terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Indignação e protesto de todo o mundo com relação à Universidade La Sapienza de Roma

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Abaixo as manifestações ao redor do mundo em protesto aos acontecimentos ocorridos na última semana contra a visita do papa na Universidade La Sapienza de Roma. Oremos juntos com todos para que o mundo creia no Cristo e para que renuncie a hipocrisia e o egoísmo que o consome e destrói a caridade e a fé.
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EUROPA/ITÁLIA - A solidariedade dos Missionários Combonianos ao Santo Padre

Roma (Agência Fides)- “Ao Santo Padre Bento XVI, vítima de um grave gesto de intolerância por parte de alguns professores e alunos da Sapienza, os membros do Instituto dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus desejam expressar sua solidariedade e seu afeto de sempre, interpretando a voz de todos os povos entre os quais são chamados para seu serviço evangélico em quatro continentes”. É a declaração enviada à Agência Fides por pe. Umberto Pescantini, Secretário Geral dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus, que assina em nome do Superior Geral, pe. Teresino
Serra, de seu Conselho e por todos os Combonianos.
(L.M.) (Agência Fides 18/1/2008)

EUROPA/ITALIA
“O Papa, como Vigário de Cristo, está acima de todas as partes” - diz um missionário

Roma (Agência Fides)-“Expresso minha profunda solidariedade ao Santo Padre” - diz à Agência Fides pe. Cosimo Alvati, Salesiano ex-Diretor da Rádio Dom
Bosco, de Madagascar e atual professor de Ciência das Comunicações na Pontifícia Universidade Salesiana de Roma. “O que houve foi um ataque instrumental por parte de uma minoria que utilizou um evento que deveria ser de sereno confronto e de diálogo entre culturas, para obter a atenção da imprensa. O Papa, como Vigário de Cristo, é uma figura acima de todas as partes, e ninguém pode se apropriar dele. Ele traz uma mensagem de caridade, esperança, acolhida e respeito”. “É justo que os católicos se unam ao Papa Bento XVI, com serenidade e amor por todos. Acredito que exista alguém que quer abrir um atrito entre leigos e católicos: mas certamente não é a Igreja católica. A este respeito, pediria aos meios de comunicação mais respeito pela verdade, e que não enfatizem as posições extremistas de uma pequena minoria de fundamentalistas leigos” - conclui o missionário.
(L.M.) (Agência Fides 18/1/2008)


EUROPA/POLÔNIA -A Direção Nacional das POM: mais respeito humano pelo Santo
Padre

Varsóvia (Agência Fides) - “Nós também, como tantos povos em todo o mundo e com toda a Igreja, seguimos, através dos meios de comunicação, a situação desagradável que se verificou em Roma”. É o que afirma, da Polônia, Mons. Jan Piotrowski, Diretor das Pontifícias Obras Missionárias. “O protesto contra a visita do Santo Padre à Universidade ‘La Sapienza’ - animado por pouquíssimas pessoas e sustentadas por falsos argumentos - suscita sentimentos de dor. Expressamos, com todo o nosso coração, nosso apoio à iniciativa do Cardeal Ruini”. “Por esta razão, afirma Mons. Piotrowski - eu, pessoalmente e meus colaboradores da Direção Nacional das Pontifícias Obras Missionárias na Polônia, protestamos e pedimos mais respeito humano pelo nosso Santo Padre. Ao mesmo tempo, pedimos a Nosso Senhor Salvador que todos possam viver os verdadeiros valores humanos e a caridade cristã”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


ÁFRICA/TUNIS -“Todos, cristãos e muçulmanos, acolheram a notícia com surpresa”

Tunis (Agência Fides) - De Tunis, o missionário pe. Eugenio Elías, da Comunidade do Verbo Encarnado, escreve: “A Tunísia é um país cuja população se professa quase totalmente muçulmana. Sua posição, no norte da África, e sua proximidade com a Europa, fizeram destas terras um lugar privilegiado de encontro entre diferentes culturas e religiões. Sem ignorar as tensões próprias desta diversidade - onde resultam também merecedores os esforços de todas as partes - os vários relatórios concordam com o que normalmente é chamado ‘diálogo da vida’. Muitos colóquios, seminários e conferências são organizados - frequentemente por entidades oficiais - com o fim de melhorar o conhecimento recíproco e de uma maior colaboração. Nestas terras, a Igreja católica, suas instituições e pessoas gozam de reconhecimento, e em geral, da estima de todos. Uma pedra importante na história recente da Igreja local foi a visita realizada por João Paulo II em 1996. O Papa veio para confirmar os seus irmãos na fé, para celebrar a Santa Missa na Catedral, orar no local em que foram mortos tantos mártires - entre os quais Perpétua e Felícita - e para levar a sua mensagem de paz a todos os homens. Tudo isso foi possível devido à abertura de espírito das autoridades do País, com as quais o Papa mantém encontros pessoais. Em um contexto semelhante, o grave incidente da Universidade ‘La Sapienza’ é no mínimo inconcebível. Enquanto neste País muitos se esforçam para transformar as dificuldades características da diversidade em oportunidade de crescimento recíproco, aquele centro romano demonstra sinais de indelicadeza e intolerância. Todos, cristãos e muçulmanos, recebemos a notícia com espanto. Os fiéis reunidos na Catedral foram informados do acontecimento, solicitados a orar pelo Santo Padre e por uma Europa que hoje se mostra desorientada e convidados a não parar de trabalhar pela paz entre os homens. Muitos meios de comunicação já fizeram uma análise do que ocorreu. Alimentamos a forte esperança de que, tal como aconteceu com o discurso de Ratisbona, isso sirva providencialmente para despertar os muitos espíritos adormecidos. E que, assim como naquela época, o sofrimento vindo da incompreensão abra espaço para uma consciência mais profunda e lúcida sobre a urgência que temos daquela ‘coragem para se abrir para a amplitude da razão’ que incansavelmente o nosso Papa nos faz lembrar”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


ÁSIA/CHINA -“A recusa ao Papa é inconcebível para nós”: constrangimento entre os católicos chineses que, apesar do fuso horário, no domingo, participarão espiritualmente do Angelus

Pequim (Agência Fides) - “Nós queremos o Papa!”: é esta a invocação insistente dos católicos chineses, que desejam ardentemente a visita do Santo Padre em sua terra e ficaram chocados com as poucas pessoas que determinaram o cancelamento da visita de Bento XVI à Universidade de Roma. Um sacerdote chinês de Pequim, fazendo-se porta-voz dos católicos chineses, manifestou plena solidariedade ao Santo Padre, e declarou à Agência Fides: “Respondemos com prazer ao apelo lançado pelo Card. Ruini e participaremos espiritualmente do Angelus de domingo com o Papa, apesar do fuso horário. Porque nós queremos o Papa!”. Avaliando o triste acontecimento, o sacerdote disse: “a recusa ao Papa é inconcebível para nós. Ainda mais vinda de intelectuais, isso é ainda mais difícil de entender. Aqui há muita gente simples, mas com uma fé indiscutível. A fidelidade e o amor pelo Santo Padre não se discutem. Além disso, o Papa é a nossa referência para a vida cotidiana e para a vida da Igreja, principalmente hoje. Explico-me: depois da publicação da Carta do Papa aos católicos chineses, para qualquer problema ou confusão que aconteça, nós procuramos a resposta na Carta, que apresentou uma resposta completa”. De He Bei, fortaleza do catolicismo chinês, os fiéis manifestaram a sua proximidade ao Papa com um compromisso certo: “Às 19 horas de 20 de janeiro, hora local que corresponde ao meio-dia na Itália, estaremos unidos nas capelas para orar o Angelus junto ao nosso Papa”.
(NZ) (Agência Fides 18/01/2008)


AMÉRICA/BRASIL-Os monges Cecilianos de Caçapava do Sul: o Papa intelectual é patrimônio da cultura universal

Caçapava do Sul (Agência Fides) - “Manifestamos a nossa proximidade ao Santo Padre Bento XVI após os deploráveis fatos ocorridos na Universidade ‘La Sapienza’ de Roma”, lê-se no comunicado enviado à Agência Fides por Dom Marcos de Santa Melena, Osc, Prior da Comunidade dos Monges Cecilianos de Caçapava do Sul, do Estado do Rio Grande do Sul no Brasil. “Trata-se de um episódio isolado - continua a nota - mas manifesta a existência de um mundo que age contra a paz. O Papa Chefe da Igreja é uma coisa, o Papa estadista é outra. Mas o Papa intelectual é patrimônio da cultura universal. Em razão de tudo isso, os monges Cecilianos manifestam a sua solidariedade ao Santo Padre e oram em sua intenção. E viva o sucessor de Pedro. E viva o nosso Papa e Padre”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


AMÉRICA/COSTA RICA-“Em nome dos católicos e dos missionários da Costa Rica, manifestamos a nossa profunda e filial proximidade ao nosso muito amado Papa”

San José (Agência Fides) - “Depois de ter analisado em detalhes os deploráveis acontecimentos que levaram ao cancelamento da visita de Sua Santidade Bento XVI à Universidade ‘La Sapienza’ de Roma, desejamos manifestar o nosso apoio incondicional ao Sucessor de Pedro”. É o que informa, em nota enviada à Agência Fides, o Consulente das Pontifícias Obras Missionárias da Costa Rica, Alexander Q. Castillo. “Um centro educacional e cultural como a ‘Sapienza’ - ressalta Castillo - deve se distinguir ao abrir as suas portas ao diálogo e à reflexão em todas as áreas de conhecimento, e são indiscutíveis as qualidades do Santo Padre nesse sentido. Os pseudo-argumentos alegados por uma minoria de professores e estudantes, que suscitaram este triste final, demonstram a mesma intolerância que dizem querer eliminar, mostrando neles próprios uma atroz contradição”. “Em nome dos católicos e dos missionários da Costa Rica, manifestamos a nossa profunda e filial proximidade ao nosso muito amado Papa, e elevamos a nossa oração para que o Senhor ilumine o coração e as intenções destes irmãos, fortaleça o Santo Padre e permita a todos nós de crescer em sabedoria e graça”. Na sua nota Alexander Q. Castillo informa também que, nesses dias e até domingo, está sendo promovida na Costa Rica uma cadeia de oração entre os missionários e as missionárias do País, “que oferecemos como donativo espiritual pelas intenções do Papa: \'Ubi Petrus, ibi Ecclesia\'”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


AMÉRICA/VENEZUELA-“Como católicos não podemos calar diante de uma situação em que pequenos grupos de pessoas procuram afastar Deus do coração das
pessoas”

Caracas (Agência Fides) - Pe. José Rafael Romero Linares, Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias da Venezuela, comunica à Agência Fides que toda a equipe da Direção nacional se reuniu ontem para discutir a polêmica ao redor do cancelamento da visita do Santo Padre à Universidade ‘La Sapienza’. “Rejeitamos categoricamente e repudiamos os ataques gratuitos dirigidos ao Santo Padre e à Igreja”. “Parece-me justo que, como católicos - continua Pe. José Rafael - não fiquemos calados diante de uma situação em que pequenos grupos de pessoas querem corromper a maioria, com idéias contrárias a nossa fé e que têm o único objetivo de afastar Deus do coração das pessoas. Sentimos profundamente este problema, uma vez que o povo venezuelano sempre demonstrou a sua devoção especial ao Santo Padre. Estamos já orando pelo Papa, recomendando-O à proteção da Santíssima Virgem Maria”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


AMÉRICA/EQUADOR-Do “Continente da Esperança” total comunhão com o Papa e um profundo desgosto

Quito (Agência Fides) - “Com preocupação soubemos do incompreensível comportamento de alguns professores e estudantes da Universidade \'La Sapienza\', de Roma, que conseguiram privar a grande maioria da comunidade universitária da possibilidade de saudar e ouvir pessoalmente Sua Santidade Bento XVI” afirma do Equador José N. Mármol M. Editor do Sítio da Organização Católica Latino-americana e Caribenha de Comunicação (OCLACC), em nota enviada à Agência Fides. “É difícil entender como um centro universitário, onde se deve defender sem hesitação a liberdade e a cultura, pela sua própria natureza, e promover o pluralismo ideológico sem nenhum limite, imponha barreiras e feche o espaço ao diálogo que procura construir uma sociedade de justiça fraternidade. Do nosso ‘Continente da Esperança’ que, segundo afirmou Bento XVI em sua visita apostólica para inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, deve ser também o ‘Continente do Amor’, manifestamos a nossa total comunhão com o Papa e o nosso descontentamento por esse comportamento que destoa da abertura para a Luz que deve ser a característica básica de um centro universitário. Através destas poucas linhas, uno-me à manifestação que de todas as partes do mundo se prepara para expressar ao nosso Pontífice a nossa e fidelidade. “Devido às maravilhas do desenvolvimento tecnológico no mundo da comunicação, nos será permitido acompanhar com atenção os acontecimentos na Praça São Pedro”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


AMÉRICA/REPÚBLICA DOMINICANA -“Da República Dominicana dizemos ao Papa que pode contar conosco”

Santo Domingo (Agência Fides) - \"Como Coordenador Nacional da Pastoral Juvenil na República Dominicana e Diretor da Rádio Juventus Don Bosco, uno-me aos testemunhos de afeto e solidariedade para o Papa Bento XVI depois dos fatos que obrigaram o Santo Padre a renunciar à visita à Universidade \"La Sapienza\", afirma Pe. Luis Rosario Peña à Agência Fides.

“Conheço Papa Bento XVI desde o início dos anos setenta, quando era o Decano da Faculdade de Teologia da Universidade de Ratisbona (Regensburg) onde eu seguia os meus estudos teológicos, e posso dar testemunho da sua grande bondade, da postura de compreensão e do senso de tolerância, o que torna mais do que injusto com a pessoa este fato inqualificável, em pleno século XXI, e inadequado a uma consciência democrática. Estou convicto que por parte do Santo Padre haverá para aquelas pessoas somente a resposta da oração, como Jesus nos ensinou. Ao martírio de sangue que sofreram cristãos e cristãs no passado, se acrescenta este martírio moral, que em vez de desqualificar Bento XVI, como pretendiam os seus autores, o engrandece, aumentando a sua capacidade de resistência na fé. Da República Dominicana dizemos ao Papa: pode contar conosco, e que o Senhor o abençoe em abundância”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


AMÉRICA/VENEZUELA-“Esta situação é um chamado para evangelizar todos os setores da sociedade”

Caracas (Agência Fides) - \"Diante da situação ocorrida na Universidade La Sapienza de Roma, que levou à suspensão da visita que o Papa Bento XVI havia programado fazer como cumprimento de seu trabalho, das Pontifícias Obras Missionárias da Venezuela, manifestamos solidariedade com o Santo Padre, que estimamos e respeitamos, por ser o Vigário de Jesus Cristo sobre a terra\": é o que afirma o Departamento das Missões e dos Indígenas da Conferência Episcopal Venezuelana e a equipe nacional das Pontifícias Obras Missionárias da Venezuela, em mensagem enviada à Agência Fides. “Unimo-nos também ao Povo de Deus rejeitando categoricamente todos os ataques que a sociedade atéia propicia, praticando desta maneira agressões que não trazem benefício nem para a Igreja, nem para a própria sociedade.

Diante desta posição, afirmam que não se trata somente de rejeitar a visita de Bento XVI a um centro de estudos e pesquisa, mas é uma recusa em fazer entrar a fé no mundo do pensamento universal e pluralista, é uma recusa porque se deseja reconhecer o homem somente como ser puramente racional, se pretende conceber a pessoa humana como vazia de alma e sem o contato do homem com o seu Criador; para a Igreja, esta situação é um chamado a uma reflexão missionária de evangelizar todos os estratos da sociedade, de chegar até mesmo nas universidades como foi e continua a ser a intenção do Papa. É por isso que imploramos para Bento XVI a proteção da Virgem Maria, Rainha das Missões, que o acompanhe no seu trabalho apostólico em meio às controvérsias vividas atualmente”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)

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