eram representados às custas da precisão".
Leia Mais…

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O Papa exorta os Jesuítas a seguirem novamente os passos de seus predecessores

VATICANO - O Papa exorta os Jesuítas a seguirem novamente os passos de seus predecessores “com idêntica coragem e inteligência, mas também com aidêntica profunda motivação de fé e paixão de servir ao Senhor e à sua Igreja”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) - Os votos de que toda a Companhia de Jesus “possa viver com renovado impulso e fervor a missão para qual o Espírito a suscitou na Igreja e há mais de quatro séculos e meio a conservou com extraordinária fecundidade de frutos apostólicos” e o encorajamento “para continuar no caminho dessa missão, com plena fidelidade ao carisma original, no contexto eclesial e social que caracteriza este início de milênio” foram manifestados pelo Santo Padre Bento XVI aos participantes da 35ª Congregação Geral da Companhia de Jesus (Jesuítas), recebidos em audiência no dia 21de fevereiro.

Depois de ter recordado como os primeiros companheiros de Inácio puseram-se a disposição do Papa para anunciar o Senhor a povos e culturas que ainda não o conheciam - “o nome de São Francisco Xavier é o mais famoso de todos, mas quantos outros poderiam ser também!” - o Papa destacou: “Hoje os novos povos que não conhecem o Senhor, ou que o conhecem mal, que não sabem reconhê-lo como o Salvador, estão distantes não tanto do ponto de vista geográfico, mas do ponto de vista cultural. Não são os mares ou as grandes distâncias os obstáculos que desafiam os anunciadores do Evangelho, mas sim as fronteiras que, em consequência de uma errônea ou superficial visão de Deus e do homem, se interpõem entre a fé e o saber humano, a fé e
a ciência moderna, a fé e o empenho pela justiça.”

Por este motivo “a Igreja tem a urgente necessidade de pessoas de fé sólida e profunda, de cultura séria e de genuína sensibilidade humana e social, de religiosos e sacerdotes que dediquem as suas vidas a atravessar essas fronteiras para testemunhar e ajudar a compreender que, ao contrário, há uma harmonia profunda entre fé e razão, entre espírito evangélico, sede de justiça e trabalho pela paz. Só assim será possível fazer conhecer a verdadeira face do Senhor a todos a quem hoje Ele permanece escondido ou irreconhecível”. Bento XVI ressaltou que para aderir a este principal empenho, a Companhia de Jesus “deve continuar a formar com grande cuidado os seus membros na ciência e na virtude, sem se contentar com a mediocridade, porque a tarefa de confronto e de diálogo com contextos sociais e culturais muito diversos e mentalidades diferentes do mundo de hoje está entre as mais difíceis e árduas”.

Na sua longa história, a Companhia de Jesus “viveu experiências extraordinárias de anúncio e de encontro entre o Evangelho e as culturas do mundo”, recordou ainda o Santo Padre, exortando os Jesuítas a seguirem novamente os passos de seus predecessores “com idêntica coragem e inteligência, mas também com a idêntica profunda motivação de fé e paixão de servir ao Senhor e à sua Igreja”, fazendo-se “lealmente encarregado do dever fundamental da Igreja de se manter fiel a seu mandato de aderir totalmente à Palavra de Deus, e da tarefa do Magistério de conservar a verdade e a unidade da doutrina católica na sua completude”. O Papa exortou os Jesuítas a contribuir para que as suas obras e instituições “conservem sempre uma clara e explícita identidade”, para que o objetivo das atividades apostólicas “não pareça ambíguo ou obscuro”.

A presença no mundo das forças do mal atualmente se manifesta em especial através de tendências culturais como o subjetivismo, o relativismo, o hedonismo, o materialismo prático. “Por isso - continuou Bento XVI - peço o seu renovado empenho para promover e defender a doutrina católica… Os temas, hoje continuamente discutidos e questionados, da salvação de todos
os homens em Cristo, da moral sexual, do matrimônio e da família, são aprofundados e iluminados no contexto da realidade contemporânea, mas conservando aquela sintonia com o Magistério que evita provocar confusões e constrangimentos ao Povo de Deus”. O Santo Padre então afirmou: “Sei e entendo bem que esse é um ponto particularmente sensível e que exige empenho, para vocês e para muitos de seus co-irmãos, principalmente aqueles empenhados na pesquisa teológica, no diálogo inter-religioso e no diálogo com as culturas contemporâneas. Exatamente por isso, eu os convidei e convido vocês também hoje a refletir para reencontar o sentido mais pleno do seu característico ‘quarto voto’ de obediência ao Sucessor de Pedro, que não comporta somente estarem prontos a serem enviados em missão em terras distantes, mas também - no mais genuíno espírito inaciano o ‘sentir com a Igreja e na Igreja’ - a ‘amar e servir’ o Vigário de Cristo na terra com aquela devoção ‘efetiva e afetiva’ que deve fazer de vocês os seus valiosos e insubstituíveis colaboradores no seu serviço pela Igreja universal”.

Na conclusão de seu discurso, o Papa exortou os Jesuítas “a continuar e a renovar a missão entre os pobres e com os pobres” e a dar “uma atenção específica” ao ministério dos Exercícios Espirituais. “A escolha pelos pobres não é ideológica, mas sim nasce do Evangelho - reforçou o Santo Padre -. Inumeráveis e dramáticas são as situações de injustiça e de pobreza no mundo de hoje, e é preciso empenhar-se para compreender e para combater as suas causas estruturais, sendo também necessário combater no coração do próprio homem as raízes profundas do mal, o pecado que o separa de Deus, sem se esquecer de atender às necessidades mais urgentes no espírito da caridade de Cristo”. No que diz respeito aos Exercícios espirituais, Bento XVI afirmou: “está em vocês continuar a fazer deles um instrumento valioso e eficaz para o crescimento espiritual das almas, para a sua iniciação na oração, para a meditação, nesse mundo secularizado em que Deus parece estar ausente… Os Exercícios Espirituais representam um caminho e um método particularmente valioso para buscar e encontar Deus, em nós, ao nosso redor e em cada coisa, para conhecer a sua vontade e pô-la em prática.” (S.L.)

Fonte:
(Agência Fides 22/2/2008)
Leia Mais…

85 PERGUNTAS E RESPOSTAS (parte 2)

11. Que livros não são achados na Bíblia protestante?

Eles são Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc e os dois Livros de Macabeus, junto com fragmentos de Ester (10:4; 16:24), e Daniel (3:24-90; 13; 14). Estes livros foram contidos na Lista alexandrina ou o Cânon dos Livros que foram usados pelos judeus de fala grega de Alexandria, Ásia Menor, Grécia e Itália.

12. Bem, pode ser que o clero sabia das Escrituras mas o povo não.

A declaração comum é que ela era fechada às pessoas comuns porque só estava escrita em latim. O dr. Maitland declarou que todo escrito civil e histórico, como também religiosos, estavam saturados com da Escritura quando ele diz dos escritores da idade média: "eles pensaram, falaram e escreveram pensamentos e frases das Escrituras...não só em obras teológicas ou eclesiásticas, mas em histórias, biografias, cartas familiares, instrumentos legais, e documentos de toda descrição. " Quantos advogados, doutores, professores, e pessoas de hoje citam as Escrituras? Nós temos milhões de cópias da Bíblia e eles a Bíblia comum do monastério ou igreja de paróquia. A Igreja católica teve que fazer o melhor que ela pôde nesses dias antes da descoberta da impressão e ela fez um trabalho maravilhoso. Muitas pessoas não podiam ler e a Igreja não pode ser culpada disso. O latim não era um idioma morto, mas o idioma universal de todos os que podiam ler. Para quem não podia ler, a Igreja teve o meio da arte, escultura, Peças de Paixão e Milagre, para ensinar as pessoas os conteúdos da doutrina Cristã. A evidência tirada pelo estudioso protestante, Dr. Maitland, mostra a mentira desses que dizem que a Igreja menosprezou, escondeu e desonrou a Bíblia.

13. Em sua Igreja vocês fazem bastante coisa para encorajar os católicos a lerem a Bíblia?

A Igreja está tentando fazer os católicos lerem e estudar a Bíblia lhes concedendo indulgências por assim fazer. Em uma página na frente do VT ou então na frente do NT você achará impresso estas palavras, "é concedida uma indulgência de 300 dias a todo o crente que ler um QUARTO DE UMA HORA pelo menos os Santos Evangelhos. É concedida uma indulgência plenária sob as condições habituais uma vez por mês para a leitura diária." Certamente, isto não parece como se a Igreja estivesse se esforçando para para manter a Bíblia das mãos das pessoas.

14. As pessoas estavam familiarizadas com a Bíblia na idade média?

A idade das trevas não foram de trevas mas foram IDADES DE FÉ. Os protestantes têm a falsa noção em geral que do oitavo para o décimo quinto século, os séculos foram as eras de ignorância, opressão, superstição e tudo isso. Pensava-seque as pessoas daquela época eram analfabetas, imorais, selvagens e em luta direta com bárbaros. Tudo isso foi atribuído ao julgo de Roma que mantinha as pessoas na ignorância. A luz da reforma brilhou essa escuridão e deu a luz da liberdade àos europeus. Não. A era das trevas foram eras cheia de luz em comparação com os 400 anos que o protestantismo trouxe ao mundo, que foi deformado ao invés de reformado.

Dois séculos agora os escritores podem chamar o nosso vigésimo século de século da injustiça, miséria, amor livre, debocheira, banditismo, embriaguez, desonestidade, imoralidade, incredulidade, etc., comparado com a era das trevas, que pode-se chamar era sagrada. A era das trevas construíram as magníficas catedrais e abadias cuja arquitetura não foi rivalizada por qualquer gênio arquitetônico do vigésimo século de progresso e alta educação. Veja o terrível contraste entre as pinturas de nosso século e os da idade das trevas. Nossas universidades produzem filosofia como de pensadores como são Tomás de Aquino e são Boaventura, Alberto Magno, Scotus e Bacon? Tem esta idade um sistema escolástico que é melhor que a dos escolásticos, cujo método de aprendizagem e pensar está agora sendo imitado em nossas universidades depois de anos de se desviar da verdadeira educação? Uma idade que produziu sociólogos como Francisco Xavier, Francisco de Assis, Ignácio de Loyola e outros não pôde ser intelectualmente escura e estericamente bíblica. O ensino prático que as pessoas dessa chamada Era das Trevas receberam dos padres e monges na igreja e escola era de um valor moral e intelectual muito maiores que nossa mocidade está tendo hoje. O medievalistas tiveram o conhecimento de Deus em suas almas e por isso o estudioso protestante, dr. Maitland, elogia tanto a Era das Trevas. Seu livro sobre a Era das Trevas mostra que foi a idade média uma era fechada aos protestantes. Seus estudos imparciais mostram os tesouros dessa época. Na pág. 469 de seu livro "Dark Ages" (Era das Trevas) ele escreve: "O fato é. . . os escritos da Era das Trevas são, se eu posso usar a expressão, feitos das Escrituras". Outro historiador protestante diz, "a noção que a leitura da Bíblia era vista com desagrado pelas autoridades eclesiásticas daquela idade é bastante infundada". Prova é bastante abundante que a Igreja fez amplo uso da Bíblia instruindo as pessoas antes da Reforma. A Missa é quase feita toda da Escritura e em toda Missa era comum ler uma parte das Escrituras e explicá-la às pessoas. Pedia-se às pessoas que se mantivessem em respeito enquanto o Evangelho era lido a elas. Os sermões da idade média eram mais cheios de citações bíblicas que os púlpitos de hoje. O Ofício Divino ou o breviário ditos cada dia pelos padres eram feitos da Bíblia. O rosário era outra Bíblia nas mãos das pessoas pois esta religiosa devoção ensinou aos católicos a meditar nos mistérios bíblicos. Os fundamentos do NT eram meditados enquanto o rosário era rezado. Antes de vir a Bíblia impressa, a Igreja ensinava as pessoas com peças de Paixão e Milagre. Se a Igreja manteve a Bíblia das pessoas, como se explica o alto conhecimento das Escrituras por Chaucer, Dante, Shakespeare e outros autores cristãos? Como se explica a declaração de Ruskin que as paredes de são Marcos em Veneza eram a Bíblia do homem pobre? Como Michelangelo, Murillo, Rafael e outros escultores católicos e artistas poderiam retratar na tela e em pedra cenas bíblicas se a Igreja mantivesse a Bíblia das pessoas?

15. O clero da Idade das Trevas era ignorante da Bíblia?

Eles tinham um conhecimento profundo da Bíblia, pois os bispos e abades requeriam de todos seus padres o entendimento das Escrituras. Nas velhas Constituições de diferentes dioceses vemos que o clero foi obrigado a saber os Salmos, as Epístolas, e Evangelhos. O Concílio de Toledo, 835, emitiu um decreto que pedia aos bispos que pesquisassem nas dioceses se o clero estava bem instruído nas Escrituras. A história documenta, como o dr. Maitland mostra, que os padres e bispos tinham as Escrituras em seus lábios. Os abades liam todo o VT e NT do princípio ao fim todos os anos, e eles liam as Escrituras diariamente durante as refeições nos monastérios. Os sermões de hoje são sem valor porque eles são iguais a redes de pesca sem peixe, mas os sermões da idade média eram inestimáveis porque eram iguais a redes cheias de peixe, porque eram cheias de citações bíblicas. É uma lenda que dizem que Martinho Lutero descobriu por acaso as Escrituras, um livro que, como monge, ele conhecia e estudou por anos! Nenhum pastor moderno pode se igualar a um padre da idade média em conhecimento da Palavra de Deus.

16. Martinho Lutero foi o primeiro a traduzir a Bíblia para a língua das pessoas?

Não. A Bíblia tinha sido traduzida em espanhol, italiano, dinamarquês, francês, norueguês, polonês, boêmio e húngaro antes que Martinho Lutero distribuísse sua Bíblia luterana. Setecentos anos antes do nascimento de Lutero nós já tínhamos uma tradução inglesa. No fim do sétimo século nós já tínhamos na língua inglesa a obra de Caedmon, monge de Whitby. No próximo século nós tivemos a famosa tradução do venerável Bede, monge de Jarrow. O Prefácio da Versão Autorizada se refere a traduções anteriores das Escrituras na língua das pessoas depois de falar das versões gregas e latinas, diz, "O religioso instruído não estava satisfeito em ter as Escrituras só nas línguas que eles entendiam, o grego e latim. . . mas queriam que elas estivessem ao alcance das pessoas comuns, para o conhecimento e edificação dos que tinham fome e sede, e que podia salvar vidas como eles. Eles deram traduções na língua vulgar de seus compatriotas, o que fez com que muitas nações debaixo do céu fossem convertidas por ouvirem de Cristo em sua língua original, não pela só voz de seu ministro mas também pela palavra escrita traduzida."

17. Quando a Bíblia de Lutero saiu?

Veio em 1520 e antes que a Bíblia dele aparecesse havia 104 edições da Bíblia em latim; havia 9 antes do nascimento de Lutero em alemão, e havia 27 em alemão antes da Bíblia luterana aparecer. Antes da Bíblia protestante aparecer já havia na Itália mais de 40 edições e 25 destas estavam na língua italiano com a permissão expressa de Roma. Na França havia 18 edições antes de 1547. A Espanha começou suas edições em 1478. Ao todo, 626 edições da Bíblia com 198 na língua das pessoas, tinham sido editadas antes da primeira Bíblia protestante aparecer no mundo. Com todas essas evidências por que esses intelectuais declaram que a Igreja menosprezou a Bíblia? Isto mostra um testemunho que a Igreja lutou para preservá-la, traduzir, e multiplicar. Ela salvou a Bíblia da destruição absoluta nas mãos dos infiéis; ela salvou a Bíblia da extinção total a guardando como o maior tesouro de todas as eras.

18. Por que a Igreja manteve a Bíblia em latim até que a Reforma desse para as pessoas a Bíblia no vernáculo?

A idéia comum é que a Igreja manteve a Bíblia em latim de forma que as pessoas não podiam lê-la, e assim não deixar que elas descobrissem a verdade. Que ninguém podia ler a Bíblia mas só os padres é tolice. Havia duas classes de pessoas na idade média: as que podiam ler e quem não podia ler. Os que podiam ler liam em latim e estavam bem felizes com a Bíblia em latim e os que não podiam ler o latim não podiam ler. Assim, por que a igreja daquela época deveria traduzir a Bíblia apra a linguagem das pessoas? O latim era a linguagem de todos os homens cultos e o idioma da Europa. Conseqüentemente, o latim não era um idioma morto mas vivo. Se a Igreja desejasse manter a Bíblia então das pessoas por que a Igreja traduziu a Bíblia do grego ao latim no séc. IV, chamando a vulgata de "Bíblia das Pessoas"?

19. A Igreja católica queimou todas as Bíblias, e castigou quem tinha cópias?

Não. A Igreja católica teria sido muito estúpida por fazer cópias pelos monges e freiras para depois as destruir. Ela queimou Bíblias que foram falsificações da Bíblia, como a de Coverdale, Tyndale, e as Bíblias de Wycliffe. Quando a imprensa foi inventada pelo católico alemão Gutenberg o primeiro livro a ser impresso no mundo foi a Bíblia e isso foi em 1445, 80 anos antes que o protestantismo fosse ouvido.

20. Mas a igreja católica não diz que as sociedade bíblicas são perigosas à sociedade?

Ela condena o princípio que não se deve comercializar a Bíblia com a idéia de que elas podem ler a Bíblia sem a compreensão da Igreja. As religiões fanáticas mais selvagens na América surgiram da teoria do julgamento privado ou interpretação da Escritura, e se não é perigoso ao cristianismo ter uma nova igreja cristã surgindo a cada 10 anos de alguma leitura de um texto isolado, o que é perigoso? O fato que 60 milhões ou mais de americanos não têm nenhuma afiliação de igreja hoje é devido a leituras impulsivas da Bíblia. Recentemente na cidade de Chicago os jornais fizeram uma pesquisa sobre a freqüência da igreja aos domingos. O resultado mostrou que 85 por cento dos devotos de domingo entraram em Igrejas católicas e os outros 15 por cento iam em Igrejas protestantes e sinagogas judias. Conseqüentemente, a multiplicação de sociedades de Bíblia cria agnosticismo, indiferentismo, pois a verdade não pode ser dividida.

(continua)
Leia Mais…

sábado, 23 de fevereiro de 2008

85 PERGUNTAS E RESPOSTAS (parte 1)

-----------------
Artigo bem interessante, esclarece facilmente alguns pontos confundidos por alguns não católicos. Vou postar aqui por partes para facilitar a leitura.
-----------------

Autoria: Fr. Chas. M. Carty Rev. Dr. L. Rumble, M.S.C. Copyright 1976 by TAN Books and Publishers, Inc.

Originalmente publicado por Fathers Rumble and CartyRadio Replies Press, Inc.
St. Paul, Minn., U.S.A.Complete e não abreviado
IMPRIMATUR: Joannes Gregorius Murray, arcebispo de Sancti Pauli
Autor: Fr. Chas. M. Carty Rev. Dr. L. Rumble
Tradução: Emerson de Oliveira
Fonte: http://www.veritatis.com.br/

1. Em um folheto li que a Igreja católica é acusada de destruir a Bíblia.

Sim. A Igreja é acusada de odiar a Bíblia, destruir a Bíblia, manter a Bíblia afastada das mãos das pessoas, de queimá-la onde quer que e sempre que ela fosse achada e de mantê-la no idioma morto do latim para que a maioria das pessoas nem não pudesse ler nem entender. E tudo isso ela fez (assim eles dizem), porque ela sabia que suas doutrinas dela são opostas à Palavra de Deus, e que ela tem dogmas e credos que não poderiam se manter em pé perante a Santa Escritura. Mas na realidade a Bíblia sempre estave disponível às pessoas e muitas edições apareceram antes da Reforma.


2. A grande revolta contra a Igreja romana não deixou as pessoas verem como elas tinham sido enganadas pela Igreja?

Muitos acreditam que pôr a Bíblia nas mãos das pessoas provocou a Reforma. A multiplicidade de religiões cristãs foi provocada pondo a Bíblia nas mãos das pessoas sem intérprete formal do que as Escrituras estavam dizendo. A Bíblia estava nas mãos das pessoas muito antes da Reforma como você pode observar em outro lugar por declarações neste folheto.

3. Estudiosos reais e honrados acreditam nas declarações protestantes atuais contra a Igreja pela atitude dela com Bíblia?

Dr. S. R. Maitland, secretário protestante para o Arcebispo de Canterbury, mostra a opinião comum das pessoas que acreditam que tais acusações são por causa da tradição passadas desde a "Reforma" por pastores, professores e pais; por sermões, catecismos, jornais, rádio, ficção, e história. Eles acreditam pela tradição que monastérios e conventos eram pias de iniqüidade e corrupção; ou que os católicos pagavam dinheiro para ter seus pecados perdoados, etc. O protestante considera que o catolicismo de antes da reforma foi em grande parte uma falsificação da história e todo o bem que a Igreja fez foi mal interpretada, mal julgou e falsificada, como o dr. Maitland e outros estudantes de história admitiriam depois de seu estudo das fontes. Seria bom para os leitores deste estudo investigarem e, se fizerem assim, chegarão à conclusão da história, contada sobre Charles II, o alegre rei da Inglaterra. Charles II propôs aos homens instruídos e científicos de sua corte o seguinte problema : "como é que um peixe morto pesa menos que um vivo?" Os estudiosos discutiram a séria dificuldade e escreveram muitos artigos para ganhar o favor do rei, mas eles não vieram a nenhuma solução satisfatória do problema. Finalmente, aconteceu a um dos cientistas testar se um peixe morto pesa menos que um vivo; e, claro que, ele descobriu a piada; pois o peixe pesa exatamente o mesmo, morto ou vivo. As pessoas agem da mesma maneira crédula quando tratam de declarações relativas à Igreja Cristã mais antiga do mundo. Seria bem melhor investigar e remover as montanhas de abuso, calúnia, e falsa suposição.

4. Os livros em nossa biblioteca pública dão testemunho que sua Igreja é a inimiga da Bíblia.

Por uma tranqüila consideração dos fatos da história e uma mente aberta, você verá que a Igreja católica não foi inimiga da Bíblia porque ela foi o pai, a autora e fabricante da Bíblia; ela a guardou e defendeu pelas eras contra quem quisesse destruir a Bíblia; ela a protegeu e impediu que o homem alterasse seu conteúdo; ela fundamentou suas doutrinas na Bíblia, ela, de todas as Igrejas Cristãs no mundo tem o direito de chamar a Bíblia - O SEU PRÓPRIO LIVRO—; ela pode ostentar para o mundo que só ela possui a verdadeira Bíblia e a Bíblia inteira não de 66 livros mas 73 livros, e as cópias das Escrituras fora da Igreja estão em parte incompletas e defeituosas da verdade, é verdade porque vem da Bíblia que a Igreja preservou dos dias dos Apóstolos que foram os autores do NT.

5. Nós podemos ter uma Bíblia sem uma Igreja.

Você não pode, pois o bom senso lhe diria que o que vem primeiro é a Igreja e então seus escritos. Não devemos colocar o carro na frente dos bois. A Igreja judaica ou sinagoga existiram antes de Moisés escrever uma única linha do VT e de igual maneira a Igreja católica existiu antes que uma única linha do NT fosse escrito. O Dia de Pentecostes e o nascimento do Cristianismo, não vieram do Espírito Santo na forma de um livro, porque não havia nenhum livro como o que Johannes Jorgensen, o famoso escritor convertido de Estocolmo, Suécia, declara. O Espírito Santo veio na forma de línguas de fogo que simbolizam que o cristianismo não seria divulgado por escritos mas pela palavra falada. É interessante notar que a Divina Providência fez a sinagoga judaica proteger o VT de alteração e é lógico e razoável que a Igreja que deu a Bíblia para o mundo deveria ser criada por Deus para preservar e guardar os escritos inspiradas do NT.

6. A Bíblia foi dada ao mundo por Deus?

A Bíblia não foi dada ao mundo por Deus numa placa de ouro a um menino de 15 anos, Joseph Smith, como o suposto livro dos mórmons. Não apareceu de repente na Terra ditada por um anjo ou serafim, mas foi escrita por homens como nós que usaram caneta ou cana para escreverem em pergaminhos nas línguas originais do oriente. Eles foram divinamente inspirados, mas eram autores humanos escolhidos por Deus para o trabalho.

7. A Bíblia foi escrita toda de uma vez por um homem?

NÃO. Durante aproximadamente 1500 anos decorreram entre a escritura de Gênesis (o primeiro livro do VT) e o Apocalipse ou Revelação de são João (o último livro do NT). A palavra Bíblia vem da palavra "biblia", plural grego que significa "livros". A Bíblia não é um único livro mas vários livros escritos em momentos diferentes por homens diferentes. Se você vivesse na ocasião que Moisés morreu tudo o que você teria da Bíblia seriam os primeiros cinco livros do VT, escritos pelo próprio Moisés. Seus escritos formaram o primeiro registro da Palavra inspirada.

8. Em que idioma foi escrita a Bíblia?

Não será ilógico dizer que a Bíblia não foi escrita originalmente em inglês como tantos parecem acreditar e julgar de seus argumentos. Alguns acreditam que as Escrituras foram escritas primeiro em inglês e então foram divulgadas nos idiomas bárbaros de latim, grego ou hebraico por causa dos estudiosos inquisitivos e críticos. O VT foi escrito no hebraico e o NT foi escrito em grego. O texto hebraico do VT foi traduzido em grego, antes de Cristo por 70 tradutores.

9. Quando o VT foi compilado?

O fato que o VT já foi traduzido em grego mais de 100 anos antes de Cristo, indica que o texto hebraico original existiu muito tempo antes daquele tempo.

10. O que você quer dizer pela Bíblia de Septuaginta?

Por causa da "Dispersão" dos judeus e sua familiaridade crescente com grego que então foi o idioma universal, era necessário fornecer aos judeus uma tradução do VT hebraico no idioma grego. A primeira tradução grega foi acabada por 70 tradutores que trabalharam em Alexandria. Septuaginta quer dizer 70 em latim e foi o nome da primeira versão grega. Nosso Senhor e os Apóstolos usaram esta versão sempre que eles se referiram às Escrituras. Contêm o número católico de livros do VT, isto é, 46 e não somente 39, como achada hoje nas Bíblias protestantes. A versão da Septuaginta usada por Cristo e os Apóstolos foi começada aproximadamente em 280 anos antes de Cristo e terminou no próximo século. Era a Bíblia reconhecida de todos os "judeus da Dispersão" na Ásia, como também no Egito, e não só foi usado por Cristo, os apóstolos e os evangelista mas pelos judeus e gentios e cristãos no começo do cristianismo. É desta lista de 46 livros que Cristo e os escritores de NT citam quando se referem ao VT. Das 350 citações do VT achadas no NT, 300 são diretamente da Bíblia da septuaginta grega. Pope, o estudioso bíblico em seu livro "Aids to the Bible" i. , 54, menciona 18 passagens citando Sabedoria, Eclesiástico e Judite, livros rejeitados pelos reformadores. Foram conhecidos dos antigos cristãos de Roma com os 7 livros rejeitados pelos protestantes, pois os afrescos das catacumbas mostram Susana e os anciões como também Moisés e Jonas. Os escritores dos primeiros três séculos citam ou aludem aos livros eliminados da versão protestante.

(continua)
Leia Mais…

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Um tempo para voltarmos a ser cristãos

PAPA BENTO XVI

AUDIÊNCIA GERAL

Sala Paulo VI
Quarta-feira de Cinzas, 6 de Fevereiro de 2008

Um tempo para voltarmos a ser cristãos

Prezados irmãos e irmãs

Hoje, Quarta-Feira de Cinzas, retomamos como todos os anos o caminho quaresmal animados por um espírito mais intenso de oração e de reflexão, de penitência e de jejum. Entramos num tempo litúrgico "forte" que, enquanto nos prepara para as celebrações da Páscoa coração e centro do ano litúrgico e de toda a nossa existência convida-nos, aliás poderíamos dizer, provoca-nos a imprimir um impulso mais decisivo à nossa existência cristã. Uma vez que os compromissos, as inquietações e as preocupações nos fazem voltar ao hábito, expondo-nos ao risco de esquecermos como é extraordinária a aventura para a qual Jesus nos interpelou, temos necessidade de começar todos os dias de novo o nosso exigente itinerário de vida evangélica, voltando a nós mesmos mediante pausas fortalecedoras do espírito. Com o antigo rito da imposição das cinzas, a Igreja introduz-nos na Quaresma como num grande retiro espiritual que dura quarenta dias.

Portanto, entramos no clima quaresmal, que nos ajuda a redescobrir o dom da fé recebida com o Baptismo e nos impele a aproximar-nos do sacramento da Reconciliação, pondo o nosso compromisso de conversão sob o sinal da misericórdia divina. Originariamente, na Igreja primitiva, a Quaresma era o tempo privilegiado em que os catecúmenos se preparavam para os sacramentos do Baptismo e da Eucaristia, que eram celebrados na Vigília da Páscoa. A Quaresma era considerada como um tempo do devir cristão, que não se realizava num único momento, mas exigia um longo percurso de conversão e de renovação. A esta preparação uniam-se também as pessoas já baptizadas, revivendo a lembrança do Sacramento recebido, e dispondo-se a uma renovada comunhão com Cristo na jubilosa celebração da Páscoa. Assim a Quaresma tinha, e ainda hoje conserva, a índole de um itinerário baptismal, no sentido que ajuda a manter viva a consciência que o ser cristão se realiza sempre como um novo devir cristão: nunca é uma história concluída, que se encontra no nosso passado, mas um caminho que exige sempre um exercício renovado.

Impondo as cinzas sobre a cabeça, o celebrante diz: "Recorda-te que és pó e ao pó voltarás" (cf. Gn 3, 19), ou então repete a exortação de Jesus: "Arrependei-vos e acreditai no Evangelho" (Mc 1, 15). Ambas as fórmulas constituem uma exortação à verdade da existência humana: somos criaturas limitadas, pecadores sempre necessitados de penitência e de conversão. Como é importante ouvir e aceitar esta exortação nesta nossa época! Quando proclama a sua autonomia total de Deus, o homem contemporâneo torna-se escravo de si mesmo e encontra-se muitas vezes numa solidão desconsolada. Então, o convite à conversão é um impulso a voltarmos aos braços de Deus, Pai terno e misericordioso, a termos confiança nele e a confiarmo-nos a Ele como filhos adoptivos, regenerados pelo seu amor. Com pedagogia sábia, a Igreja repete que a conversão é antes de tudo uma graça, uma dádiva que abre o coração à infinita bondade de Deus. É Ele mesmo quem antecipa, com a sua graça, o nosso desejo de conversão e acompanha os nossos esforços em vista da plena adesão à sua vontade salvífica. Então, converter-se significa deixar-se conquistar por Jesus (cf. Fl 3, 12) e, com Ele, "voltar" ao Pai.

Por conseguinte, a conversão exige que nos ponhamos humildemente na escola de Jesus e caminhemos no seguimento dócil dos seus passos. A este propósito, são iluminadoras as palavras com que Ele mesmo indica as condições para ser seus verdadeiros discípulos. Depois de ter afirmado que "quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, salvá-la-á", Ele acrescenta: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?" (Mc 8, 35-36). A conquista do sucesso, o desejo do prestígio e a busca da comodidade, quando absorvem totalmente a vida, a ponto de excluir Deus do próprio horizonte, levam verdadeiramente à felicidade? Pode haver uma felicidade autêntica, prescindindo de Deus? A experiência demonstra que não somos felizes porque satisfazemos as expectativas e as exigências materias. Na realidade, a única alegria que cumula o coração humano é aquela que provém de Deus: com efeito, temos necessidade da alegria infinita. Nem as preocupações quotidianas, nem as dificuldades da vida conseguem apagar a alegria que nasce da amizade com Deus. O convite de Jesus a tomar a própria cruz e a segui-lo, num primeiro momento pode parecer árduo e contrário àquilo que nós queremos, mortificante para o nosso desejo de realização pessoal. No entanto, olhando mais de perto podemos descobrir que não é assim: o testemunho dos santos demonstra que na Cruz de Cristo, no amor que se entrega, renunciando à posse de si mesmo, encontra-se aquela profunda serenidade que é nascente de generosa dedicação aos irmãos, especialmente aos mais pobres e necessitados. E isto dá alegria também a nós mesmos. O caminho quaresmal de conversão, que hoje empreendemos com toda a Igreja, torna-se portanto a ocasião propícia, "o momento favorável" (cf. 2 Cor 6, 2) para renovar o nosso abandono filial nas mãos de Deus e para pôr em prática quanto Jesus continua a repetir-nos: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (Mc 8, 34), e deste modo progrida no caminho do amor e da verdadeira felicidade.

No tempo quaresmal a Igreja, fazendo eco ao Evangelho, propõe alguns compromissos específicos que acompanham os fiéis neste itinerário de renovação interior: a oração, o jejum e a esmola. Na Mensagem para a Quaresma do corrente ano, publicada há poucos dias, desejei reflectir "sobre a prática da esmola, que representa um modo concreto de ir ao encontro de quem se encontra em necessidade e, ao mesmo tempo, um exercício ascético para se libertar do apego aos bens terrenos" (n. 1). Nós sabemos que, infelizmente, a sugestão das riquezas materiais permeia profundamente a sociedade moderna. Como discípulos de Jesus Cristo, somos chamados a não idolatrar os bens terrestres, mas sim a utilizá-los como meios para viver e para ajudar os outros que se encontram em necessidade. Indicando-nos a prática da esmola, a Igreja educa-nos a fim de irmos ao encontro do próximo, à imitação de Jesus que, como São Paulo observa, se fez pobre para nos enriquecer mediante a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9). "Na sua escola escrevi ainda na referida Mensagem podemos aprender a fazer da nossa vida um dom total; imitando-o, conseguimos tornar-nos disponíveis, não tanto a dar algo daquilo que possuímos, mas a entregar-nos a nós mesmos". Depois, acrescentei: "Todo o Evangelho não se resume porventura no único mandamento da caridade? Eis, então, que a esmola, praticada com profundo espírito de fé, se torna um meio para compreender e realizar melhor a nossa própria vocação cristã. Com efeito, quando se oferece gratuitametne a si mesmo, o cristão dá testemunho do facto de que não é a riqueza material que define as leis da existência, mas sim o amor" (n. 5).

Estimados irmãos e irmãs, peçamos a Nossa Senhora, Mãe de Deus e da Igreja, que nos acompanhe ao longo do caminho quaresmal, para que seja um caminho de verdadeira conversão. Deixemo-nos conduzir por Ela e assim havemos de chegar, interiormente renovados, à celebração do grande mistério da Páscoa de Cristo, revelação suprema do amor misericordioso de Deus.
Boa Quaresma para todos!


Saudações

Queridos peregrinos de língua portuguesa, saúdo cordialmente a todos, nomeadamente os grupos das paróquias de Espinho e Ameal no Porto, de Nogueiró e Tenões em Braga, da diocese de Bragança-Miranda e ainda o Colégio Rainha Santa Isabel de Coimbra. De bom augúrio é este nosso encontro no início da Quaresma, que a todos chama a uma conversão mais profunda, deixando-nos conquistar por Jesus e, com Ele, regressar aos braços de Deus, Pai terno e misericordioso. Aí teremos a alegria que não morre; repletos da mesma, será impossível não transbordar como uma festa de Deus para os outros. Desejo a cada um de vós esta festa de Deus, deixando a Deus o tempo e o cuidado de insistir com os demais para que entrem na festa. Uma santa Quaresma!

Dirijo cordiais boas-vindas aos peregrinos de língua italiana. Saúdo em particular os pequenos cantores de Merano. Obrigado pelo vosso canto. Encorajo-vos a continuar com alegria o vosso compromisso de animação litúrgica. Saúdo-vos, representantes da Comissão Pio IX, de Senigallia, vindos a Roma por ocasião do 130º aniversário da morte do Beato Pio IX, cuja memória litúrgica vai ser celebrada amanhã. Agradeço-vos o compromisso destinado a chamar a atenção para a figura e a exemplaridade das virtudes deste grande Pontífice, que cumpriu com caridade heróica a sua missão de Pastor universal da Igreja, tendo sempre como finalidade a salvação das almas. No seu longo pontificado, assinalado por acontecimentos borrascosos, ele procurou confirmar com vigor as verdades da fé cristã diante de uma sociedade exposta a uma progressiva secularização. O seu testemunho de indómito e corajoso servidor de Cristo é, também nos dias de hoje, um luminoso ensinamento para todos. Formulo votos cordiais para que esta significativa celebração contribua para fazer conhecer melhor o espírito e o "rosto" deste meu Beato predecessor e para levar a estimar ainda mais a sua sabedoria evangélica e a sua fortaleza interior.

Enfim, saúdo os jovens, os doentes e os novos casais, convidando a todos a acolher com prontidão e a aceitar com perseverança o convite à conversão, que hoje a Igreja nos dirige de maneira especial.

Apelo

Nestes dias, estou particularmente próximo das queridas populações do Chade, angustiadas pelas dolorosas lutas internas, que causaram numerosas vítimas e a fuga de milhares de civis da Capital. Confio também às vossas orações e à vossa solidariedade estes irmãos e estas irmãs que estão a sofrer, pedindo que lhes sejam poupadas ulteriores violências e para que se lhes garanta a necessária assistência humanitária, enquanto dirijo um urgente apelo a depor as armas e a percorrer o caminho do diálogo e da reconciliação.


Fonte: www.vatican.va

Leia Mais…

São Jerônimo (Parte 2)

PAPA BENTO XVI

AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

A Sagrada Escritura oferece-nos a orientação da educação e do verdadeiro humanismo

Queridos irmãos e irmãs!

Continuemos hoje a apresentação da figura de São Jerónimo. Como dissemos na quarta-feira passada, ele dedicou a sua vida ao estudo da Bíblia, a ponto de ser reconhecido por um meu Predecessor, o Papa Bento XV, como "doutor eminente na interpretação das Sagradas Escrituras".

Jerónimo ressaltava a alegria e a importância de se familiarizar com os textos bíblicos: "Não te parece habitar já aqui na terra no reino dos céus, quando se vive entre estes textos, quando os meditamos, quando não se conhece e não se procura nada mais?" (Ep. 53, 10). Na realidade, dialogar com Deus, com a sua Palavra, é num certo sentido presença do Céu, isto é, presença de Deus. Aproximar-se dos textos bíblicos, sobretudo do Novo Testamento, é essencial para o crente, porque "ignorar a Escritura é ignorar Cristo". É sua esta célebre frase, citada também pelo Concílio Vaticano II na Constituição Dei Verbum (n. 25).

Verdadeiramente "apaixonado" pela Palavra de Deus, ele perguntava: "Como se poderia viver sem a ciência das Escrituras, através das quais se aprende a conhecer o próprio Cristo, que é a vida dos crentes?" (Ep. 30, 7). A Bíblia, instrumento "com o qual todos os dias Deus fala aos fiéis" (Ep. 133, 13), torna-se assim estímulo e fonte da vida cristã para todas as situações e para cada pessoa. Ler a Escritura é conversar com Deus: "Se rezas escreve ele a uma jovem nobre de Roma falas com o Esposo; se lês, é Ele quem te fala" (Ep. 22, 25). O estudo e a meditação da Escritura tornam o homem sábio e sereno (cf. In Eph., prol.). Sem dúvida, para compreender cada vez mais profundamente a palavra de Deus é necessária uma dedicação constante e progressiva. Assim Jerónimo recomendava ao sacerdote Nepociano: "Lê com muita frequência as divinas Escrituras; aliás, que o Livro sagrado nunca seja deposto das tuas mãos. Aprende aqui o que tu deves ensinar (Ep. 52, 7). Dava estes conselhos à matrona romana Leta para a educação cristã da filha: "Certifica-te que ela estude todos os dias alguns trechos da Escritura... Que depois da oração se dedique à leitura, e depois da leitura à oração... Que em vez das jóias e dos vestidos de seda, ela aprecie os Livros divinos" (Ep. 107, 9.12). Com a meditação e a ciência das Escrituras "mantém-se o equilíbrio da alma" (Ad Eph., prol.). Só um profundo espírito de oração e a ajuda do Espírito Santo nos podem introduzir na compreensão da Bíblia: "Na interpretação da Sagrada Escritura nós temos sempre necessidade do socorro do Espírito Santo" (In Mich., 1, 1, 10, 15).

Toda a vida de Jerónimo se distingue por um amor apaixonado pelas Escrituras, um amor que ele sempre procurou despertar nos fiéis: "Ama a Sagrada Escritura e a sabedoria amar-te-á; ama-a ternamente e ela guardar-te-á; honra-a e receberás as suas carícias. Que ela seja para ti como os teus colares e brincos" (Ep. 130, 20). E ainda: "Ama a ciência da Escritura, e não amarás os vícios da carne" (Ep. 125, 11).

Para Jerónimo um critério fundamental de método na interpretação das Escrituras era a sintonia com o magistério da Igreja. Nunca podemos sozinhos ler a Escritura. Encontramos demasiadas portas fechadas e facilmente caímos no erro. A Bíblia foi escrita pelo Povo de Deus e para o Povo de Deus, sob a inspiração do Espírito Santo. Só nesta comunhão com o Povo de Deus podemos realmente entrar com o "nós" no núcleo da verdade que o próprio Deus nos quer dizer. Para ele uma interpretação autêntica da Bíblia devia estar sempre em concordância harmoniosa com a fé da Igreja católica. Não se trata de uma exigência imposta a este Livro a partir de fora; o Livro é precisamente a voz do Povo de Deus peregrino e só na fé deste Povo temos, por assim dizer, a tonalidade justa para compreender a Sagrada Escritura. Por isso Jerónimo admoestava: "Permanece firmemente apegado à doutrina tradicional que te foi ensinada, para que tu possas exortar segundo a tua sã doutrina e contrastar quantos a contradizem" (Ep. 52, 7). Em particular, dado que Jesus Cristo fundou a sua Igreja sobre Pedro, cada cristão concluía ele deve estar em comunhão "com a Cátedra de São Pedro. Eu sei que sobre esta pedra está edificada a Igreja" (Ep. 15, 2). Consequentemente, sem meios-termos, declarava: "Eu estou com todo aquele que estiver na Cátedra de São Pedro" (Ep. 16).

Obviamente Jerónimo não descuida o aspecto ético. Com frequência ele recorda o dever de conciliar a vida com a Palavra divina e só vivendo-a encontramos também a capacidade de a compreender. Esta coerência é indispensável para cada cristão, e particularmente para o pregador, para que as suas acções, se forem discordantes em relação aos discursos, não o ponham em dificuldade. Assim exorta o sacerdote Nepociano: "Que as tuas acções não desmintam as tuas palavras, para que não aconteça que, quando pregas na igreja, haja quem no seu íntimo comente: "Por que precisamente tu não te comportas assim?". Verdadeiramente simpático aquele mestre que, de barriga cheia, disserta sobre o jejum; também um ladrão pode censurar a avareza; mas no sacerdote de Cristo a mente e a palavra devem estar em sintonia" (Ep. 52, 7). Noutra carta Jerónimo recorda: "Também se possui uma doutrina maravilhosa, não tem vergonha a pessoa que se sente condenar pela própria consciência" (Ep. 127, 4). Sempre em tema de coerência, ele observa: o Evangelho deve traduzir-se em atitudes de caridade verdadeira, porque em cada ser humano está presente a própria Pessoa de Cristo. Dirigindo-se, por exemplo, ao presbítero Paulino (que depois foi Bispo de Nola e Santo), Jerónimo assim o aconselha: "O verdadeiro templo de Cristo é a alma do fiel: ornamenta este santuário, embeleza-o, coloca nele as tuas ofertas e recebe Cristo. Para que revestir as paredes de pedras preciosas, se Cristo morre de fome na pessoa de um pobre?" (Ep. 58, 7). Jerónimo concretiza: é preciso "vestir Cristo nos pobres, visitá-lo em quem sofre, alimentá-lo nos famintos, dar-lhe abrigo nos desalojados" (Ep. 130, 14). O amor a Cristo, alimentado com o estudo e a meditação, faz-nos superar qualquer dificuldade: "Amemos também nós Jesus Cristo, procuremos sempre a união com ele: então parecer-nos-á fácil também o que é difícil" (Ep.22, 40).

Jerónimo, definido por Próspero de Aquitânia "modelo de comportamento e mestre do género humano" (Carmen de ingratis, 57), deixou-nos também um ensinamento rico e variado sobre o ascetismo cristão. Ele recorda que um compromisso corajoso em relação à perfeição exige uma vigilância constante, mortificações frequentes, mesmo se com moderação e prudência, um trabalho intelectual ou manual assíduo para evitar o ócio (cf. Epp. 125, 11 e 130, 15), e sobretudo a obediência a Deus: "Nada... apraz tanto a Deus como a obediência... que é a virtude mais excelsa e única" (Hom. de Oboedientia: CCL 78, 552). No caminho ascético pode estar incluída também a prática das peregrinações. Em particular, Jerónimo estimulou as peregrinações à Terra Santa, onde os peregrinos eram acolhidos e hospedados nos edifícios ao lado do mosteiro de Belém, graças à generosidade da fidalga Paula, filha espiritual de Jerónimo (cf. Ep. 108,14).

Por fim, não podemos deixar de mencionar o contributo dado por Jerónimo em matéria de pedagogia cristã (cf. Epp. 107 e 128). Ele propõe-se formar "uma alma que deve tornar-se o templo do Senhor" (Ep. 107, 4), uma "gema preciosíssima" aos olhos de Deus (Ep. 107, 13). Com profunda intuição ele aconselha a sua preservação do mal e das ocasiões pecaminosas, a exclusão de amizades equívocas ou dissipantes (cf. Ep. 107, 4 e 8-9; cf. também Ep. 128, 3-4). Sobretudo exorta os pais para que criem um ambiente de tranquilidade e de alegria em volta dos filhos, os estimulem ao estudo e ao trabalho, também com o louvor e a emulação (cf. Epp. 107, 4 e 128, 1), os encoragem a superar as dificuldades, favoreçam neles os bons hábitos e os preservem dos maus costumes porque e cita uma frase de Públio Sírio que ouviu na escola "dificilmente conseguirás corrigir-te daquelas coisas às quais te vais tranquilamente habituando" (Ep. 107, 8). Os pais são os principais educadores dos filhos, os primeiros mestres de vida. Com muita clareza Jerónimo, dirigindo-se à mãe de uma jovem e mencionando depois o pai, admoesta, quase expressando uma exigência fundamental de cada criatura humana que empreende a existência: "Que ela encontre em ti a sua mestra, e olhe para ti com admiração na sua inexperiente juventude. Que nunca veja em ti nem em seu pai atitudes que a levem a pecar, se forem imitadas. Recordai-vos de que... a podeis educar mais com o exemplo do que com a palavra" (Ep. 107, 9). Entre as principais intuições de Jerónimo como pedagogo devem ser ressaltadas a importância atribuída a uma educação sadia e completa desde a infância, a responsabilidade peculiar reconhecida aos pais, a urgência de uma séria formação moral e religiosa, a exigência do estudo para uma formação humana mais completa.

Além disso, um aspecto bastante esquecido nos tempos antigos, mas considerado vital pelo nosso autor, é a promoção da mulher, à qual reconhece o direito a uma formação completa: humana, escolar, religiosa, profissional. E vemos precisamente hoje como a educação da personalidade na sua totalidade, a educação para a responsabilidade diante de Deus e do homem, seja a verdadeira condição para qualquer progresso, paz, reconciliação e exclusão da violência. Educação diante de Deus e do homem: é a Sagrada Escritura que nos oferece a guia para a educação e assim para o verdadeiro humanismo.

Não podemos concluir estas rápidas anotações sobre o grande Padre da Igreja sem mencionar a contribuição eficaz por ela dada à salvaguarda dos elementos positivos e válidos das antigas culturas judaica, grega e romana na nascente civilização cristã. Jerónimo reconheceu e assimilou os valores artísticos, a riqueza dos sentimentos e a harmonia das imagens presentes nos clássicos, que educam o coração e a fantasia para sentimentos nobres. Sobretudo, ele pôs no centro da sua vida e da sua actividade a Palavra de Deus, que indica ao homem os caminhos da vida, e revela-lhe os segredos da santidade. Por tudo isto devemos estar-lhe profundamente gratos, precisamente no nosso hoje.

* * *

Saudações

Caríssimos irmãos e irmãs de língua portuguesa!

Saúdo os que me ouvem, desejando-lhes todo o bem, com as graças divinas, na sua caminhada como novo Povo de Deus. Em particular, sejam bem-vindos os grupos de peregrinos do Brasil e de Portugal: abençoando-vos, penso em vossos entes queridos. Que sejais felizes!

Fonte: Site do Vaticano

Leia Mais…

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Seita de Macedo pretende calar aos meios que denunciam suas irregularidades

.- A seita Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), liderada pelo polêmico empresário Edir Macedo tem aberto dezenas de processos judiciais contra os meios de comunicação e jornalistas brasileiros que denunciaram como aproveita seu status de organização religiosa para construir um império econômico.

Os pastores e adeptos da IURD abriram uns 50 processos por "prejuízo moral" contra o jornal Folha de São Paulo e uma de suas jornalistas, logo que em dezembro passado publicasse uma reportagem sobre o império das comunicações de propriedade dos líderes da seita.

Cinco pastores da seita abriram um processo contra o jornal Extra do grupo Globo do Rio de Janeiro pela publicação de uma reportagem sobre um seguidor da IURD que destruiu uma estátua de São Bento no estado da Baía (nordeste).

A IURD foi fundada faz 30 anos pelo Macedo, um ex-empregado da Loteria do Estado do Rio e diz contar com mais de seis milhões de seguidores. No Brasil conta com dois mil templos e assegura estar presente em 46 países.

O jornal Folha assinalou que a IURD é a maior proprietária de concessões de comunicação no Brasil e seu império está valorizado em mais de um bilhão de dólares. Conta com 23 cadeias de televisão, 40 estações de rádio e 19 empresas em nome de 32 membros da seita, incluindo dois jornais, uma agência de turismo, uma agência imobiliária e uma empresa de táxi aéreo.

Fonte: ACI Digital

Leia Mais…

Lei pró aborto é paralisada pelo governador em província argentina

-------------------------------
Abaixo, um exemplo de coerência na vizinha Argentina. Lei imposta pelos representantes do povo contra o povo é barrada pelo novo governador.
Não sei se ele é católico mas que todos nós tenhamos coragem de denunciar as injustiças e barbaridades que acontecem na sociedade e que muitas vezes negam o fundamental direito à vida que todo ser humano possui.
-------------------------------


Mario Jorge, Governador de La Pampa

.- Em uma decisão aplaudida pelas organizações pró-vida, o novo Governador da Província de La Pampa, o justicialista Mario Jorge, vetou a controvertida lei de abortos não puníveis que foi sancionada pela Câmara de Deputados local faz menos de um mês.

Controvertida-a lei aprovada pelos deputados pampianos em 29 de novembro, foi vetada por Jorge por considerá-la "anticonstitucional".

O mandatário de La Pampa, que assumiu o governo da província há uma semana, assinou esta segunda-feira o decreto de veto argumentando que a lei permitia "interpretações e aplicações que colidiam abertamente com o espírito restritivo dos tipos fechados" da legislação penal.

Nesse sentido, sustentou que na decisão da Câmara "ampliaram-se ou modificaram as disposições do Código Penal da Nação".

O veto do Jorge contrasta com o apoio que o governador saliente, Carlos Verna, deu à aprovação da norma.

A lei, apresentada pelo legislador socialista Adrián Peppino, estabelecia um protocolo que "regulava o procedimento" que deviam realizar os médicos em hospitais públicos nos casos de abortos não puníveis, que na prática abria as portas à legalização aberta e quase irrestrita do aborto na província.


Fonte: ACI Digital

Leia Mais…

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

COMEÇA A QUARESMA E A CAMPANHA DA FRATERNIDADE




BRASÍLIA - Inicia-se nesta QUARTA-FEIRA DE CINZAS a 45a Campanha da Fraternidade [CF] que, neste ano, traz o tema Fraternidade e defesa da vida. Com o lema Escolhe, pois, a vida! Dt 30,19]
A Campanha tem como centro a vida humana. “Para nós, cristãos, a defesa da vida deve ser feita a partir dos critérios estabelecidos por Jesus e que estão presentes nos evangelhos e explicitados na doutrina da Igreja”, lembra o secretário geral da CNBB, D. Dimas, na apresentação do Texto-Base da CF-2008. “Isso significa que essa defesa implica o aprendizado sobre a vida segundo o plano de Deus”, sublinha.

Por todo o Brasil, o Texto-Base da Campanha já está sendo estudado pelas lideranças das comunidades com o objetivo de ajudar no debate do tema. As dioceses também se preparam para o lançamento local da CF-2008, cada uma com programação própria, segundo sua realidade.

O Papa Bento XVI enviou à Conferência dos Bispos uma mensagem falando sobre a Campanha.

Realizada durante a Quaresma, a Campanha é marcada pelo apelo à conversão. “Esta Campanha quer ser mais um esforço de conversão quaresmal de todos os cristãos, no sentido de buscar uma fidelidade ainda maior ao Deus criador e doador da vida”, afirma dom Dimas.

O objetivo geral da CF-2008 é “levar a Igreja e a sociedade a defender e a promover a vida humana, desde sua concepção até sua morte natural, compreendida como dom de Deus e co-responsabilidade de todos na busca de sua plenificação, a partir da beleza e do sentido da vida em todas as circunstâncias, e do compromisso ético do amor fraterno”.

A Campanha tem, ainda, como objetivos:

1. Desenvolver uma concepção de pessoa capaz de fundamentar adequadamente, sem reducionismos, as ações em defesa da vida humana;

2. Fortalecer a família como espaço primeiro da defesa da vida, através da maternidade e da paternidade responsáveis, do acolhimento aos idosos, doentes e sofredores;

3. Fomentar a cultura da vida por meio da educação, para o desenvolvimento pleno da afetividade, a co-responsabilidade entre homem e mulher, e a solidariedade entre todos;

4. Trabalhar em unidade com pessoas de diversas posições culturais e diferentes religiões na busca da promoção da vida;

5. Desenvolver nas pessoas a consciência crítica diante das estruturas que geram a morte e promovem a manipulação e comercialização da vida humana;

6. Propor e apoiar políticas públicas que garantam a promoção e defesa da vida;

7. Crescer na fé, vivida como amor a Deus e amor aos irmãos, respeitando a sacralidade de cada pessoa, imagem e semelhança de Deus e habitação da Trindade, valorizando os elementos de defesa da vida presentes em todas as religiões.

Fonte: http://www.jesuitasamazonia.org/ver_noticia.asp?IDNews=267


(Destaques nossos)
Leia Mais…

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O Tempo da Quaresma (parte III)

III. NORMAS LITÚRGICAS.

1. Com respeito ao conjunto das celebrações.

Omite-se sempre o “Aleluia” em toda celebração.

Manda-se suprimir os adornos e flores da igreja, exceto o IV Domingo. (Domingo da alegria em nosso caminho para a Páscoa). Igualmente se suprime a música de instrumentos (exceto o IV Domingo), a não ser que sejam indispensáveis para acompanhar algum canto.

As mesmas expressões de austeridade em flores e música se terão no altar da reserva eucarística e nas celebrações extralitúrgicas, e nas manifestações de piedade popular.

2. Com respeito às celebrações da eucaristia.

Exceto nos domingos e nas solenidades e festas que têm prefácio próprio, cada dia se diz qualquer dos cinco prefácios de Quaresma.

Os domingos se omite o hino do “Glória”. Este hino, diz-se apenas nas solenidades e festas.

Antes da proclamação do evangelho, tanto nas missas do domingo como nas solenidades, festas e feiras, o canto do “Aleluia” se substitui por alguma outra aclamação a Cristo. Contudo, para sublinhar melhor a distinção entre as feiras e os dias festivos, acreditam melhor omitir sempre este canto nos dias feriais. Inclusive nos domingos, é melhor omitir esta aclamação que recitá-la sem canto.

Os domingos não se pode celebrar nenhuma outra missa que não seja a do dia. Nas feiras, assinalada-las no Calendário Litúrgico com a letra (D), existe a possibilidade de celebrar alguma missa distinta da do dia. Se nas feiras quer fazer a memória de algum santo, se substitui a coleta ferial pela do santo. Outros elementos devem ser feriais (inclusive a oração sobre as ofertas e depois da comunhão).

(continua)

Leia Mais…

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O TEMPO DA QUARESMA (parte II)

II. AS LEITURAS BÍBLICAS DA QUARESMA.

1. Visão de conjunto.

Desde o primeiro momento é bom assinalar o fato de que neste tempo a temática dos diversos sistemas de leituras é muito mais variada que nos outros ciclos litúrgicos. Embora todos os lecionários deste tempo tenham uma cortina de fundo comum, a renovação da vida cristã pela conversão, esta temática se presente desde ópticas muito diversas, cada uma das quais tem seus matizes próprios e distintos. Se esta diversidade de enfoques se esquecer, se se unificar e reduz o conjunto a uma temática única, muitas das leituras litúrgicas passarão, virtualmente, desapercebidas; fenômeno este que infelizmente ocorre mais de uma vez.

Devemos, pois, sublinhar em primeiro lugar que a característica principal das leituras de Quaresma não estriba tanto na “novidade” de umas leituras que se vão descobrindo graças aos lecionários conciliares, quanto na abundância de linhas concomitantes que é preciso unir espiritualmente, de modo que cada uma delas contribua sua contribuição à renovação quaresmal de quem usa os citados lecionários.

A atitude fundamental frente às leituras quaresmais deve ser, sobre tudo, a de uma escuta repousada e penetrante que ajude a que o espírito se vá impregnando progressivamente dos critérios da fé, há vezes suficientemente conhecidos, mas não suficientemente interiorizados e feitos vida.

Não se trata de “meditações” mais ou menos intelectualizantes, como de uma contemplação “gozosa”do Plano de Deus sobre a pessoa humana e sua história, e de uma escuta atenta frente ao chamado de Deus a uma conversão que nos leve a paz e à felicidade.

No conjunto dos Lecionários quaresmais emergem com facilidade algumas linhas de força nas que deve centrar a conversão quaresmal. Esta conversão esta muito longe de limitar-se a um mero melhoramento moral. É mas bem uma conversão radical a Cristo, o Homem novo, para existir nele (ver Col 2,7).

Está linhas de força são as seguintes:

A. A meditação na história da salvação: realizada Por Deus-Amor em favor da pessoa humana criada a sua imagem e semelhança. Devemos “nos converter” de uma vida egocêntrica, onde o ser humano vive encerrado em sua mentira existencial, a uma vida de comunhão com o Senhor, o Caminho, a Verdade e a Vida, que nos leva a Pai no Espírito Santo.

B. A vivência do mistério pascal como culminação desta história Santa: devemos “nos converter”da visão de um Deus comum a todo ser humano, à visão do Deus vivo e verdadeiro que se revelou plenamente em seu único Filho, Cristo Jesus e em sua vitória pascal presente nos sacramentos de sua Igreja: “Tanto amou Deus ao mundo que deu a seu Filho único, para que tudo o que nele crer não pereça, mas sim tenha vida eterna”(Jo 3,16).

C. O combate espiritual, que exige a cooperação ativa com a graça em ordem a morrer ao homem velho e ao próprio pecado para dar passo à realidade do homem novo em Cristo. Em outras palavras, a luta pela santidade, exigência que recebemos no santo Batismo.

Estas três linhas devem propor-se todas em simultâneo. A primeira linha de força –a meditação da História da Salvação- temo-la principalmente nas leituras do Antigo Testamento dos domingos e nas leituras da Vigília Pascal. A segunda –a vivência do mistério pascal como culminação da história Santa-, nos evangelhos dos domingos III, IV e V (os sacramentais pascais) e, pelo menos em certa maneira, nos evangelhos feriais a partir da segunda-feira da semana IV (oposição de Jesus ao mal –“os judeus”- que termina com a vitória pascal de Jesus sobre a morte, mal supremo). A terceira linha –o combate espiritual, a vida em Cristo, a vida virtuosa e Santa- aparece particularmente nas leituras apostólicas dos domingos e no conjunto das leituras feriais da missa das três primeiras semanas.

Vale a pena sublinhar que as três linhas de força de que vamos falando se acham, com maior ou menor intensidade, ao alcance de todos os fiéis: dos que só participam da missa dominical aos que tomam parte além na eucaristia dos dias feriais. Com intensidades diversas mas com um conteúdo fundamentalmente idêntico, todos os fiéis bebem, através da liturgia quaresmal, em uma fonte que lhes convida à conversão sob todos seus aspectos.

2. Missas dominicais.

As leituras dominicais de Quaresma têm uma organização unitária, que terá que ter presente na pregação.

As leituras do Antigo Testamento seguem sua própria linha, que não tem uma relação direta com os evangelhos, como o resto do ano. Uma linha importante para compreender a História da Salvação.

Os Evangelhos seguem também uma temática organizada e própria.

E as leituras que se fazem em segundo lugar, as apostólicas, estão pensadas como complementares das anteriores.

A. A primeira leitura tem neste tempo de Quaresma uma intenção clara: apresentar os grandes temas da História da Salvação, para preparar o grande acontecimento da Páscoa do Senhor:

- A criação e origem do mundo (primeiro domingo).

- Abraão, pai dos fiéis (segundo domingo).

- O Êxodo e Moisés (terceiro domingo).

- A história de Israel, centrada sobre tudo em Davi (quarto domingo).

- Os profetas e sua mensagem (quinto domingo).

- O Servo de Yahvé (domingo de Ramos).

Estas etapas se proclamam de modo mais direto no Ciclo A, em seus momentos culminantes.

No Ciclo B se centram sobre tudo no tema da Aliança (com o Noé, com o Abraão, com Israel, o exílio, o novo louvor anunciado por Jeremias).

No Ciclo C, as mesmas etapas se vêem mas bem do prisma do culto (oferendas de primícias, celebração da Páscoa, etc.).

No sexto domingo, ou domingo de Ramos na Paixão do Senhor, invariavelmente se proclama o canto do Servo de Yahvé, por Isaías.

Estas etapas representam uma volta à fonte: a história das atuações salvíficas de Deus, que preparam o acontecimento central: o mistério Pascal do Senhor Jesus. Na pregação terá que levar em conta esta progressão, para não perder de vista o caminho para a Páscoa.

B. A leitura Evangélica tem também sua coerência independente ao longo das seis semanas:

- primeiro domingo: o tema das tentações de Jesus no deserto, lidas em cada ciclo segundo seu evangelista; o tema dos quarenta dias, o tema do combate espiritual.

- segundo domingo: a Transfiguração, lida também em cada ciclo segundo o próprio evangelista; de novo o tema dos quarenta dias (Moisés, Elias, Cristo) e a preparação pascal; a luta e a tentação levam a vida.

- terceiro domingo, quarto e quinto: apresentação dos temas catequéticos da iniciação cristã: a água, a luz, a vida.

No Ciclo A: os grandes temas batismais de São João: a samaritana (água), o cego (luz), Lázaro (vida).

No Ciclo B: tema paralelos, também de São João: o Templo, a serpente e Jesus Servo.

No Ciclo C: temas de conversão e misericórdia: iniciação a outro Sacramento quaresmal-pascal: a Penitência.

Sexto domingo: a Paixão de Jesus, cada ano segundo seu evangelista (reservando a Paixão de São João para a Sexta-feira Santa).

O pregador deve levar em conta esta unidade e ajudar a que a comunidade vá desentranhando os diversos aspectos de sua marcha para a Páscoa, não ficando, por exemplo no tema da tentação ou da penitência, mas sim entrando também aos temas batismais: Cristo e sua Páscoa são para nós a chave da água viva, da luz verdadeira e da nova vida.

C. A segunda leitura está pensada como complemento dos grandes temas da História da Salvação e da preparação evangélica à Páscoa. Temas espirituais, relativos ao processo de fé e conversão e a concretização moral dos temas quaresmais: a fé, a esperança, o amor, a vida espiritual, filhos da luz, etc.

3. Missas feriais.

Este grupo de leituras tem grande influencia na vida espiritual daqueles cristãos que acostumam a participar ativamente na eucaristia diária. É bom assinalar que o lecionário ferial de Quaresma foi construindo-se ao longo de vários séculos e antes da reforma conciliar sempre foi o mais rico de todo o ano litúrgico. A reforma litúrgica o respeitou por sua antiga tradição e riqueza. Ao haver-se construído com os séculos, sua temática é bastante variada e muito longínqua, portanto, pelo que é uma leitura contínua ou um plano concebido de conjunto, que são as formas às que nos tem acostumados os lecionários saídos da reforma conciliar.

O atual lecionário ferial da missa divide a Quaresma em duas partes: por um lado, temos os dias que vão desde Quarta-feira de Cinzas até sábado da III semana; e por outro, as feiras que discorrem desde segunda-feira de IV semana até o começo do Tríduo Pascal.

1. Na primeira parte da Quaresma (Quarta-feira de Cinzas até na sábado de III semana), as leituras vão apresentando, positivamente, as atitudes fundamentais do viver cristão e, negativamente, a reforma dos defeitos que obscurecem nosso seguimento de Jesus.

Nestas feiras, ambas as leituras revistam ter unidade temática bastante marcada, que insiste em temas como a conversão, o sentido do tempo quaresmal, o amor ao próximo, a oração, a intercessão da Igreja pelos pecadores, o exame de conscientiza, etc.

Nas origens da organização da Quaresma, só havia missa (além disso do Domingo), os dias quarta-feira e sexta-feira. Por este motivo o lecionário de Quaresma privilegia as leituras destes dois dias com leituras de maior importância que as das restantes feiras. Tais leituras costumam ser relativas à paixão e à conversão.

2. Na segunda parte da Quaresma, (a partir da Segunda-feira da IV semana até o Tríduo Pascal), o lecionário mudar de perspectiva: oferece-se uma leitura contínua do evangelho segundo São João, escolhendo sobre tudo os fragmentos nos que se propõe a oposição crescente entre Jesus e os “judeus”.

Esta meditação do Senhor enfrentando-se com o mal, personalizado por São João nos “judeus”, está chamada a fortalecer a luta quaresmal não só em uma linha ascética, mas também principalmente no contexto da comunhão com Cristo, o único vencedor absoluto do mal.

Nestas feiras, as leituras não estão tão ligadas tematicamente uma em relação à outra, mas sim apresentam, de maneira independente, por um lado a figura do Servo do Senhor ou de outro personagem (Jeremias especialmente), que deve ser como imagem e profecia do Salvador crucificado; e, por outro, o desenvolvimento da trama que culminará na morte e vitória de Cristo.

Finalmente é bom indicar que a partir da segunda-feira da semana IV aparece um tema possivelmente não muito conhecido: o conjunto dinâmico que, partindo das “obras” e “palavras” do Senhor Jesus, chega até o acontecimento de sua “hora”. Para não poucos pode ser aconselhável fazer um esforço de meditação continuada nestes evangelhos em sua trama progressiva. Este tema pode resultar muito enriquecedor. Embora se conheçam às vezes os textos, poucas vezes se descoberto o significado dinâmico que une o conjunto destas leituras, conjunto que desemboca na “hora”de Jesus, quer dizer em sua glorificação através da morte que celebramos no Tríduo pascal.

Fonte: ACI Digital

Leia Mais…