quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Campanha da Fraternidade 2008 - mais material

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Abaixo mais material para auxiliar no desenvolvimento da CF2008.
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Tema, Lema e
Regulamentos

Partitura

Cartaz

Oração

Links

Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?op=pagina&chaveid=247.08
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Campanha da Fraternidade de 2008 - artigo

D.Odilo Pedro Scherer
Bispo Auxiliar de São Paulo

Secretário-Geral da CNBB

A Campanha da Fraternidade de 2008 já tem tema: “Fraternidade e defesa da vida”; e o lema é: “escolhe, pois, a vida”. Este tema assume importância sempre maior no Brasil e no mundo em vista das ameaças e agressões constantes à vida, o bem mais importante e precioso sobre a face da terra.

Nas suas múltiplas formas e manifestações, a vida é um bem impagável e indisponível; cada ser vivo manifesta, à sua maneira, a sabedoria e a insondável providência de Deus Criador. Não criamos a vida, mas temos o tremendo poder de destruí-la; e a destruição da vida pelo descuido e a imprudência humanas, ou pela ganância sistemática e cega, é ofensa ao Criador. Muitas formas de agressão ao ambiente, bem como a interferência leviana na natureza dos organismos vivos, coloca em sério risco a existência da muitos seres vivos, vegetais ou animais. Vem ao caso de perguntar: que tipo de mundo e ambiente estamos preparando para as gerações que virão depois de nós?!

Tratando-se da vida humana, as questões tornam-se ainda mais preocupantes. A pobreza extrema e a falta de políticas sociais adequadas deixam a vida humana exposta a situações de risco e precariedade. A violência endêmica e o crime organizado ceifam numerosas vidas humanas, lamentavelmente, muitas delas, em plena flor da juventude! Submetida à lógica do mercado e da vantagem econômica, a vida humana acaba valendo muito pouco. A degradação ambiental, a contaminação e poluição das águas e do ar, em conseqüência de políticas econômicas irresponsáveis, desencadeiam mecanismos que põem em risco a própria sobrevivência da vida no nosso planeta.

É impressionante o número de abortos clandestinos realizados todos os anos no Brasil. São seres humanos inocentes e indefesos rejeitados, aos quais é negada a participação no banquete da vida. E com os abortos clandestinos, tantas mulheres também perdem a vida, em conseqüência de abortos mal-feitos. Legalizar o aborto seria a solução, para salvar a vida de muitas mulheres? É o que alguns pretendem. Mas essa solução seria trágica, cruel e imoral, pois ambas as vidas são preciosas, tanto mais, quanto menos culpa têm a pagar. A vida da mãe e do filho precisa ser preservada. A solução é a educação para a maior valorização da vida humana e para comportamentos sexuais conseqüentes com a grande responsabilidade de transmitir a vida a um novo ser humano.

Ameaça não menos preocupante para a vida humana é a pretensão de legalizar a eutanásia, uma intervenção intencional e direta para suprimir a vida humana. O ser humano, desde o início da história, sempre teve a tentação de se tornar senhor absoluto da vida e da morte; claro, é pretensão dos fortes sobre os mais fracos. E isso não lhe trouxe nada de bom. Só Deus é senhor da vida, porque só ele é capaz de chamar do nada à existência e de dar plenitude à vida humana. Por isso escreveu no coração do homem esta ordem: “não matarás!”

Proteger, defender e promover a vida é tarefa primordial do Estado, sobretudo a vida indefesa e frágil, como a dos seres humanos ainda não-nascidos, das crianças, idosos, pobres, doentes ou pessoas com deficiência. É ação política por excelência, que não poderá orientar-se pela lógica do “salve-se quem puder”, que só beneficiaria os mais fortes; ela requer o envolvimento solidário de todos os cidadãos. A defesa da vida e da dignidade dos outros seres humanos contra toda forma de agressão, prepotência ou aviltamento interessa a toda a família humana; é manifestação suprema de fraternidade.

O lema – “escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19b) – é tomado do livro do Deuteronômio. O povo hebreu, beneficiado pela ação libertadora e salvadora do Deus da vida, é colocado por Moisés diante da grave alternativa: escolher a vida e um futuro esperançoso para si e seus descendentes, permanecendo fiel aos mandamentos de Deus, ou escolher a morte, andando por caminhos de idolatria e servindo a “deuses” fabricados para a própria conveniência. Isso vale para a globalidade das decisões humanas: nossas escolhas têm conseqüências sobre a vida e o futuro. A escolha livre e responsável do respeito aos mandamentos de Deus e do seu desígnio de vida significa bênção, esperança, futuro. O desprezo ao desígnio do Deus da vida e seus mandamentos traz a desgraça, a morte.

Esta é a grande questão posta pela Campanha da Fraternidade de 2008, que será ocasião para refletir sobre a complexa problemática que atinge a vida sobre a terra, em especial, a vida humana. Está em jogo o futuro da vida na Terra, nossa casa comum, e de todos os seus habitantes. Uma solução responsável só poderá ser solidária e fraterna, no pleno respeito ao desígnio de Deus Criador e Senhor da vida.

16.09.2006


Fonte: http://www.cnbb.org.br/documento_geral/CF2008Defesadavida.doc
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PAPA BENTO XVI CONVERSA COM NOVO GERAL DOS JESUÍTAS

NOTÍCIAS - domingo, 27 de janeiro de 2008 16:49 por Redação


ROMA - Após tão somente sete dias da sua nomeação como Superior Geral dos jesuítas, o Pe. Adolfo Nicolás terminou uma intensa semana em uma audiência privada com sua santidade o Papa Bento XVI. Após entrar na sala de despacho papal e fazer as fotos iniciais, ambos desfrutaram de uma amigável conversação. O Santo Padre recebeu com agrado a notícia da formação de um comitê para estudar a carta que sua Santidade enviou a Peter-Hans Kolvenbach, o anterior Superior Geral. A conversa se centrou principalmente no Japão, onde o Pe. Nicolás trabalhou por mais de 30 anos. O Santo Padre animou ao Geral dos jesuítas a continuar seus esforços no diálogo com a cultura, a evangelização e a formação dos jovens jesuítas.



Esta foi uma boa ocasião para que o novo Geral reafirme diante do Papa sua pessoal disposição assim como a estima de toda a Companhia de Jesus.
No final do encontro o Pe. Nicolás explicou a Bento XVI a tradição na qual o recém-eleito Geral tem que renovar seus votos diante do Papa. Na sua vez o Pe. Kolvenbach o fez por escrito, de modo que o novo Superior Geral da Companhia entregou-lhe seus votos em um envelope. O Papa abriu imediatamente o envelope, leu seu conteúdo e disse ao Pe. Nicolás: Esta é uma ótima tradição.

Fonte - Site da Cúria Geral:
http://www.sjweb.info/35/index.cfm?Lang35=3

Fonte: http://www.jesuitasamazonia.org/ver_noticia.asp?IDNews=262
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Jesuítas não estão em contradição com o Vaticano, assinala novo Superior Geral


Pe. Adolfo Nicolás, Prepósito Geral da Companhia de Jesus

.- Em um encontro com a imprensa realizado na Cúria Generalícia da Companhia de Jesus em Roma, o novo Prepósito Geral da ordem, o Pe. Adolfo Nicolás S.J., assinalou que não existe antítese entre a Companhia de Jesus e o Vaticano.

O Pe. Nicolás se reuniu brevemente com 50 jornalistas, diante dos quais leu um texto preparado e sem chance de perguntas.

Em suas declarações, o novo Superior Geral da Companhia incluiu breves relatos de sua história e sua experiência na Ásia, e clarificou que a Congregação Geral, que segue em sessão em Roma, é o máximo órgão de governo da Companhia, e por isso espera umas "linhas básicas" para começar sua missão como Prepósito Geral.

No encontro com os jornalistas, o Pe. Nicolás assinalou que "não há nem houve nunca antítese entre o Papa e a Companhia de Jesus, os jesuítas e o Vaticano".

"Não é certo que haja distância teológica entre o novo Geral dos jesuítas e o Papa Ratzinger", adicionou.

"Sou um desconhecido e por isso os jornais não encontram nada sobre mim, procuram e às vezes inventam", disse também.

O Pe. Nicolás disse que "é certo que eu estou na Ásia e Ásia está em mim" e isso "é bom para a Igreja"; porém insistiu que entre as invenções jornalísticas está a suposta tensão com o Vaticano.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=12588

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Santo Tomás de Aquino, Doutor da Igreja

28 do janeiro

Tomás nasceu no meio de uma família aristocrata, por volta de 1225. Apesar da forte oposição de sua família, ingressou na ordem de Santo à idade de 19 anos. Em 1245, seus superiores o enviaram a estudar em Paris, onde seus dotes de humildade não lhe permitiram ser reconhecido por sua habilidade e inteligência como deveria ser. A insistência de Santo Alberto e do Card. Saintcher, Tomás –que era apenas bacharel- começou a ensinar na Universidade de Paris, e obras como seus comentários sobre o Livro das Sentenças de Isaías e o Evangelho de São Mateus foram escritos. Quatro anos mais tarde, foi-lhe confiada a cátedra de doutor, encarregado de ensinar, discutir e pregar e no final desse ano, começou a escrever a Suma contra Gentis.

De 1259 a 1268, o santo era muito popular em toda a Itália, país que ensinou e pregou em muitas cidades. Por volta de 1266, começou a escrever a mais famosa de suas obras: a Summa Theologia. De volta a Paris, o santo –por revelação divina- se pronunciou sobre se os acidentes permaneciam realmente ou somente na aparência no Santíssimo Sacramento. Posteriormente, Tomás foi chamado novamente à Itália e ocupou o cargo de reitor da Universidade de Nápoles.

No ano seguinte, por causa de uma poderosa visão, Tomás parou de escrever e ensinar, sem terminar a Summa Theologia. Estava muito doente quando o Papa Gregório X o convidou para o Concílio de Lyon, mas durante a viagem sua doença se agravou ainda mais, sendo transferido para a abadia cistercience de Fossa Nuova, onde faleceu na madrugada de 7 de março de 1274.

Fonte: http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=200

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Campanha da Fraternidade 2008


CF 2008
Fraternidade e
Defesa da vida

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Como obter o Cartaz da
CF 2008
com melhor Resolução?
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*Fundo Nacional de Solidariedade ( http://www.caritasbrasileira.org/fns )*

SPOTS para Rádio - CF 2008: Para download - Clique aqui
SPOTS para TV - CF 2008: Para download - Clique aqui

Novidades - Clique abaixo:

Oração:

Mensagens:

e-mail: ( cf@cnbb.org.br ) Pe. José Adalberto Vanzella - CF da CNBB

Arquivos para Download - Clique abaixo:

Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?op=pagina&subop=189
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Vida Humana Internacional felicita a Bispo que censurou a "católicas" abortistas


.- O Padre Thomas J. Euteneuer, Presidente do Human Life International (Vida Humana Internacional), felicitou esta semana ao Dom Robert C. Morlino, Bispo de Madison, no estado de Wisconsin (EUA), por sua carta à legislatura desse estado, na qual assinalava a ilegitimidade do grupo abortista "Católicas pelo Direito a Decidir" (CDD).

Faz poucos dias, CDD dirigiu uma carta "confidencial" aos congressistas estatais para impedir a introdução de uma cláusula a favor do direito à objeção de consciência a uma lei que pretende converter em obrigatória a distribuição da "pílula do dia seguinte".

A cláusula, impulsionada pelos bispos do estado, protegeria aos profissionais da saúde de ser obrigados a subministrar o fármaco abortivo contra sua consciência.

A CDD enviou a carta aos congressistas apresentando-se como os "verdadeiros" representantes da Igreja Católica, assinalando que a consciência dos católicos não podia passar por cima do suposto "direito" das mulheres a abortar.

Informado da manobra da CDD, Dom Morlino, um dos mais enérgicos defensores da vida, esclareceu aos congressistas que a CDD era um organismo que não só não representava à Igreja, senão que tinha sido declarada oficialmente pelo Episcopado norte-americano como uma organização não católica e completamente alheia à Igreja.

"A CDD é, virtualmente falando, uma extensão do lobby do aborto nos EUA e através do mundo. É um grupo de propaganda a favor do aborto. Recebe financiamento de uma série de poderosas fundações que têm muito dinheiro, a maioria delas dos EUA, para promover o aborto como método de controle demográfico", escreveu Dom Morlino à legislatura do Wisconsin.

"Reafirmo que ‘Católicas pelo Direito a Decidir’ não é, de fato, um grupo católico, porque seus membros não aceitam o ensino básico da Igreja. Não me surpreende que, quando ensino a doutrina básica da Igreja Católica, que elas não reconhecem como tal, chamam-na ‘manobras políticas’: uma afirmação que é tão frívola como é irresponsável sua asseveração de que são católicas", concluiu o Bispo.

O Padre Euteneuer concluiu sua carta de felicitação dizendo: "Demos graças a Deus por nos haver dado pastores como Dom Morlino. Dom Morlino nos alertou sobre o triste fato de que ainda há lobos vestidos de ‘católicos’, que arremetem contra os filhos mais pequeninos de Deus".

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Contundente rechaço da sociedade brasileira a proposta feminista para legalizar aborto

.- A sociedade brasileira, representada por seus delegados, rechaçou na 13º Conferência Nacional de Saúde (CNS) uma proposta que com o apoio do Governo procura despenalizar o aborto no país.

A CNS devia votar até ontem domingo 400 propostas para melhorar a saúde pública do país. No tema do aborto, o serviço de notícias Agencia o Brasil informou que 70 por cento dos 2.627 delegados rechaçaram a proposta e esta será excluída do relatório final da Conferência que será entregue aos poderes Executivo, Legislativo e Judicial.

O projeto sobre o aborto foi introduzido como "recomendação" dos grupos feministas e expor apresentar o aborto "como problema de saúde pública e discutir seu despenalização por meio de um projeto de lei".

Os que apoiaram este pedido foram vaiados pelo plenário majoritariamente pró-vida.

Um dos responsáveis pela Pastoral da Infância, Clovis Boufleur, explicou que a votação contra o aborto "reflete o pensamento do povo brasileiro" pois as pesquisa confirmam que os brasileiros não querem despenalizá-lo.

"O aborto não resolve o problema de saúde no Brasil", explicou Boufleur.

Embora as decisões da CNS não têm efeito legal, sim têm um grande peso nas decisões do poder público.


Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=12040
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Conversão de São Paulo - santos do dia

25 de janeiro

Judeu da tribo de Benjamim, Saulo foi enviado por seus pais desde muito jovem a Jerusalém, onde foi instruído na Lei de Moisés com o fariseu Gamaliel. Em seguida, ingressou na severa seita dos fariseus, tornando-se um perseguidor e inimigo de Cristo. O entusiasmo de sua perseguição o levou a oferecer-se ao sumo sacerdote para ir a Damasco e prender todos os judeus que confessassem a Jesus, mas Deus decidiu mostrar sua misericórdia e paciência com Saulo e já perto de Damasco, uma luz do céu brilhou sobre ele e seus companheiros, cegando-o por três dias, tempo no qual permaneceu na casa de um judeu chamado Judas, sem comer nem beber.

Por revelação de Cristo, o cristão Ananias foi ao encontro de Saulo, que recuperou e se converteu, foi batizado e foi pregar o Filho de Deus nas sinagogas, com grande assombro de seus ouvintes. Assim o antigo perseguidor blasfemo converteu-se no apóstolo e foi escolhido por Deus, como um de seus principais instrumentos para a conversão do mundo.

Fonte: ACI Digital

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Oração de Santo Tomás de Aquino

Por São Tomás de Aquino

Ó vós que amais tanto, Jesus aqui verdadeiramente Deus escondido, ouvi-me,
eu vos imploro. Seja vossa vontade meu prazer, minha paixão, meu amor. Dae
que a busque, ache e realiza. Mostrae-me vossos caminhos, indicae-me vossas veredas.

Tendes sobre mim vossos desígnios; dizei-m´os bem, e dae que os siga até a definitiva salvação de minha alma. Indifferente a tudo o que passa, e só a vós tendo em vista, possa eu amar tudo quanto é vosso, mas sobretudo a Vós, ó meu Deus! Tornae-me amarga toda alegria que não seja vós, impossível todo desejo fora de vós, delicioso todo trabalho feito para vós, insuportável todo repouso que não fôr em vós. A toda a hora, ó bom Jesus, minha alma tome para vós seu vôo; seja minha vida um constante acto de amor!

Toda obra que vos agrade, fazei-me sentir que é morta. Seja minha piedade
menos um hábito que um contínuo impulso do coração.

Ó Jesus, minhas delícias e minha vida, dae-me que minha humildade seja sem
affectação, minha alegria sem excessos, minhas tristezas sem desanimo, minha
austeridade sem rudeza. Dae que eu fale ser artifício, que tema sem
desespero, que espere sem presumpção; fazei com que seja pura e sem mancha, que reprehenda se cólera; que ame sem falsidade, edifique sem ostentação, obedeça sem réplica, e soffra sem queixumes.

Bondade suprema, ó Jesus, peço-vos um coração todo vosso, que nenhum
espectaculo, nenhum ruído para distrahir; um corção fiel e attivo que não
hesite, e não desça nunca; um coração indomavel, prompto sempre a luctar
após cada tormenta; um coração livre, jamais seduzido ou escravo; um coração recto que não se encontre nunca em veredas tortuosas.

E meu espírito, Senhor! Meu espírito! Impotente para desconhecer-vos, possa elle encontrar-vos, a vós Sabedoria divina! Não vos desagradem seus colloquios! Confiante e calmo esperes vossas respostas, e descanse sobre
vossa palavra.

Faça-me a penitencia sentir os espinhos de vossa coroa! Possa a graça espargir vossos dons sobre mim, no caminho do exílio! Possa a gloria inebriar-me de vossas alegrias na Pátria eterna! Assim seja.

(Extraído do Manual das Filhas deMaria de Sion - Editado em 1929.
Impresso por J. de Gigord, Éditeur - Imprimatur Rio de Jaaneiro 11 de maio
de 1912 Por S. Exma. Sebastio, bispo auxiliar)

Fonte:
AQUINO, São Tomás de. Apostolado Veritatis Splendor: Oração de São Tomás de Aquino. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/714. Desde 20/1/2003.

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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Indignação e protesto de todo o mundo com relação à Universidade La Sapienza de Roma

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Abaixo as manifestações ao redor do mundo em protesto aos acontecimentos ocorridos na última semana contra a visita do papa na Universidade La Sapienza de Roma. Oremos juntos com todos para que o mundo creia no Cristo e para que renuncie a hipocrisia e o egoísmo que o consome e destrói a caridade e a fé.
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EUROPA/ITÁLIA - A solidariedade dos Missionários Combonianos ao Santo Padre

Roma (Agência Fides)- “Ao Santo Padre Bento XVI, vítima de um grave gesto de intolerância por parte de alguns professores e alunos da Sapienza, os membros do Instituto dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus desejam expressar sua solidariedade e seu afeto de sempre, interpretando a voz de todos os povos entre os quais são chamados para seu serviço evangélico em quatro continentes”. É a declaração enviada à Agência Fides por pe. Umberto Pescantini, Secretário Geral dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus, que assina em nome do Superior Geral, pe. Teresino
Serra, de seu Conselho e por todos os Combonianos.
(L.M.) (Agência Fides 18/1/2008)

EUROPA/ITALIA
“O Papa, como Vigário de Cristo, está acima de todas as partes” - diz um missionário

Roma (Agência Fides)-“Expresso minha profunda solidariedade ao Santo Padre” - diz à Agência Fides pe. Cosimo Alvati, Salesiano ex-Diretor da Rádio Dom
Bosco, de Madagascar e atual professor de Ciência das Comunicações na Pontifícia Universidade Salesiana de Roma. “O que houve foi um ataque instrumental por parte de uma minoria que utilizou um evento que deveria ser de sereno confronto e de diálogo entre culturas, para obter a atenção da imprensa. O Papa, como Vigário de Cristo, é uma figura acima de todas as partes, e ninguém pode se apropriar dele. Ele traz uma mensagem de caridade, esperança, acolhida e respeito”. “É justo que os católicos se unam ao Papa Bento XVI, com serenidade e amor por todos. Acredito que exista alguém que quer abrir um atrito entre leigos e católicos: mas certamente não é a Igreja católica. A este respeito, pediria aos meios de comunicação mais respeito pela verdade, e que não enfatizem as posições extremistas de uma pequena minoria de fundamentalistas leigos” - conclui o missionário.
(L.M.) (Agência Fides 18/1/2008)


EUROPA/POLÔNIA -A Direção Nacional das POM: mais respeito humano pelo Santo
Padre

Varsóvia (Agência Fides) - “Nós também, como tantos povos em todo o mundo e com toda a Igreja, seguimos, através dos meios de comunicação, a situação desagradável que se verificou em Roma”. É o que afirma, da Polônia, Mons. Jan Piotrowski, Diretor das Pontifícias Obras Missionárias. “O protesto contra a visita do Santo Padre à Universidade ‘La Sapienza’ - animado por pouquíssimas pessoas e sustentadas por falsos argumentos - suscita sentimentos de dor. Expressamos, com todo o nosso coração, nosso apoio à iniciativa do Cardeal Ruini”. “Por esta razão, afirma Mons. Piotrowski - eu, pessoalmente e meus colaboradores da Direção Nacional das Pontifícias Obras Missionárias na Polônia, protestamos e pedimos mais respeito humano pelo nosso Santo Padre. Ao mesmo tempo, pedimos a Nosso Senhor Salvador que todos possam viver os verdadeiros valores humanos e a caridade cristã”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


ÁFRICA/TUNIS -“Todos, cristãos e muçulmanos, acolheram a notícia com surpresa”

Tunis (Agência Fides) - De Tunis, o missionário pe. Eugenio Elías, da Comunidade do Verbo Encarnado, escreve: “A Tunísia é um país cuja população se professa quase totalmente muçulmana. Sua posição, no norte da África, e sua proximidade com a Europa, fizeram destas terras um lugar privilegiado de encontro entre diferentes culturas e religiões. Sem ignorar as tensões próprias desta diversidade - onde resultam também merecedores os esforços de todas as partes - os vários relatórios concordam com o que normalmente é chamado ‘diálogo da vida’. Muitos colóquios, seminários e conferências são organizados - frequentemente por entidades oficiais - com o fim de melhorar o conhecimento recíproco e de uma maior colaboração. Nestas terras, a Igreja católica, suas instituições e pessoas gozam de reconhecimento, e em geral, da estima de todos. Uma pedra importante na história recente da Igreja local foi a visita realizada por João Paulo II em 1996. O Papa veio para confirmar os seus irmãos na fé, para celebrar a Santa Missa na Catedral, orar no local em que foram mortos tantos mártires - entre os quais Perpétua e Felícita - e para levar a sua mensagem de paz a todos os homens. Tudo isso foi possível devido à abertura de espírito das autoridades do País, com as quais o Papa mantém encontros pessoais. Em um contexto semelhante, o grave incidente da Universidade ‘La Sapienza’ é no mínimo inconcebível. Enquanto neste País muitos se esforçam para transformar as dificuldades características da diversidade em oportunidade de crescimento recíproco, aquele centro romano demonstra sinais de indelicadeza e intolerância. Todos, cristãos e muçulmanos, recebemos a notícia com espanto. Os fiéis reunidos na Catedral foram informados do acontecimento, solicitados a orar pelo Santo Padre e por uma Europa que hoje se mostra desorientada e convidados a não parar de trabalhar pela paz entre os homens. Muitos meios de comunicação já fizeram uma análise do que ocorreu. Alimentamos a forte esperança de que, tal como aconteceu com o discurso de Ratisbona, isso sirva providencialmente para despertar os muitos espíritos adormecidos. E que, assim como naquela época, o sofrimento vindo da incompreensão abra espaço para uma consciência mais profunda e lúcida sobre a urgência que temos daquela ‘coragem para se abrir para a amplitude da razão’ que incansavelmente o nosso Papa nos faz lembrar”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


ÁSIA/CHINA -“A recusa ao Papa é inconcebível para nós”: constrangimento entre os católicos chineses que, apesar do fuso horário, no domingo, participarão espiritualmente do Angelus

Pequim (Agência Fides) - “Nós queremos o Papa!”: é esta a invocação insistente dos católicos chineses, que desejam ardentemente a visita do Santo Padre em sua terra e ficaram chocados com as poucas pessoas que determinaram o cancelamento da visita de Bento XVI à Universidade de Roma. Um sacerdote chinês de Pequim, fazendo-se porta-voz dos católicos chineses, manifestou plena solidariedade ao Santo Padre, e declarou à Agência Fides: “Respondemos com prazer ao apelo lançado pelo Card. Ruini e participaremos espiritualmente do Angelus de domingo com o Papa, apesar do fuso horário. Porque nós queremos o Papa!”. Avaliando o triste acontecimento, o sacerdote disse: “a recusa ao Papa é inconcebível para nós. Ainda mais vinda de intelectuais, isso é ainda mais difícil de entender. Aqui há muita gente simples, mas com uma fé indiscutível. A fidelidade e o amor pelo Santo Padre não se discutem. Além disso, o Papa é a nossa referência para a vida cotidiana e para a vida da Igreja, principalmente hoje. Explico-me: depois da publicação da Carta do Papa aos católicos chineses, para qualquer problema ou confusão que aconteça, nós procuramos a resposta na Carta, que apresentou uma resposta completa”. De He Bei, fortaleza do catolicismo chinês, os fiéis manifestaram a sua proximidade ao Papa com um compromisso certo: “Às 19 horas de 20 de janeiro, hora local que corresponde ao meio-dia na Itália, estaremos unidos nas capelas para orar o Angelus junto ao nosso Papa”.
(NZ) (Agência Fides 18/01/2008)


AMÉRICA/BRASIL-Os monges Cecilianos de Caçapava do Sul: o Papa intelectual é patrimônio da cultura universal

Caçapava do Sul (Agência Fides) - “Manifestamos a nossa proximidade ao Santo Padre Bento XVI após os deploráveis fatos ocorridos na Universidade ‘La Sapienza’ de Roma”, lê-se no comunicado enviado à Agência Fides por Dom Marcos de Santa Melena, Osc, Prior da Comunidade dos Monges Cecilianos de Caçapava do Sul, do Estado do Rio Grande do Sul no Brasil. “Trata-se de um episódio isolado - continua a nota - mas manifesta a existência de um mundo que age contra a paz. O Papa Chefe da Igreja é uma coisa, o Papa estadista é outra. Mas o Papa intelectual é patrimônio da cultura universal. Em razão de tudo isso, os monges Cecilianos manifestam a sua solidariedade ao Santo Padre e oram em sua intenção. E viva o sucessor de Pedro. E viva o nosso Papa e Padre”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


AMÉRICA/COSTA RICA-“Em nome dos católicos e dos missionários da Costa Rica, manifestamos a nossa profunda e filial proximidade ao nosso muito amado Papa”

San José (Agência Fides) - “Depois de ter analisado em detalhes os deploráveis acontecimentos que levaram ao cancelamento da visita de Sua Santidade Bento XVI à Universidade ‘La Sapienza’ de Roma, desejamos manifestar o nosso apoio incondicional ao Sucessor de Pedro”. É o que informa, em nota enviada à Agência Fides, o Consulente das Pontifícias Obras Missionárias da Costa Rica, Alexander Q. Castillo. “Um centro educacional e cultural como a ‘Sapienza’ - ressalta Castillo - deve se distinguir ao abrir as suas portas ao diálogo e à reflexão em todas as áreas de conhecimento, e são indiscutíveis as qualidades do Santo Padre nesse sentido. Os pseudo-argumentos alegados por uma minoria de professores e estudantes, que suscitaram este triste final, demonstram a mesma intolerância que dizem querer eliminar, mostrando neles próprios uma atroz contradição”. “Em nome dos católicos e dos missionários da Costa Rica, manifestamos a nossa profunda e filial proximidade ao nosso muito amado Papa, e elevamos a nossa oração para que o Senhor ilumine o coração e as intenções destes irmãos, fortaleça o Santo Padre e permita a todos nós de crescer em sabedoria e graça”. Na sua nota Alexander Q. Castillo informa também que, nesses dias e até domingo, está sendo promovida na Costa Rica uma cadeia de oração entre os missionários e as missionárias do País, “que oferecemos como donativo espiritual pelas intenções do Papa: \'Ubi Petrus, ibi Ecclesia\'”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


AMÉRICA/VENEZUELA-“Como católicos não podemos calar diante de uma situação em que pequenos grupos de pessoas procuram afastar Deus do coração das
pessoas”

Caracas (Agência Fides) - Pe. José Rafael Romero Linares, Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias da Venezuela, comunica à Agência Fides que toda a equipe da Direção nacional se reuniu ontem para discutir a polêmica ao redor do cancelamento da visita do Santo Padre à Universidade ‘La Sapienza’. “Rejeitamos categoricamente e repudiamos os ataques gratuitos dirigidos ao Santo Padre e à Igreja”. “Parece-me justo que, como católicos - continua Pe. José Rafael - não fiquemos calados diante de uma situação em que pequenos grupos de pessoas querem corromper a maioria, com idéias contrárias a nossa fé e que têm o único objetivo de afastar Deus do coração das pessoas. Sentimos profundamente este problema, uma vez que o povo venezuelano sempre demonstrou a sua devoção especial ao Santo Padre. Estamos já orando pelo Papa, recomendando-O à proteção da Santíssima Virgem Maria”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


AMÉRICA/EQUADOR-Do “Continente da Esperança” total comunhão com o Papa e um profundo desgosto

Quito (Agência Fides) - “Com preocupação soubemos do incompreensível comportamento de alguns professores e estudantes da Universidade \'La Sapienza\', de Roma, que conseguiram privar a grande maioria da comunidade universitária da possibilidade de saudar e ouvir pessoalmente Sua Santidade Bento XVI” afirma do Equador José N. Mármol M. Editor do Sítio da Organização Católica Latino-americana e Caribenha de Comunicação (OCLACC), em nota enviada à Agência Fides. “É difícil entender como um centro universitário, onde se deve defender sem hesitação a liberdade e a cultura, pela sua própria natureza, e promover o pluralismo ideológico sem nenhum limite, imponha barreiras e feche o espaço ao diálogo que procura construir uma sociedade de justiça fraternidade. Do nosso ‘Continente da Esperança’ que, segundo afirmou Bento XVI em sua visita apostólica para inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, deve ser também o ‘Continente do Amor’, manifestamos a nossa total comunhão com o Papa e o nosso descontentamento por esse comportamento que destoa da abertura para a Luz que deve ser a característica básica de um centro universitário. Através destas poucas linhas, uno-me à manifestação que de todas as partes do mundo se prepara para expressar ao nosso Pontífice a nossa e fidelidade. “Devido às maravilhas do desenvolvimento tecnológico no mundo da comunicação, nos será permitido acompanhar com atenção os acontecimentos na Praça São Pedro”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


AMÉRICA/REPÚBLICA DOMINICANA -“Da República Dominicana dizemos ao Papa que pode contar conosco”

Santo Domingo (Agência Fides) - \"Como Coordenador Nacional da Pastoral Juvenil na República Dominicana e Diretor da Rádio Juventus Don Bosco, uno-me aos testemunhos de afeto e solidariedade para o Papa Bento XVI depois dos fatos que obrigaram o Santo Padre a renunciar à visita à Universidade \"La Sapienza\", afirma Pe. Luis Rosario Peña à Agência Fides.

“Conheço Papa Bento XVI desde o início dos anos setenta, quando era o Decano da Faculdade de Teologia da Universidade de Ratisbona (Regensburg) onde eu seguia os meus estudos teológicos, e posso dar testemunho da sua grande bondade, da postura de compreensão e do senso de tolerância, o que torna mais do que injusto com a pessoa este fato inqualificável, em pleno século XXI, e inadequado a uma consciência democrática. Estou convicto que por parte do Santo Padre haverá para aquelas pessoas somente a resposta da oração, como Jesus nos ensinou. Ao martírio de sangue que sofreram cristãos e cristãs no passado, se acrescenta este martírio moral, que em vez de desqualificar Bento XVI, como pretendiam os seus autores, o engrandece, aumentando a sua capacidade de resistência na fé. Da República Dominicana dizemos ao Papa: pode contar conosco, e que o Senhor o abençoe em abundância”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)


AMÉRICA/VENEZUELA-“Esta situação é um chamado para evangelizar todos os setores da sociedade”

Caracas (Agência Fides) - \"Diante da situação ocorrida na Universidade La Sapienza de Roma, que levou à suspensão da visita que o Papa Bento XVI havia programado fazer como cumprimento de seu trabalho, das Pontifícias Obras Missionárias da Venezuela, manifestamos solidariedade com o Santo Padre, que estimamos e respeitamos, por ser o Vigário de Jesus Cristo sobre a terra\": é o que afirma o Departamento das Missões e dos Indígenas da Conferência Episcopal Venezuelana e a equipe nacional das Pontifícias Obras Missionárias da Venezuela, em mensagem enviada à Agência Fides. “Unimo-nos também ao Povo de Deus rejeitando categoricamente todos os ataques que a sociedade atéia propicia, praticando desta maneira agressões que não trazem benefício nem para a Igreja, nem para a própria sociedade.

Diante desta posição, afirmam que não se trata somente de rejeitar a visita de Bento XVI a um centro de estudos e pesquisa, mas é uma recusa em fazer entrar a fé no mundo do pensamento universal e pluralista, é uma recusa porque se deseja reconhecer o homem somente como ser puramente racional, se pretende conceber a pessoa humana como vazia de alma e sem o contato do homem com o seu Criador; para a Igreja, esta situação é um chamado a uma reflexão missionária de evangelizar todos os estratos da sociedade, de chegar até mesmo nas universidades como foi e continua a ser a intenção do Papa. É por isso que imploramos para Bento XVI a proteção da Virgem Maria, Rainha das Missões, que o acompanhe no seu trabalho apostólico em meio às controvérsias vividas atualmente”.
(RG) (Agência Fides 18/1/2008)

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Geral dos Jesuítas apresenta prioridades

Pe. Adolfo Nicolás aponta para os pobres e marginalizados e fala dos processos de transformação do mundo



O novo Superior Geral da Companhia de Jesus, Pe. Adolfo Nicolás, presidiu este Domingo a uma Missa de acção de graças na Igreja de Jesus, em Roma, onde apresentou as prioridades para os Jesuítas, apontando para os pobres e marginalizados dos cinco Continentes.

“Os pobres, os marginalizados, os excluídos, todos eles são para nós as novas nações que têm necessidade da mensagem de Deus, que é para todos”, indicou na sua homilia.

O Pe. Nicolás, espanhol com larga experiência de missão no continente asiático, falou da importância de anunciar o Evangelho “em todas as nações”, referindo-se a “outras nações, não geográficas, mas humanas, que exigem a nossa assistência”.

O Prepósito-Geral da Companhia de Jesus gracejou com os títulos dos jornais dos últimos dias, que classificou de “clichés”: “Papa Negro”, “Papa Branco”, “poder”. “Tudo isto é superficial, o que conta é servir: servir a Igreja, servir o mundo, os homens, o Evangelho”, disse na sua homilia.
Citando a primeira encíclica de Bento XVI, o Pe. Nicolás frisou que “o Papa lembra que Deus é amor, esta é a essência do Evangelho”.

Destas duas palavras chave, serviço e amor, o novo Geral dos Jesuítas concluiu a necessidade de olhar para os que ficam à margem dos processos globais que estão a transformar o mundo.

A Ordem fundada por Santo Inácio, uma das mais respeitadas e admiradas na Igreja Católica, conta hoje com quase 20 mil religiosos em mais de 100 países de todo o mundo, 30% dos quais na Ásia. Em 1965, contudo, esse número chegava a 30 mil e trezentos religiosos.

O novo Geral torna-se, aos 71 anos, o 29.º sucessor de Santo Inácio de Loyola desde que Companhia foi fundada, em 1540. O Pe. Nicolás passou largos anos em missão no Japão, onde era professor de Teologia em Toquio. Desempenhava ainda funções de moderador da Conferência Jesuíta da Ásia Leste e da Oceania, desde 2004.

A escolha dos Jesuítas recaiu assim sobre um missionário na Ásia, como aconteceu com Pedro Arrupe, predecessor do Pe. Kolvenbach.

Nascido a 29 de Abril de 1936, o Pe. Nicolás fez o seu noviciado em Espanha, no ano de 1953. Posteriormente estudou filosofia em Madrid e teologia em Toquio, de 1964 a 1968.

Foi ordenado sacerdote na capital japonesa, em 1967, tendo depois frequentado a Universidade Gregoriana, de Roma, entre 1968 e 1971.

De regresso ao Japão, foi professor de teologia sistemática na Universidade Sophia de Toquio, até 1978. Seguiu para as Filipinas, de 1978 a 1984, e voltou ao Japão. Entre 1993 e 1999 foi superior da província jesuíta japonesa.

A 21 de Fevereiro, o Papa receberá em audiência os membros da 35.ª Congregação Geral. Não é certo que os trabalhos da Congregação se tenham concluído nessa altura, dado que após a eleição do Geral serão agora definidas as grandes orientações para o futuro da Companhia de Jesus.

Antes da eleição, o Papa enviara uma carta ao Geral cessante, Pe. Hans Kolvenbach, convidando os Jesuítas a reafirmarem a sua “adesão total à doutrina católica”, falando de pontos precisos como “a relação entre Cristo e as religiões, alguns aspectos da teologia da libertação e vários pontos da moral sexual, sobretudo, no que concerne à indissolubilidade do matrimónio e à pastoral das pessoas homossexuais”.

Foto: Passagem de testemunho entre o Pe. Kolvenbach e o Pe. Nicolás

Fonte:
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=55426&seccaoid=4&tipoid=42


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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Oração da Campanha da Fraternidade 2008

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A Campanha da Fraternidade desse ano fala sobre a vida, mais propriamente nos convida a defendê-la. Tema tão em voga no mundo e na sociedade atuais, e aqui no Brasil também tem sido amplamente discutido, visto que, alguns poucos teimam em inventar leis anti-humanas e, no caso brasileiro até mesmo anti-democráticas. Então, entremos de cabeça nessa campanha e digamos SIM! à vida!

Campanha da Fraternidade 2008
Tema: Fraternidade e defesa da vida
Lema: "Escolhe, pois, a vida" (Dt 30,19)
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Ó Deus Pai e Criador, em vós vivemos, nos movemos e somos! Sois presença viva em nossas vidas, pois nos fizestes à vossa imagem e semelhança. Proclamamos as maravilhas de vosso amor presentes na criação e na história. Por vosso Espírito, tudo se renova e ganha vida.

Nosso egoísmo muitas vezes desfigura a obra de vossas mãos, causando morte e destruição. Junto aos avanços, presenciamos tantas ameaças à vida. Que nesta quaresma acolhamos a graça da conversão, tornando-nos mais atentos e fiéis ao Evangelho.

Que o compromisso de nossa fé nos leve a defender e promover a vida no seu início, no seu crescimento e também no seu declínio. Vosso Filho Jesus Cristo, crucificado-ressuscitado, nos confirma que o amor é mais forte que a morte. Como seus discípulos queremos "escolher a vida".

Maria, mãe da Vida, que protegeu e acompanhou seu Filho, da gestação à ressurreição, interceda por nós, Amém!

Veja mais em: http://gbrsouza.blogspot.com/2008/01/campanha-da-fraternidade-2008.html
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

um pouco de compaixão

Havia uma jovem mulher, ela tinha algum tipo de deficiência nas pernas e, por isso, andava mancando. Ela vinha pela outra margem da rua e fez menção de que queria atravessar mas vinham muitos carros, era uma avenida muito movimentada. Imediatamente um rapaz que estava no ponto de ônibus foi ajudá-la, para isso ele fez sinal para que os carros parassem e se pôs a ajudar a moça a atravessar a rua. Foi uma cena muito rápida mas, foi tempo o suficiente para me fazer refletir.

É muito fácil falar sobre justiça social, sobre misericórdia, sobre auxílio aos necessitados, sobre os marginalizados e para alguns é mais fácil ainda nem esquecer esses "temas". Se todos os que se dizem cristãos estivessem verdadeiramente comprometidos com a Boa Nova de Cristo e com o Reino de Deus seriam sensíveis às injustiças e às dificuldades dos irmãos, se todos fossem solícitos a ponto de se incomodar e deixar o que está fazendo para ajudar o próximo o mundo seria um lugar muito melhor. São gestos simples como o desse jovem que realmente fazem a diferença,

Esse rapaz pode até nem ser cristão, pode ser mais um samaritano (como aquele da parábola de Jesus) que se dignou a ajudar outro em dificuldades. Foi uma atitude que qualquer um ali naquele ponto de ônibus e outras pessoas em outros lugares poderia ter mas ninguém o faz. Por que será? Será que estão todos tão mergulhados em seu egoísmo, seu orgulho, sua indiferença que não conseguem ser mais "humanos"? Até onde a nossa sociedade vai com a sua loucura desenfreada pelo tempo, pelo dinheiro e pelo prazer pessoal?

Pensem meus amigos, reflitam sobre as suas vidas, o seu modo de agir... será que você não teria pelo menos um dia no mês para visitar aquela senhora esquecida em um asilo, aquela criança sem ninguém num orfanato, aquele pobre doente no abrigo?

um abraço a todos.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

A cera e o fogo

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Um amigo me indicou este artigo. É um bom texto, não que eu concorde com ele em todos os exemplos como nos momentos em que ele fala da televisão e do namoro, mas com relação a nossa tendência ao mal e a fugirmos das situações que podem nos levar ao pecado. Particularmente, na minha busca por uma vida verdadeiramente cristã tenho passado por momentos difíceis, onde por vezes percebo não ter condições de suportar a pressão mas tenho aprendido que muitas vezes somos nós que criamos essas condições, como diz o texto, fortalecendo a nossa alma e nossa vontade.

Nesse contexto, posso citar: "Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela" (1Cor10,13
). Acredito ainda que uma das tentações a combater é a de se deixar ser tentado para "provar" que somos fortes, enfim, leiam o texto. =)

Obs.: Pensei em postar apenas as partes que concordo, mas acredito que seria uma injustiça com o autor que expressou o seu pensamento de forma tão clara e sincera, então, publico o texto na íntegra. Espero que ele possa ajudar alguém.
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A cera e o fogo

Um dos pontos mais indispensáveis para uma alma conseguir guardar perfeitamente a castidade é a fuga das ocasiões próximas de pecado.

Já foi dito que “em matéria de castidade não há fortes nem fracos. Há prudentes ou imprudentes.”
Com o pecado original ocorreu uma desordem nas paixões do homem, desordem esta que o inclina constantemente ao mal e que, com o auxílio da graça, pode ser domada, mas não extinta durante esta vida, sendo preciso estar sempre alerta com relação a ela, não lhe dando qualquer ocasião de nos dominar.

Ocasião próxima de pecado é a pessoa, coisa, lugar ou circunstância que atiça as paixões humanas, seduzindo a pessoa a pecar.

Em virtude da fraqueza da natureza humana e da força de atração que o pecado exerce sobre nós depois da culpa original, expor a própria alma a uma ocasião perigosa, é praticamente como expor cera ao fogo.

Se pudesse pensar, de nada a cera fugiria tanto quanto do fogo.

O fogo é de tal forma nocivo à cera, e a cera de tal maneira fraca diante do fogo, que basta que aquela fique próxima deste, ainda que este nem a toque, para que ela seja derretida.

A natureza da cera não resiste ao calor do fogo. Derrete-se. É consumida. Evapora-se. Aniquila-se.

Para a pobre "cera" --(que simbolicamente somos nós)-- não há outra alternativa: ou foge do fogo ou nele acha o seu fim.

E se resolve não fugir, à medida em que for se derretendo, o cruel fogo saberá alimentar-se dela, tornando-se ainda mais forte, sempre à espreita de uma nova "cera" imprudente para devorar...

Ora, tanto quanto a cera diante do fogo, assim o homem é fraco, extremamente fraco, diante das ocasiões de pecado, de modo que expor-se a elas imprudentemente e, portanto, sem o auxílio da Graça, é sinônimo de nelas cair.

E, de fato, segundo a clássica doutrina dos moralistas, sob a égide de Santo Afonso de Ligório, expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência.

Logo não há outra alternativa para o homem: ou a fuga das más ocasiões, ou a morte espiritual.

E justamente da podridão das almas que assim vão tombando é que as más ocasiões ganham mais e mais força, infestando a sociedade com uma imoralidade que nada parece poder deter...

E assim a cristandade vai derretendo-se, desintegrando-se, aniquilando-se. Como cera ao fogo...

A reforma da cristandade requer necessariamente que se restitua às almas o horror pelas ocasiões próximas de pecado.
Não é possível querer ser cristão e continuar brincando com a própria salvação eterna, expondo-se aos sutis laços do inferno, que são as ocasiões próximas de pecado.

“Pode alguém caminhar sobre brasas sem queimar os próprios pés?” (Prov VI,28).

Como já dizia um velho e experiente diretor de almas: “Em fugir ou não fugir da ocasião consiste o cair ou não cair no pecado” (Pe. Manuel Bernardes, Sermões e Práticas, II).

E o mesmo autor faz uma curiosa observação: “Nós somos muitas vezes os que tentamos ao diabo. Por quê? Porque nós somos os que buscamos a ocasião, os que chamamos por ela; e buscar a ocasião em vez de ela nos buscar a nós é, em vez de o diabo nos tentar a nós, tentarmos nós ao diabo” (Idem).

Nada auxilia tanto os planos do demônio quanto as ocasiões de pecado. São estas como que as emboscadas onde a toda hora aquela antiga serpente prepara o bote...

Santo Afonso nos conta que “constrangido pelos exorcismos, confessou certa vez o demônio que, entre todos os sermões, o que mais detesta é aquele em que se exortam os fiéis a fugirem das más ocasiões”. E o Santo Doutor comenta que, “com efeito, o demônio se ri de todas as promessas e propósitos que formule o pecador arrependido, se este não evitar tais ocasiões” (Preparação para a morte, c. XXXI, p. III).

Muitas pessoas, após certo tempo de vida espiritual, imaginam-se já fortes o suficiente para resistir a qualquer tentação, e lá vão elas permitindo-se já certas liberdades... É o primeiro passo para o precipício.

“Aquele que julga estar de pé, tome cuidado para não cair” (I Cor X, 12).

A este propósito, Santo Afonso recorda “o que se conta de certa espécie de ursos da Mauritânia, que vão à caça de macacos. Estes, ao verem o inimigo, sobem para o alto das árvores. O urso estende-se, então, junto ao tronco, fingindo-se morto, e quando os macacos, confiados, descem ao solo, levanta-se, apanha-os e os devora. Tal é a astúcia do demônio: persuade que as tentações estão mortas e quando os homens condescendem com as ocasiões perigosas, apresenta-lhes de súbito a tentação que os faz sucumbir. Quantas almas infelizes, que praticavam a oração, que freqüentavam a Comunhão e que se podiam chamar santas, deixaram-se prender nos tentáculos do inferno, porque não evitaram as más ocasiões” (ob. cit., idem).

E confirma-o relatando o fato de que “uma senhora virtuosa, no tempo da perseguição aos cristãos, dedicava-se à piedosa obra de recolher e enterrar os corpos dos Mártires. Entre eles encontrou um que ainda respirava. Levou-o para casa, tratou-o e chegou a curá-lo. Aconteceu, porém, que pela ocasião próxima, essas duas pessoas, que se podiam chamar santas, perderam primeiramente a graça de Deus e, depois, até a Fé cristã” (ob. cit., ibidem).

E diz ainda: “Em matéria de prazeres sensuais, a ocasião é como uma venda posta diante dos olhos e que não permite ver nem propósitos, nem instruções, nem verdades eternas; numa palavra, cega o homem e o faz esquecer-se de tudo. (...) Quem quiser salvar-se, precisa renunciar não somente ao pecado, mas também às ocasiões de pecado, isto é, deve afastar-se deste companheiro, daquela casa, de certas relações de amizade...” (ob. cit., ibidem).

Dois foram os remédios que Nosso Senhor nos recomendou explicitamente contra as tentações: oração e vigilância. “Vigiai e orai, diz Ele, para não cairdes em tentação” (Mt XXVI, 41). Esta vigilância consiste precisamente na cautela em evitar as más ocasiões.

“A vigilância é uma conseqüência da humilde desconfiança de nós mesmos e do conhecimento dos perigos a que estamos expostos. Um homem prudente, obrigado a seguir um caminho resvaladio, orlado de precipícios, não avança às cegas; repara onde põe o pé. (...) Uma surpresa, uma falta de atenção pode lançar-nos no fundo do abismo” (Pe. Chaignon, S. J., Meditações Sacerdotais, vol. II, m. XXII).

Qualquer um que entenda que “levamos este tesouro (da Graça) em vasos de barro” (II Cor IV, 7), compreenderá o quanto precisamos nos cercar de vigilância contra as ocasiões próximas de pecado.

E não será zombar de Deus alguém rezar: “não nos deixeis cair em tentação”, e depois ir por si mesmo expor-se ao perigo? Ora, “lançar-nos por própria vontade num mar agitado, esperando que Deus, para nos livrar da morte, o acalmará e nos estenderá a mão para nos trazer ao porto do salvamento, é querermos que Ele anime a nossa temeridade e recompense a nossa presunção” (Pe. Chaignon, S. J., ob. cit.).
O ódio de Nosso Senhor às más ocasiões e a radicalidade com que exige que delas nos apartemos, Ele bem o expressou ao dizer:

“Se tua mão ou teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e lança-os longe de ti: é melhor para ti entrares na vida coxo ou manco que, tendo dois pés e duas mãos seres lançado no fogo eterno. Se teu olho te leva ao pecado, arranca-o e lança-o longe de ti: é melhor para ti entrares na vida cego de um olho que seres jogado com teus dois olhos no fogo da geena” (Mt XVIII, 8-9).

Evidentemente não se trata de uma ordem para mutilar-nos, mas para ficarmos longe das ocasiões próximas de pecado, tanto quanto possível.

Importa distinguir, porém, entre as ocasiões próximas de pecado voluntárias e as necessárias, entre as ocasiões próximas absolutas e as relativas (Cf. Ad. Tanquerey, Brevior Synopsis Theologiae Moralis et Pastoralis, n. 1170).
Uma ocasião próxima de pecado é voluntária quando a pessoa tem como evitá-la, e, mesmo assim, se expõem a ela, sem grave necessidade. Assim, por exemplo, divertir-se assistindo a um programa imoral de televisão. Evidentemente é essa categoria de más ocasiões que combatemos no presente artigo.
Uma ocasião próxima de pecado torna-se necessária quando a pessoa não tem como evitá-la, ou existe uma razão grave para expor-se a ela. Assim, por exemplo, o médico que para fins de exame ou tratamento precisa ver suas pacientes despidas. Nesses casos cessa a obrigação grave de evitar a ocasião próxima, restando o dever de cercar-se das precauções que forem possíveis e fortificar a vontade mediante a oração e demais recursos da vida espiritual.
E devem considerar-se ocasiões próximas de pecado absolutas aquelas que habitualmente atentam contra a fragilidade humana comum, que são pedras de tropeço em si mesmas. Por exemplo, participar de danças imorais. Como estas ocasiões são um laço para qualquer pessoa, o dever grave de fugir delas subsiste para todos.

Por sua vez, existem as ocasiões próximas de pecado relativas: aquelas que não o são para o comum dos homens, mas apenas para o indivíduo que, por alguma razão especial, encontra nela um perigo próximo de pecado. Assim o entrar em um simples bar, algo indiferente para uma pessoa normal, torna-se ocasião próxima de pecado para um alcoólatra. O dever de evitar ocasiões como estas, existe apenas para aqueles que prevêem que encontrariam nelas um risco próximo de ceder ao mal.
Feitos esses esclarecimentos, o que na prática cada um deve fazer é procurar fugir de tudo que ele saiba ser ocasião próxima de pecado, tanto quanto lhe seja possível.
Os próprios Santos sempre fizeram da fuga das ocasiões de pecado um dos pilares de sua vida espiritual. E levaram isso até o extremo. São Luís Gonzaga, por exemplo, guardava o olhar ao ponto de nem saber a cor do teto sob o qual habitava, nem reparar o rosto daqueles com quem convivia.

E por saber que não apenas a santidade, mas a própria salvação eterna é impossível sem a renúncia às más ocasiões, os Santos sempre lutaram ardentemente para destruir essas pedras de tropeço no caminho espiritual de seus irmãos. Por isso a guerra que São João Maria Vianney abriu contra as danças em sua paróquia de Ars, ao ponto de chegar a pagar a organizadores de bailes para que não realizassem tais eventos. Por isso São Luís de Montfort comprava livros imorais e os rasgava na frente de seus vendedores. Por isso São Domingos Sávio tratou de destruir imediatamente as figuras imodestas que encontrou com um colega. E inúmeros exemplos como esses poderíamos citar.

Nas missões populares então, missionários como São Luís de Montfort, Santo Afonso Maria de Ligório, Santo Antônio Maria Claret, pregavam ardentemente contra as más ocasiões, e a esses ardentes sermões correspondiam, por exemplo, ardentes fogueiras de livros maus, por parte do povo.

Veja-se o testemunho do padre Mateus Testa, companheiro de Santo Afonso, a respeito das missões por este conduzidas em Nápoles: “Já não se viram irreverências nas igrejas; as mulheres renunciaram àqueles modos de vestir que causavam a ruína dos fracos; as moças, que haviam desaprendido o pudor, reencontraram o senso da modéstia; as tabernas perderam a sua clientela; e, por toda parte, foi o fim, nestas terras e vilarejos, de certas danças e divertimentos entre homens e mulheres e, sobretudo, entre rapazes e moças. Cânticos cristãos substituíram as canções licenciosas que essas senhoritas tinham nos lábios...” (Th. Rey-Mermet, Afonso de Ligório, Ed. Santuário, 1984).

Nos confessionários, a doutrina clássica e unânime entre os moralistas, encabeçados por Santo Afonso, sempre ensinou que o confessor não pode absolver jamais uma pessoa que não esteja plenamente decidida a romper com todas as ocasiões próximas de pecado mortal que possa evitar.

Lástima incomparável, porém, é que nestes nossos tempos os pastores das almas, adeptos de uma “Nova Evangelização” que já não convertem ninguém, tenham abandonado a luta contra as ocasiões de pecado.

Quem ainda prega contra as modas indecentes ou contra os banhos públicos nas praias e piscinas?

Quem ataca a televisão, orientando as famílias a não darem abrigo a essa corruptora eletrônica em seus lares?

Quantas vozes ainda condenam os bailes, discotecas, rodeios, etc, lugares onde simplesmente se respira imoralidade, como todos sabem?

Quem ainda ensina os jovens que no namoro e noivado, não apenas as relações sexuais, mas também o beijo na boca e os abraços indiscretos são pecado mortal? Quem lhes ensina que é dever dos namorados e noivos evitar as ocasiões propícias à fornicação?

E não só as ocasiões de pecado não são mais combatidas, como nas próprias paróquias, hoje, se proporcionam novas ocasiões más, através de certas festas, “cristotecas”, certos encontros de jovens...

Quem, no entanto, proporciona uma ocasião próxima de pecado às almas, lembre-se bem de que terá de responder, no último dia, por todos os pecados que tiverem decorrido dessa má ocasião.

E como exemplo do quanto o Céu detesta as más ocasiões, citemos aqui o caso referido por Santo Afonso em um de seus mais conhecidos livros: “No ano de 1611, no célebre santuário de Maria em Monte-Virgem, aconteceu que, na vigília de Pentecostes, tendo a multidão que aí concorrera profanado a festa com bailes, desregramentos e imodéstia, se ateou de repente um incêndio na casa de tábuas em que estavam os romeiros, e em menos de hora e meia reduziu-a a cinzas, morrendo mais de 400 pessoas. Só sobreviveram cinco que depuseram, com juramento, terem visto a Mãe de Deus com duas tochas acesas pondo fogo no edifício” (Glórias de Maria, trat. IV, n.V).

A virtude da castidade não admite o que os moralistas chamam de “parvitas materiae”, ou seja, não há matéria leve contra a castidade: todo pecado contra ela, mesmo os pensamentos e olhares, se consentidos deliberadamente, são pecados mortais. Entenda-se isso, e se entenderá a necessidade e obrigação grave de se fugir de toda ocasião de sensualidade, como são as músicas e danças provocantes, as festas mundanas, as más companhias, os livros maus, os espetáculos onde hajam cenas impudicas, etc.

São Filipe Néri já dizia: “Na luta pela pureza, vence quem foge”.
" O sagaz vê o perigo e se esconde, o incauto segue em frente e paga por isso” (Prov XXVII, 12).

Foge, pois, meu irmão, “foge do pecado como de uma serpente, porque, se te aproximares, morder-te-á; seus dentes são dentes de leões que aos homens tiram a vida” (Eclo XXI, 2).

“Fuja, e quão longe puder, fuja (...). Fuja como de ar pestilento, corte-lhe o passo como a incêndio; creia que a fragilidade humana, e a astúcia diabólica, é maior do que ponderação alguma pode declarar” (Pe. Manuel Bernardes).

Fuja, porque “quem ama o perigo, nele perecerá” (Eclo III, 27).

Como cera ao fogo.

Fonte:
Miguel Maria Claret - "A cera e o fogo"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=cera_fogo〈=bra
Online, 14/01/2008 às 17:44h

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Jesuítas no Brasil

Os jesuítas chegaram ao Brasil em 1549, na expedição de Tomé de Souza, tendo como Superior o Pe.Manuel da Nobréga. Desembarcam na Bahia, onde ajudaram na fundação da cidade de Salvador. Atendiam aos portugueses também fora da Bahia, percorrendo as Capitanias próximas. Com o 2º Governador Geral Duarte da Costa (1553), chega o jovem José de Anchieta. Em 1554, no dia da conversão de São Paulo, funda em Piratininga um Colégio, o qual sustentaria durante dez anos. Aprendeu logo a língua dos índios, da qual escreveu a primeira gramática, dicionário e doutrina. O Governador Geral Mem de Sá, em 1560 e 1567 expulsa os franceses do Rio de Janeiro e com seu sobrinho Estácio de Sá funda definitivamente a cidade. Em todas essas empresas estavam presentes os jesuítas. Episódio heróico é o desterro de Iperuí (atual Ubatuba) em que Nóbrega e Anchieta são feitos reféns de paz dos índios Tamoios. Nesta ocasião Anchieta escreveu seu célebre Poema à Virgem Maria. Até o fim do séc. XVI, os jesuítas firmam sua ação através dos seus três maiores colégios: Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco. Nesse tempo deram seu sangue por Cristo o Irmão João de Souza e o escolástico Pedro Correia (1554), mortos pelos carijós em Cananéia; o Beato Inácio de Azevedo e 39 companheiros, Mártires do Brasil, foram afogados no mar pelos calvinistas perto das ilhas Canárias (1570). Outros 12 missionários jesuítas que vinham para o Brasil sofreram o mesmo martírio um ano depois (1571). No princípio do séc. XVII os jesuítas chegam ao Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e daí para toda a Amazônia. As duas casas, fundadas em São Luís (1622) e em Belém (1626), transformaram-se com o tempo em grandes colégios e em centros de expansão missionária para inúmeras aldeias indígenas espalhadas pelo Amazonas. Antônio Vieira, apesar de seus triunfos oratórios e políticos, em defesa da liberdade dos indígenas, foi expulso pelos colonos do Pará, acusado e preso pela Inquisição. Em 1638, Pernambuco é tomada por holandeses protestantes, liderados pelo conde Maurício de Nassau. A resistência se organiza numa aldeia jesuítica. Dos 33 jesuítas de Pernambuco, mais de 20 foram capturados, maltratados e levados para a Holanda; cerca de 10 faleceram em conseqüência dessa guerra. No séc. XVII, quando da descoberta das minas e do povoamento do sertão, os jesuítas passavam periodicamente por esses locais em missão volante. Quando Mariana (MG) foi elevada a diocese (1750), foram chamados para dirigir e ensinar no seminário. Em 1749 já estavam em Goiás, fundando aldeias. No séc. XVIII, Paranaguá tornou-se centro de atividades sacerdotais e pedagógicas, através de uma residência (1708) e do Colégio em 1755. Na ilha de Santa Catarina, visitada pelos jesuítas já desde 1635, se fundou a residência dos jesuítas (1749) e um colégio (1751). Em 1635, os missionários chegaram à aldeia de Caibi, próximo à atual Porto Alegre. Quando voltaram em 1720, já então se tratava do tratado de permuta entre a Colônia do Sacramento e os territórios das missões jesuíticas espanholas sediadas no Rio Grande. Os jesuítas trabalharam na Colônia do Sacramento desde 1678 até 1758, quando foram expulsos. Chegaram a ter uma residência de ministérios apostólicos e um próspero colégio por vários anos.

Supressão da Companhia de Jesus No Brasil (1760-1843)

Aparece nesta altura da história dos jesuítas o Marquês de Pombal. Ab-roga todo o poder temporal exercido pelos missionários nas aldeias indígenas. Para esconder os fracassos da execução do Tratado de Limites da Colônia do Sacramento, culpou os jesuítas desencadeando contra eles uma propaganda terrível. No grande terremoto de Lisboa (1755), os jesuítas foram censurados por pregarem a penitência ao povo e ao governo. Por ocasião do atentado (1757) contra D. José I, rei de Portugal, os jesuítas foram acusados de alta traição. Em fim, o velho e santo missionário do Nordeste brasileiro, o Pe. Gabriel Malagrida, foi condenado publicamente pela Inquisição como herege, e queimado vivo em praça pública de Lisboa. Preparado o terreno, veio a lei de expulsão dos jesuítas dos domínios de Portugal. Foram postos incomunicáveis, condenados e privados de todo o direito de defesa. Do Pará e de outros portos, foram embarcados e encarcerados em Lisboa. Naquele momento havia no Brasil 670 jesuítas. De Portugal alguns foram transladados para os Estados Pontifícios, onde o Papa Clemente XIII os recebeu com afeto e hospedou em antigas casas romanas. Com a morte de D. José I em 1777 e a subida ao poder de Dona Maria I, o Marquês de Pombal foi processado e condenado. Só escapou à prisão e à morte por respeito à sua idade e achaques.

Restauração da Companhia e Nova Vitalidade no Brasil (1843- )

O Papa Pio VII restaurou a Companhia de Jesus em 1814. Alguma influência exerceu no ânimo do Papa a amizade de um jesuíta brasileiro, o Pe. José de Campos Lara, que profetizara sua eleição papal. Em 1842 os jesuítas espanhóis que trabalhavam na Argentina, começaram a ter dificuldades com o ditador Rosas. Em 1845, expulsos da Argentina, abriram um colégio em Florianópolis, que prosperou rapidamente. Em 1847 abriram uma escola de latim em Porto Alegre. Em 1849 constituíram residência entre os índios Bugres, Coroados e Botocudos. Em 1858 começaram a chegar jesuítas alemães em S. Leopoldo e outras vilas do interior gaúcho. Também vieram alguns padres jesuítas italianos. Em 1862 chega outro grupo de padres italianos e alemães. Em 1865 funda-se de novo o colégio de Florianópolis, que, por diversas circunstâncias, não vingou. Os religiosos se retiraram, pouco a pouco, para Nova Trento, terra habitada por colonos italianos. Em 1867 funda-se o Colégio S. Francisco Xavier do Recife, fechado em 1873 por causa das perseguições da Maçonaria, pois os jesuítas apoiavam o bispo D. Vital, nas questões religiosas de então. Neste ínterim, o Pe. Razzini, considerado o restaurador da Companhia de Jesus no Brasil, vencendo todas as oposições, começa o Colégio S. Luiz, na cidade de Itú, onde se fixara o Pe. Campos Lara. A partir daí surgiram o colégio Anchieta (Nova Friburgo/RJ) e o Santo Inácio do Rio de Janeiro. Mais tarde a missão dos japoneses com seu Colégio S. Francisco Xavier e a dos russos e lituanos em S. Paulo. Desde 1894 fundara-se o Noviciado de Campanha em Minas. Ocupando o grande prédio do Colégio Anchieta, fundava-se ao mesmo tempo a Faculdade de Filosofia, mais tarde transferida para S. Paulo, Rio de Janeiro e ultimamente em Belo Horizonte (1981). Com a Missão Alemã no sul do Brasil surgiram diversos Colégios: Anchieta (1890) em Porto Alegre; Ginásio Gonzaga (1895) de Pelotas; Sagrado Coração de Jesus na cidade do Rio Grande. O Ginásio Catarinense (1906), tornou-se centro de ensino e cultura científica. Mais tarde ainda vieram os Colégios Medianeira em Curitiba, Santo Inácio em Salvador do Sul e o Ginásio de Itapiranga. Novas gerações de jesuítas são formadas na casa de formação de Pareci Novo e no Colégio Cristo Rei (S. Leopoldo), onde brilhou a santidade do Pe. João B. Réus. Merece especial atenção o apostolado social através de cooperativas, fundadas por toda parte, entre os colonos alemães. Em 1911 os jesuítas portugueses voltam ao território norte do Brasil, formando assim a Missão Portuguesa. Fundaram logo o Colégio Antônio Vieira (1911) em Salvador e o Instituto S. Luiz de Caiteté; o Colégio Nóbrega (1917) no Recife, que preparou a atual Universidade Católica de Pernambuco. Ao mesmo tempo fundavam-se Residências importantes em Belém do Pará e S. Luís do Maranhão. Para a formação de novos jesuítas construíram-se a Escola Apostólica e o Noviciado de Baturité no Ceará. Mais tarde fundou-se o Colégio Santo Inácio de Fortaleza. Salientemos ainda a tarefa da formação do Clero. Desde a fundação do Colégio Pio-Brasileiro em Roma (1934) para a formação de sacerdotes, os jesuítas do Brasil fornecem seus dirigentes, muitos professores e auxiliares. Neste século, fundaram-se Casas de Exercícios Espirituais, como a do Padre Anchieta no Rio; Vila Fátima, perto de Belo Horizonte; Vila Manresa (Porto Alegre); Morro das Pedras, perto de Florianópolis; S. José (Olinda); a de Baturité, no Ceará; a de Mar Grande na Bahia. Outras, são adaptações de antigas casas, como o Centro de Espiritualidade de Itaicí (SP) e o Centro de Espiritualidade Cristo Rei, em S. Leopoldo. Dois movimentos religiosos foram especialmente promovidos pelos jesuítas do Brasil: o Apostolado da Oração e a Congregação Mariana. Quanto à obra das missões indígenas, uma das primeiras preocupações foi restaurar as missões do Rio Grande do Sul (1848-52). Outra tentativa foi feita em Goiás com os índios Apinagés (1888-91) e no Mato Grosso (1923). Mas a empresa que vingou foi a Missão de Diamantino em Mato Grosso (1927), hoje Diocese. Trabalharam aí cerca de quarenta missionários, que conseguiram a pacificação paulatina de várias tribos. Distinguiu-se o Pe. João Bosco Penido Burnier, que sofreu o martírio em 1976. Outra missão, hoje também Diocese, foi a de Ponta de Pedras na ilha de Marajó, confiada aos jesuítas da Bahia. Os jesuítas se destacam também no apostolado intelectual, principalmente no ensino universitário. Diversas Universidades do país são dirigidas pelos jesuítas: a PUC (RJ), a UNISINOS (S. Leopoldo) e a UNICAP (Recife). Alguns jesuítas trabalham também em Universidades do Governo e em algumas Faculdades próprias ou de outras entidades. As três antigas Missões (Alemã, Italiana e Portuguesa) passaram a ser Vice-Províncias e posteriormente Províncias. Em 1952 os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás constituíram a Vice-Província Goiano-Mineira, confiada à Província espanhola de León. A Vice-Província do Norte tornou-se a Província do Nordeste, cedendo os estados da Bahia, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas à Província da Bahia, constituída em grande parte por jesuítas italianos da Província de Veneza. Por seu lado, a Província do Nordeste foi ajudada por jesuítas do Canadá francês. Em 1973, tornaram-se a reunir as duas Províncias Central e Vice-Província Goiano-Mineira, formando a Província Centro-Leste. A Missão de Diamantino, fundada pela Província Central foi atribuída à Província do Sul. Em 1995 foi criado o Distrito Missionário da Amazônia, desmembrando da Província da Bahia os estados do Amazonas, Pará, Roraima, Amapá e Acre. Em 1999 foi criada a Região do Mato Grosso, desmembrando da Província do Sul os estados do Mato Grosso e Rondônia. Atualmente os jesuítas no Brasil estão distribuídos em 4 Províncias, uma Região e um Distrito.

Fonte: http://www.jesuitas.com.br/Historia/brasil.htm

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Na Igreja das Origens

por José Raimundo de Melo, S.J.

OrigensComo a Igreja, também a liturgia tem uma sua história, que se foi formando e se desenvolvendo no decurso dos séculos cristãos. Trata-se de uma longa história, toda ela marcada por encarnações, adaptações, criatividades e inculturações, pois o cristianismo não nasceu já adaptado e assimilado aos diversos povos, mas teve necessidade de ir se encarnando nas várias culturas com as quais entrou em contato.

Desta forma, a Igreja, que vai surgir como um pequeno grupo em meio ao ambiente judaico, de início esteve profundamente marcada pelos modos e costumes próprios do judaísmo. E quando começa a se espalhar pelo mundo, por vezes sente necessidade de renunciar a alguns elementos judaizantes e, outras vezes, obedece ao imperativo de se adaptar aos costumes dos povos com quem se relacionou. Mas além de se adaptar aos povos, ela também teve que se adaptar às várias épocas culturais, aos vários séculos na evolução desses povos. Por ser a liturgia um dos aspectos mais exteriores e representativos da Igreja, capaz de apresentála como estandarte aos de fora (cf. SC 2), será ela a primeira a ter que realizar essa encarnação e adaptação na vida das gentes e nas várias épocas culturais.

A liturgia cristã que foi se estruturando na origem da Igreja e que conheceu inúmeras vicissitudes no decorrer dos anos, que a partir do Concílio de Trento e ao longo de quatro séculos se tornou rígida e intocável e que atualmente sente dificuldades de se encarnar nas culturas, sobretudo naquelas emergentes, como mesmo esta liturgia se formou e se organizou na Igreja? Responder a esta questão significa, de certa forma, ir colocando as bases de reflexão para um possível processo de inculturação da liturgia no hoje.

As práticas litúrgicas da Igreja das origens, como a celebração da eucaristia e os ritos sacramentais, a oração em comum e a pregação, estão ligados ao exemplo ou à recomendação de Jesus. Tais práticas, porém, não foram criadas por ele do nada, mas Jesus as tomou do culto hebraico de sua época. A Igreja apostólica segue nesta linha, e para as fórmulas não realizadas por Jesus, busca inspiração no culto dos hebreus. Já nas comunidades cristãs oriundas do paganismo, pouco a pouco vão entrar elementos provenientes inicialmente da cultura e mais tarde também da religião helênica e romana. É possível identificar a origem de muitas desses práticas. Vejamos a seguir que elementos na liturgia da Igreja provém do judaísmo, que outros provém do helenismo e o que nela é novo e original.

É de origem judaica, procedente do culto matutino da sinagoga, a Liturgia da Palavra composta por leituras, homilia e canto de salmos. Também a grande oração de Intercessão (ou Oração Universal) que precede a liturgia Eucarística, e que vem da oração judaica «dos 18 pedidos». O ciclo da semana de seis dias e a festa semanal, transferida logo cedo do sábado para o domingo. A festa de Páscoa e Pentecostes e ainda a idéia de santificação do curso anual do tempo e das estações com um série de festividades religiosas: o Ano Litúrgico. A oração da manhã e da tarde (depois chamadas de Laudes e Vésperas), as horas diurnas (Terça, Sexta e Nona), as orações noturnas e ainda a contagem do dia litúrgico de uma tarde a outra ou de véspera a véspera. Ainda o uso de salmos de louvor na oração da manhã e as exortações que antecedem algumas orações, como “Corações ao alto”, “Oremos”, “Demos graças ao Senhor nosso Deus”; as doxologias e o uso litúrgico do “Santo, santo, santo”, que é tirado de Is 6,3; aclamações litúrgicas como Amém, Aleluia, Hosana, E com o teu espírito. A oração paradigmática, que implora ajuda e salvação apelando aos grandes modelos (paradigmas) da História da Salvação. O importante gesto da imposição das mãos. E ainda as lavagens, as imersões e emersões, os “batismos”, que eram conhecidos tanto pelo AT, como pela comunidade de Qumrã. João Batista os utilizou, Jesus mesmo se deixou batizar e os cristãos o assumem "no nome do Senhor Jesus", para participar de sua morte e ressurreição.

De origem helênica, em especial das religiões mistéricas, proveio a idéia que levou ao estabelecimento do rito da Iniciação Cristã com seus exorcismos, unções, celebração na noite pascal e, com isso, o uso das vigílias. Também a disciplina do arcano (isto é, não revelar aos de fora da Igreja o conjunto dos seus ritos e fórmulas sagradas). O submeter as fórmulas de oração às leis retóricas da simetria e conclusão rítmica do período. Expressões litúrgicas do tipo: eucaristia, eulogia, hino, vigília, anamnese, epiclese, mistério, prefácio, cânon, exorcismo, advento, ágape, epifania, doxologia, aclamação, e a própria palavra liturgia.

Outras expressões como: Deo gratias, Kyrie eleison, Dignum et iustum est; e aquelas que reclamam a eternidade: em eterno, de eternidade em eternidade etc. Orações do tipo da ladainha e, de acordo com o exemplo judaico de rezar voltado para o templo de Jerusalém, o uso de rezar em direção ao Oriente e a conseqüente orientação das igrejas naquela direção.

Mas a Igreja apostólica, também cria formas novas de expressão: o batismo “no nome de Jesus”; a fração do Pão ou Ceia do Senhor, o memorial de sua morte; a imposição das mãos, mas com o sentido de conferir o Espírito, junto ao poder de presidir a comunidade eclesial; a unção dos enfermos.

Em resumo, na formação das primitivas expressões litúrgicas cristãs serviram como modelo, tipo e ponto de partida formas religiosas, rituais e culturais encontradas tanto no judaísmo, como no helenismo. Mas encontramos também formas novas, próprias dos cristãos. Por outro lado, algumas práticas do Antigo Testamento são abolidas, como o templo e os sacrifícios, o sábado, a circuncisão e muitas cerimônias. Assim pode-se dizer que a novidade do culto cristão não está na forma, mas no conteúdo. Muitas vezes conservando formas já existentes, os cristãos vão reinterpretálas, dando-lhes um novo sentido. Este conteúdo, este significado diferente, encerra a novidade cristã. Jesus e cristãos tomando elementos do rito judaico e colocando-os para a comunidade cristã de “forma nova”, realizam uma verdadeira inculturação.

Ora, assim como a liturgia cristã se formou a partir de contribuições provenientes de tantas regiões, povos e épocas diversas e não passa pela cabeça de nenhum de nós a idéia de que os primeiros cristãos, acolhendo elementos já existentes ou realizando a adaptação do rito à cultura, foram infiéis ou irresponsáveis frente à Igreja que lhes foi confiada pelo Senhor, da mesma forma os cristão hoje, edificados por tão belos exemplos, podem a justo modo, após examinarem diligentemente e com prudência as várias situações e respeitando a “substancial unidade do rito romano” (cf. SC 38), proceder a uma profunda e frutuosa adaptação do rito às culturas e índole dos vários povos. E isso se faz tanto mais exigente quanto sabemos ser verdadeiro direito de toda Igreja local exprimir o culto cristão mediante formas culturais próprias. A liturgia é sempre ligada à expressão de uma Igreja local. Cada forma litúrgica é ligada a uma certa cultura, a um contexto cultural, e dentro deste contexto deve se exprimir. O desenvolvimento da forma litúrgica tem um valor relativo porque este desenvolvimento é contingente. Não se pode valorizar como imutável, definitivo, o que é simples resultante de um desenvolvimento.

Como “a liturgia consta de uma parte imutável, divinamente instituída, e de partes susceptíveis de mudança” (SC 21), trata-se de determinar aquilo que no rito romano constitui sua unidade substancial (e, portanto, não pode ser mudado) e aquilo que, por natureza, é passível de modificações, para atuarmos o necessário processo da inculturação litúrgica. Procedendo assim estaremos simplesmente sendo fiéis não só à inteira história da Igreja como, em especial, às exigências de inculturação já previstas pela reforma litúrgica do Vaticano II e resumidas nos artigos 37-40 da Constituição Sacrosanctum Concilium.

JOSÉ RAIMUNDO DE MELO, é padre jesuíta, baiano, Doutor em Liturgia pelo Instituto Santo Anselmo, de Roma

Fonte: http://www.jesuitas.org.br/liturgia/origens.htm

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