terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Abaixo o Papai Noel!!!

Desde o primeiro momento que vi a notícia apoiei a idéia... Muito interessante, apóie você também!!! Abaixo o Papai Noel!!! Viva São Nicolau, amigo das crianças e das pessoas carentes!!!!

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Cidade alemã 'proíbe Papai Noel'
Marcio Damasceno
De Berlim para a BBC Brasil

Uma pequena cidade no sul da Alemanha decidiu banir o Papai Noel da paisagem na
talina. A câmara municipal de Fluorn-Winzeln, lugarejo com pouco mais de 3 mil habitantes localizado às margens da Floresta Negra, declarou a re
gião uma "zona livre de Papai Noel".

De acordo com o prefeito local, Bernhard Tjaden, o objetivo é preservar as tradições do Natal, segundo ele freqüentemente esquecidas nessa época do ano em favor do consumismo.

Cidade da Alemanha decide criar
uma "zona livre de Papai Noel"


A idéia é incentivar os cidadãos a substituir o "bom velhinho" pela figura histórica de São Nicolau.

"O Papai Noel é um personagem artificial" argumenta Tjaden. "Ele não lembra em nada São Nicolau, que ajudava pessoas carentes e era um amigo das crianças", explica.

Campanha

As escolas e os comerciantes da região aderiram ao apelo, retirando as decorações com Papai Noel das vitrines e colando adesivos com um sinal de "proibido" em seus estabelecimentos.

Cartazes com o rosto do personagem atravessado por uma faixa vermelha adornam não só o interior de lojas e repartições públicas, mas os avisos, que se pa
recem com uma placa de trânsito, foram pendurados também na fachada do prédio da prefeitura e até junto à sinalização que marca as entradas do município.

Nas salas de aulas, professores ensinam às crianças o significado do Natal e contam histórias de São Nicolau, bispo de Mira no século IV, que serviu de inspiração para o ícone natalino.

Os alunos são orientados a diferenciar o "original" da "cópia" e desenhos no quadro negro mostram as diferenças entre os trajes de ambos, destacando a mitra episcopal no lugar do gorro vermelho e o cajado substituindo o saco de presentes.





O objetivo é prestigiar as tradições
natalinas do país e São Nicolau



A campanha "Zona livre de Papai Noel" foi criada por uma entidade assistencial ligada Confederação dos Bispos da Alemanha para resgatar São Nicolau como símbolo original das festas natalinas e combater o "consumismo" nas festas de fim de ano.

A renda obtida na venda de cartazes, adesivos e outros produtos será destinada à entidades que prestam ajuda a crianças com doenças terminais. Esta é a primeira vez que a idéia é apoiada oficialmente pela administração de um município.

Veja mais fotos em:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/album/bbc/081222natal_album.jhtm

Fonte: BBC Brasil.com
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sermão da Primeira Dominga do Advento (1650) - parte II(b)

Sermão da Primeira Dominga do Advento (1650)
1 - Parte I
2 - Parte II (a)

(continuação da parte II)

Que maior vingança da fortuna que as mudanças tão notáveis, que se verão naquele dia! Virão naquele dia as almas do grande e do pequeno buscar seus corpos à sepultura, e talvez à mesma Igreja: e que sucederá pela maior parte? O pequeno achará seus ossos em um adro sem pedra nem letreiro, e ressuscitará tão ilustre como as estrelas. O grande, pelo contrário, achará seu corpo embalsamado em caixas de pórfiro, aos ombros de leões, ou elefantes de mármore, com soberbos e magníficos epitáfios, e ressuscitará mais vil que a mesma vileza. Oh que metamorfose tão triste, mas que verdadeira! Vede se há-de dar Deus boa satisfação aos homens da desigualdade com que hoje nascem. O ser bem nascido, que é uma vaidade que se acaba com a vida, é verdade que o não pôs Deus na nossa mão; mas o ser bem ressuscitado, que é aquela nobreza que há-de durar por toda a eternidade, essa deixou Deus no alvedrio de cada um. No nascimento somos filhos de nossos pais, na ressurreição seremos filhos de nossas obras. E que seja mal ressuscitado por culpa sua quem foi bem nascido sem merecimento seu! Lástima grande. Ressuscitar bem sobre haver nascido mal, é emendar a fortuna; ressuscitar mal sobre haver nascido bem, é pior que degenerar da natureza. Que ressuscite bem David sobre nascer de Jessé, grande glória do filho de um pastor; mas que ressuscite mal Absalão sobre nascer de David, grande afronta do filho de um rei! Se os homens se prezam tanto de ser bem nascidos, como fazem tão pouco caso de ser bem ressuscitados? Nenhuma cousa trazem na boca os grandes mais ordinàriamente, que as obrigações com que nasceram. E aposto eu que mui poucos sabem quais são estas obrígações. Nascer bem é obrigacão de ressuscitar melhor. Estas são as obrigações com que nascestes.

O mais bem nascido homem que houve, nem pode haver, foi Cristo; ninguém teve melhor pai, nem melhor mãe; e foi notar Santo Agostinho que, se Cristo nasceu bem, ressuscitou melhor: Gloriosior est ista ,nativitas, quam illa: illa cortus mortale genuit, ista redidit immortale. Cristo, diz Santo Agostinho, «nasceu mais nobremente no segundo nascimento que no primeiro: no primeiro nascimento nasceu mortal e passível; no segundo, que foi a sua ressurreição, nasceu impassível e imortal» Eis aqui as obrigações dos bem nascidos—nascerem a segunda vez melhor do que nasceram a primeira. Se Deus pusera na mão do homem o nascer, quem houvera, por bom que fosse, que não se fizesse muito melhor? Pois este é o caso em que estamos. Se havemos de tornar a nascer, porque não trabalharemos muito por nascer muito honradamente? Não nascer honrado no primeiro nascimento, tem a desculpa de que «Deus nos fez» Ipse fecit nos, Não nascer honrado no segundo, nenhuma desculpa tem: tem a glória de sermos nós os que nos fizemos: Ipsi nos. Que glória será naquele dia para um homem poder tomar para si em melhor sentido o elogio do grande Baptista: Inter natos mulierum non surrexit major:«Entre os nascidos das mulheres nenhum ressuscitou maior». Ser o maior dos nascidos, em quanto nascido, é pequeno louvor e de pouca dura; ser o maior dos nascidos, em quanto ressuscitado, isso éverdadeiramente o ser maior. Na nossa mão está, se o quisermos ser. Nesta vida o mais venturoso pode nascer filho do rei; na outra vida todos os que quiserem podem nascer filhos do mesmo Deus: Dedit eis potestatem filios Dei fieri. E que não sejam isto considerações, senão verdade e Fé católica! Bendito seja aquele Senhor, que é nossa ressurreição e nossa vida: Ego sum resurrectio et vita.


(continua)

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sábado, 20 de dezembro de 2008

Sermão da Primeira Dominga do Advento (1650) - parte II(a)

Sermão da Primeira Dominga do Advento (1650)
1 - Parte I

II

Grandes cousas e lastimosamente grandes haverá que ver e considerar naquele acto da ressurreição universal! Mas entre todas as considerações a que me parece mais própria deste lugar e mais digna de sentimento, é esta. E quanta gente bem nascida se verá naquele dia mal ressuscitada! Entre a ressurreição natural e a sobrenatural há uma grande diferença: que na ressurreição natural cada um ressuscita como nasce; na ressurreição sobrenatural, cada um ressuscita como vive; na ressurreição natural nasce Pedro e ressuscita Pedro; na ressurreição sobrenatural nasce pescador, e ressuscita príncipe: Sedebitis in regeneratione judicantes duodecim tribus Israel. Oh que grande consolação esta para aqueles a quem não alcançou a fortuna dos altos nascimentos! Bem me parecia a mim que não podia faltar Deus a dar uma grande satisfação no dia do juízo à desigualdade com que nascem os homens, sendo todos da mesma natureza. Não se faz agravo na desigualdade do nascer, a quem se deu a eleição de ressuscitar. A ressurreição é um segundo nascimento com alvedrio.

Tanta propriedade considerou Job neste segundo nascimento, que até outro pai, outra mãe disse que tínhamos na sepultura: Putredini dixi: pater meus es tu; mater mea et soror mea, vermibus. Temos outro pai e outra mãe na sepultura em que jazem nossos ossos, porque ali somos outra vez gerados, de ali saímos outra vez nascidos. Notai agora: Statutum est hominibus semel mori: «Quis Deus que morrêssemos uma só vez», e que nascêssemos duas, porque, como o morrer bem dependia de nosso alvedrio, bastava uma só morte; mas como o nascer bem não estava na nossa mão, eram necessários dois nascimentos, para que pudéssemos emendar no segundo tudo o que nos faltasse no primeiro. Bem pudera Deus fazer que nascessem os homens todos iguais, mas ordenou sua providência, que houvesse no Mundo esta mal sofrida desigualdade, para que a mesma dor do primeiro nascimento nos excitasse à melhoria do segundo.

Homens humildes e desprezados do povo, boa nova! Se a natureza ou a fortuna foi escassa convosco no nascimento, sabei que ainda haveis de nascer outra vez, e tão honradamente como quiserdes; então emendareis a natureza, então vos vingareis da fortuna.

(continua)
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domingo, 14 de dezembro de 2008

Está provado: O aniversário de Jesus é mesmo no dia 25 de Dezembro...

E, para os apressadinhos em julgar, isso não é "coisa" da Igreja Católica, não! A informação foi provada por cálculos feitos a partir de descobertas sobre estudos dos manuscritos de Qumram, analisados por um professor JUDEU da Universidade de Jerusalém...

E o mais incível: sabe-se disso há pelo menos CINCO ANOS... E ninguém fala sobre isso por aqui...

A notícia foi escrita pelo renomadíssimo jornalista italiano Vittorio Messori e publicada na edição de 09/07/2003 do Jornal Corriere della Sera.

Você pode ler direto da fonte:

http://archiviostorico.corriere.it/2003/luglio/09/Gesu_nacque_davvero_quel_dicembre_co_0_030709004.shtml


Segue abaixo uma tradução integral feita por João Bianchi:

Jesus nasceu verdadeiramente em 25 de Dezembro. A data de 25 de Dezembro não é apenas um símbolo. Rolos de Qumram confirmam sua exactidão. Professor da universidade hebraica de Jerusalém elimina todas as dúvidas sobre um enigma milenar. Vittorio Messori Quando todos estão fora, quando as cidades estão vazias, a quem - e onde - enviar cartões postais e presentes com fitas e flocos de neve? Não são os próprios bispos que esbravejam contra essa espécie de orgia de consumo a que estão reduzidos os nossos natais? Então, enganemos os bobos e coloquemos tudo a 15 de Agosto...

A coisa não parece impossível. Com efeito, não foi a necessidade histórica, mas a Igreja que escolheu o 25 de Dezembro para contrastar com as festas pagãs e substitui-las nos dias do solstício de Inverno: o nascimento de Cristo no lugar do renascer do Sol invicto.

Inicialmente, portanto, foi uma decisão pastoral que pode ser mudada conforme as necessidades. Uma provocação, evidentemente, que entretanto se baseava no que é (ou melhor, era) pacificamente admitido por todos os estudiosos: a festa litúrgica do Natal seria uma escolha arbitrária, sem ligação com a data do nascimento de Jesus, que ninguém está em condições de determinar. Pois bem, parece que justamente os especialistas se enganaram; e eu, obviamente, com eles.

Na realidade, hoje, graças notadamente aos documentos de Qumram, estamos em condições de estabelecer com precisão: Jesus nasceu mesmo num 25 de Dezembro.

Uma descoberta extraordinária a tomar a sério e que não pode ser suspeita de fins apologéticos cristãos, já que a devemos a um professor judeu da Universidade de Jerusalém.

Tratemos de compreender o mecanismo, que é complexo mas fascinante. Se Jesus nasceu num 25 de Dezembro, a concepção virginal deu-se obviamente nove meses antes. E, com efeito, os calendários cristãos situam a 25 de Março a anunciação do anjo Gabriel a Maria. Mas sabemos pelo próprio Evangelho de São Lucas que exactamente seis meses antes tinha sido concebido por Isabel o Precursor, João, que será chamado o Batista. A Igreja católica não tem uma festa litúrgica para tal concepção, enquanto as antigas Igrejas do Oriente a celebram entre 23 e 25 de Setembro. Ou seja, seis meses antes da Anunciação a Maria. Uma sucessão lógica de datas, mas com base em tradições inverificáveis e não em eventos localizáveis no tempo. Assim pensavam todos, até tempos recentíssimos. Na realidade, parece que não é assim.

Com efeito, é justamente da concepção de João que devemos partir. O Evangelho de Lucas abre-se com a história do casal de anciãos, Zacarias e Isabel, já resignada à esterilidade, uma das piores desgraças em Israel. Zacarias pertencia à casta sacerdotal e, um dia em que estava a serviço no templo de Jerusalém, teve a visão de Gabriel (o mesmo anjo que seis meses depois se apresentará a Maria, em Nazareth) que lhe anunciava que, apesar da idade avançada, ele e sua mulher haveriam de ter um filho. Deveriam chamá-lo João e seria "grande diante do Senhor".

Lucas teve o cuidado de precisar que Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e que quando teve a aparição "oficiava no turno da sua classe". De fato, aqueles que no antigo Israel pertenciam à casta sacerdotal estavam divididos em 24 classes que, revezando-se em ordem imutável, deviam prestar serviço litúrgico ao templo durante uma semana, duas vezes por ano. Sabíamos que o clã de Zacarias, o de Abias, era o oitavo, no elenco oficial. Mas, quando caíam os seus turnos de serviço? Ninguém sabia.

Pois bem, utilizando pesquisas desenvolvidas por outros especialistas e trabalhando sobretudo em textos encontrados na biblioteca dos Essênios de Qumram, o enigma foi revelado pelo professor Shemarjahu Talmon, o qual, como se disse, ensina na Universidade hebraica de Jerusalém. Ou seja, o estudioso conseguiu precisar em que ordem cronológica se sucediam as 24 classes sacerdotais. A de Abias prestava serviço litúrgico no templo duas vezes por ano, como as outras, e uma dessas vezes era na última semana de Setembro. Portanto, era verosímil a tradição cristã oriental que situa entre 23 e 25 de Setembro o anúncio a Zacarias. Mas tal verosimilhança aproxima-se da certeza porque, estimulados pela descoberta do professor Talmon, os estudiosos reconstruíram o fio daquela tradição, chegando à conclusão que ela provinha directamente da Igreja primitiva judeu-cristã de Jerusalém. Memória tão antiga quanto tenaz essa das Igrejas do Oriente, como confirmam muitos casos.

Assim, aquilo que parecia mítico assume de repente uma nova verosimilhança. Uma cadeia de eventos que se estende ao longo de 15 meses: em Setembro, o anúncio a Zacarias e no dia seguinte a concepção de João; em Março, seis meses mais tarde, o anúncio a Maria. Com este último evento chegamos justamente ao 25 de Dezembro, dia que, portanto, não foi fixado ao acaso.

Sim senhor, parece impossível propor o Natal para 15 de Agosto. Farei portanto uma penitência, mas, em vez de humilhado, emocionado: depois de tantos séculos de pesquisa obstinada, os Evangelhos não cessam de reservar surpresas. Detalhes aparentemente inúteis (que importava se Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias? Nenhum exegeta lhe prestava atenção) mostram de repente a sua razão de ser, o seu carácter de sinal de uma verdade escondida mas precisa. Apesar de tudo, a aventura cristã continua.


João Bianchi

Fonte: http://porquenaodizem.blogspot.com/2008/03/acredite-jesus-nasceu-mesmo-em-2512.html
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Festa de Nossa Senhora de Guadalupe

Festa de Nossa Senhora de Guadalupe

12 do dezembro

Um sábado de 1531 a princípios de dezembro, um índio chamado Juan Diego, ia muito de madrugada do povo em que residia à cidade do México a assistir a suas aulas de catecismo e para ouvir a Santa Missa. Ao chegar junto à colina chamada Tepeyac amanhecia e escutou uma voz que o chamava por seu nome.

Ele subiu ao cume e viu uma Senhora de sobre-humana beleza, cujo vestido era brilhante como o sol, a qual com palavras muito amáveis e atentas lhe disse: "Juanito: o menor de meus filhos, eu sou a sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus, por quem se vive. Desejo vivamente que me construa aqui um templo, para nele mostrar e prodigalizar todo meu amor, compaixão, auxílio e defesa a todos os moradores desta terra e a todos os que me invoquem e em Mim confiem. Vá ao Senhor Bispo e lhe diga que desejo um templo neste plano. Anda e ponha nisso todo seu esforço".

Retornou a seu povo Juan Diego se encontrou de novo com a Virgem Maria e lhe explicou o ocorrido. A Virgem lhe pediu que ao dia seguinte fora novamente falar com o bispo e lhe repetisse a mensagem. Esta vez o bispo, logo depois de ouvir Juan Diego disse que devia ir e lhe dizer à Senhora que lhe desse alguma sinal que provasse que era a Mãe de Deus e que era sua vontade que lhe construíra um templo.

De volta, Juan Diego achou Maria e lhe narrou os fatos. A Virgem lhe mandou que voltasse para dia seguinte ao mesmo lugar, pois ali lhe daria o sinal. Ao dia seguinte Juan Diego não pôde voltar para colina, pois seu tio Juan Bernardino estava muito doente. A madrugada de 12 de dezembro Juan Diego partiu a toda pressa para conseguir um sacerdote a seu tio, pois se estava morrendo. Ao chegar ao lugar por onde devia encontrar-se com a Senhora preferiu tomar outro caminho para evitá-la. de repente Maria saiu a seu encontro e lhe perguntou aonde ia. O índio envergonhado lhe explicou o que ocorria. A Virgem disse a Juan Diego que não se preocupasse, que seu tio não morreria e que já estava são. Então o índio lhe pediu o sinal que devia levar a bispo. Maria lhe disse que subisse ao cume da colina onde achou rosas de Castela frescas e colocando-as no poncho, cortou quantas pôde e as levou a bispo.

Uma vez diante de Dom Zumárraga Juan Diego desdobrou sua manta, caíram ao chão as rosas e no poncho estava pintada com o que hoje se conhece como a imagem da Virgem de Guadalupe. Vendo isto, o bispo levou a imagem Santa à Igreja Maior e edificou uma ermida no lugar que tinha famoso o índio.

Pio X a proclamou como "Padroeira de toda a América Latina", Pio XI de todas as "Américas", Pio XII a chamou "Imperatriz das Américas" e João XXIII "A Missionária Celeste do Novo Mundo" e "a Mãe das Américas".

A imagem da Virgem de Guadalupe se venera no México com maior devoção, e os milagres obtidos pelos que rezam à Virgem de Guadalupe são extraordinários.

Fonte: http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=353

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Um interessante artigo sobre as análises científicas feitas sobre a imagem de Guadalupe pode ser encontrado em:

Centro Latino-americano de Parapsicologia

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Ateísmo militante anti-cristão e Comunismo

Estive conversando com um colega de trabalho sobre o cristianismo da Rússia comunista e acabei me interessando pelo assunto... Abaixo um texto que encontrei com trechos de pensamentos de Karl Marx, Lenin e Lunaicharsky sobre o cristianismo. E depois depoimentos um cristão da época e um trecho do livro do Dinesh D'Souza (que já tive contato - com o livro - através de um amigo).
Boa leitura.
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Ateísmo militante anti-cristão e Comunismo

"O homem faz a religião, a religião não faz o homem… A religião é o suspiro da criatura atormentada, o sentimento de um mundo sem coração, como o é o espírito de estados fora do tempo. Ela é o ópio do povo." (Karl Marx, em "Manifesto Comunista")

"É preciso combater a religião, eis o ABC do comunismo." (Vladimir Lenin, marxista revolucionário russo)

"Detrás de cada imagem de Cristo só se vê o gesto brutal do capital." (Vladimir Lenin)

"Deus é uma mentira." (Vladimir Lenin)

"O homem que se ocupa em louvar a Deus se suja na sua própria saliva." (Vladimir Lenin)

"Deus é o inimigo pessoal da sociedade comunista." (Vladimir Lenin, carta a Gorki)

"Nós odiamos o cristianismo e os cristãos." (Anatoly Lunatcharsky, marxista revolucionário russo)

"Nosso programa inclui necessariamente a propaganda do ateísmo" (Vladimir Lenin)

"Um marxista deve ser um materialista, ou seja, um inimigo da religião, mas numa dialética materialista, ou seja, uma que trata da luta contra a religião não de uma forma abstrata, […] mas de uma forma concreta, com base na luta de classes que se está a se passar na prática e na educação das massas de uma forma melhor e maior do que qualquer outra coisa poderia fazer." (Vladimir Lenin)

"No momento oportuno nós nos atracaremos com o senhor Deus. E o aniquilaremos, lá nos seus altos céus." (Grigory Zinoviev, revolucionário comunista soviético)

Richard Wurmbrand, cristão torturado em prisões comunistas por razão de sua fé, afirma:

"A crueldade do ateísmo é difícil de aceitar para quem não crê na recompensa do bem ou na punição do mal. Não há razão para sermos humanos. Não há impedimento para a profundidade do mal no ser humano. Os torturadores comunistas diziam muitas vezes: 'Deus não existe, não existe além, não existe punição para o mal. Podemos fazer o que quisermos'. Ouvi um torturador chegar a dizer: 'Agradeço a Deus, em quem não creio, por poder viver até essa hora em que posso expressar todo o mal que há em meu coração' Ele expressava isso com brutalidade e tortura inacreditáveis infligidas aos prisioneiros."

***

"A União Soviética foi o primeiro estado a ter como objetivo ideológico a eliminação da religião. Para alcançar esse fim, o regime comunista confiscou propriedades da Igreja, ridicularizou a religião, prendeu fiéis, e propagandeou o ateísmo nas escolas… O principal alvo da campanha anti-religiosa nos anos 1920 e 1930 era a Igreja Ortodoxa Russa, que tinha o maior número de fiéis. Quase todo o seu clero, e muitos de seus fiéis, foram enviados para campos de concentração… Por volta de 1939, cerca de 500 das 50 mil igrejas permaneciam abertas" (Anti-Religious Campaigns).

"Por quase 70 anos o Partido Comunista tentou erradicar o cristianismo da Rússia. Lavagem cerebral, propaganda, infiltração na Igreja, prisões, torturas, campos de concentração e execuções falharam em destruir a fé do povo em Deus… Durante os anos 1980, 224 milhões de cristãos viviam sob severa perseguição estatal, com outros 70 milhões vivendo em igrejas 'undeground'" (Communist Liberation: Myth & Reality) [ fonte ].


***

"De acordo com nossas investigações com a House Church Christians, até agora existem 23,686 pessoas que foram presas por atividades religiosas, 4,014 pessoas sentenciadas a reeducação, 129 pessoas mortas, 208 mutiladas, 997 sob vigilância…."



"Foi coletada evidência sobre 100 métodos de torturas aplicados sobre praticantes da Falun Gong nos campos de trabalho forçado da China, nos centros de detenção, nos hospitais de saúde mental. O objetivo é erradicar a Falun Gong coagindo seus praticantes a abandonarem sua fé ou fisicamente eliminando-os caso se recusem…" [ fonte ]



"Os cambojanos foram assassinados sob o regime do Khmer Vermelho de Pol Pot. As vítimas incluem 10 mil dos 12 mil cristãs, que morreram nos "campos de morte" de Pol Pot na segunda metade dos anos 1970." [ fonte ]

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Meses atrás eu publiquei isto:

"[…] Antonio Gramsci e Georg Lukács concluíram que teria sido a cultura ocidental que "alienara os proletários e os prevenia de lutarem contra os interesses das outras classes". A Rússia não era "ocidental" o suficiente e, na conclusão deles, por isso a revolução tinha dado certo lá.

A cultura ocidental é sustentada em 3 colunas: o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã.

Para implantar o socialismo no Ocidente, eles concluíram que era preciso acabar com a moral judaico-cristã. Por isso é que o novo marxismo, o marxismo cultural, tem como objetivo destruir a moral judaico-cristã. [+][…]"

O moralismo judaico-cristão é ensinado e perpetuado principalmente através do Cristianismo. É por causa disto que esta é a religião mais atacada, e não é mera coincidência que seja o foco da crítica de todos os ateus militantes modernos.

Critique os valores do Cristianismo, difame a Bíblia Sagrada, ridicularize os cristãos, divulgue as idéias ateístas anti-teístas, milite em favor desta causa, e você estará ajudando a destruir a prosperidade alcançada pelos dois milênios da civilização ocidental. Você estará ajudando o Comunismo. Você será cúmplice moral de perseguições, de intolerância e de massacre de milhões de cristãos. Você estará praticando o mal. Eu já cometi todos esses erros e me envergonho disso.

"Sejam quais forem as causas pelas quais os regimes ateístas fizeram o que eles fizeram, o fato indisputável é que todas as religiões do mundo colocadas juntas não provocaram em três mil anos nada próximo do número de pessoas mortas em nome do ateísmo nas poucas décadas passadas. É hora de abandonar o mantra ingênuo e repetido de que a crença religiosa têm sido a fonte principal do conflito e da violência humanas. O ateísmo, e não a religião, é responsável pelos piores assassinatos em massa da História." (Dinesh D'Souza, em "A verdade sobre o Cristianismo")


Fonte: http://www.sentinelas.org/reinada/?p=781
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sermão da Primeira Dominga do Advento (1650) - parte I

Em clima de advento vou postar neste mês uma série com o sermão do P. Antônio Vieira no 1° Domingo do Advento do longínguo ano de 1650. =D Mas que é muito válido ainda nos tempos atuais... Provavelmente esta série será dividida em 8 partes e, como de costume postarei a referência apenas no fim.
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PADRE ANTÓNIO VIEIRA
Texto-fonte:
Obras Escolhidas, vol. XII,
Livraria Sá da Costa, Lisboa, 1954.
Edição eletrônica:
Lucimeri Probst
Pregado na Capela Real, no ano de 1650

Tunc videbunt filium hominis venientem
in nubibus coeli cum potestate magna et
majestate.—S.Lucas, XXI.

I

Abrasado finalmente o Mundo e reduzido a um mar de cinzas tudo o que o esquecimento deste dia edificou sobre a terra... (Dou princípio a este sermão sem princípio, porque já disse Quintiliano que as grandes ações não hão mister exórdio: elas per si mesmas, ou supõem a atencão ou conciliam. Também passo em silêncio a narração portentosa dos sinais que precederão ao juízo, porque esta parte do Evangelho pertence aos que hão-de ser vivos naquele tempo, e não a nós; e o dia de hoje é muito de tratar cada um só do que Ihe pertence). Abrasado, pois, o Moundo, e consumido pela violência do fogo o que a sabedoria dos homens e o esquecimento deste dia levantou e edificou na terra; quando já não se verão nesse formoso e dilatado mapa senão umas poucas cinzas, relíquias de sua grandeza e desengano de nossa vaidade, «soará no ar uma trombeta» espantosa, não metafórica, mas verdadeira (que isso quer dizer a repetição de São Paulo: Canet enim tuba; e obedecendo aos impérios daquela voz o Céu, o Inferno, o Purgatório o Limbo, o mar, a terra, abrir-se-ão em um momento as sepulturas e aparecerão no Mundo os mortos vivos.

Parece-vos muito, que a voz de uma trombeta haja de achar obediência nos mortos? Ora reparai em outro milagre maior, e não vos parecerá grande este. Entrai pelos desertos do Egipto, da Tebaida da Palestina; penetrai o mais interior e retirado daquelas soledades. Que é o que vedes? Naquela cova vereis metido um Hilarião, naquela outra um Macário, na outra mais apartada um Pacómio; aqui um Paulo, ali um Jerónimo, acolá um Arsénio; da outra parte, uma Maria Egipcíaca, uma Thais, uma Pelágia, uma Teodora. Homens, mulheres, que é isto ? Quem vos trouxe a esse estado ? Quem vos antecipou a morte? Quem vos amortalhou nesses cilícios? Quem vos enterrou em vida? Quem vos meteu nessas sepulturas? Quem? Responderá por todos São Jerónimo: Semper mihi videtur insonare tuba illa terribilis: surgite mortui, venite ad judicim. Sabeis quem nos vestiu destas mortalhas, sabeis quem nos fechou nestas sepulturas?__«A lembrança daquela trombeta temerosa que há-de soar no último dia: levantai-vos, mortos, e vinde a juizo». Pois se a voz desta trombeta só imaginada, (pesai bem a consequência) se a voz desta trombeta só imaginada, bastou para enterrar os vivos, que muito que, quando soar verdadeiramente, seja poderosa para desenterrar os mortos?

O meu espanto não é este. O que me espanta, e o que deve assombrar a todos, é que haja de bastar esta trombeta para ressuscitar os mortos, e que não baste para espertar os mortais! Credes, mortais, que há-de haver juízo? Uma de duas é certa: ou o não credes, ou o não tendes. Virá o dia final, e então sentirá nossa insensibilidade sem remédio o que agora pudera ser com proveito. Quanto melhor fora chorar agora e arrepender agora, como faziam aqueles e aquelas penitentes do ermo, do que chorar e arrepender depois, quando para as lágrimas não há-de haver misericórdia, nem para os arrependimentos perdão. Agora vivemos como queremos; e ainda mal, porque depois havemos de ressuscitar como não quiséramos.

(continua)
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

"Em todas as tuas obras, lembra-te dos teus novíssimos, e jamais pecarás" (Ecl. 7, 40)

Há algum tempo atrás conversei com alguns amigos sobre a questão do céu, purgatório e inferno. Uma dessas pessoas (de tendência à seita dos adventistas) duvidava da existência dos mesmos. Gostaria de ressaltar que esta postagem foi motivada por um email que recebi de um amigo, comentando a cerca da história da Igreja. A mensagem continha a seguinte afirmação dita por alguém: "a Igreja de antigamente pregava ameaçando o inferno às pessoas. E elas se convertiam por medo".

Então, resolvi pesquisar melhor e ver o que a Igreja afirma sobre esses assuntos, pois pelo que aprendi (nos estudos e diálogos dos últimos anos) apenas a Igreja Católica tem autoridade para falar acerca de Deus e da Verdade sem cair em erro. Autoridade esta dada pelo próprio Jesus Cristo (Mt16,18-19).

No catecismo da Igreja Católica mais precisamente na parte que fala sobre a vida eterna. Está expresso claramente a existência de: juízo particular, Céu, Inferno, Purgatório e juízo final (universal). Recomendo a leitura...

Se formos observar a História veremos uma mudança de postura dos filhos da Igreja (note-se que não falo propriamente da Santa Igreja mas daqueles que compõem seu corpo visível - padres, leigos...). De forma geral, antigamente dava-se mais ênfase ao Inferno e agora prega-se mais sobre o Céu (é óbvio que há exceções por isso o "de forma geral"). Entretanto, acredito que nenhuma das duas opçoes é suficiente, devemos falar sempre sobre Céu e Inferno (de forma equilibrada) visto que os dois podem ser considerados consequência de uma realidade terrestre.

Através dos exercícios espirituais de Sto Inácio percebemos a importância de combater o pecado que está presente em todos (nós mesmos, nos outros, nos grupos em que convivemos, na sociedade...), aprendemos a contemplar toda a vida de Cristo e a desejar vivenciá-la. Podemos dizer que no processo dos exercícios sofremos com Cristo a sua Paixão e morte. Mas não acaba aí... posto que Ele ressuscita. Então, os mesmos exercícios também nos ajudam a viver a experiência ressurreição de Cristo e a experimentar (através de nossas ações e da Igreja) o paraíso.

Então, julgo importante falar sobre o inferno à medida que ele é oposto ao Céu, ou melhor, é importante falar sobre aquilo que te leva ao inferno como sendo aquilo que te afasta de Deus (que é a pura realidade). Pois o Céu é o estar eternamente com Deus e o Inferno é "a eterna separação de Deus, o único em quem o homem encontra a vida e a felicidade para que foi criado, e a que aspira" - CIC Compendio n. 212).

um forte abraço.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Nota da CNBB - Dia Mundial de Combate a AIDS

em 01/12/2008 15:09:15 (175 leituras)

Ao transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, em outubro de 1987, a Assembléia Mundial de Saúde, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU, denunciou a epidemia da AIDS como um dos maiores desafios já vividos pela medicina. Na recente história, não existe uma outra doença que possa ser comparada à infecção do HIV, diante das repercussões que esta tem determinado sobre as relações humanas e com as instituições sociais.

Todos somos convocados, especialmente neste dia, a refletir sobre a solidariedade que se deve prestar aos milhões de irmãos e irmãs infectados pelo vírus da AIDS, cuja dor e sofimento aumentam ainda mais com o preconceito e a discriminação de que são vítimas. Neste sentido, reconhecemos e aplaudimos os que, movidos pela compaixão do Bom Samaritano, se colocam ao lado dos que têm HIV/AIDS, renovando-lhes o sentido da vida, cumprindo o que disse Jesus: "Eu estava doente, e cuidastes de mim" (Mt 25,36). Graças ao seu gesto fraterno é que muitos dos infectados têm dado testemunho de superação, recuperando a alegria e a esperança de viver.

A Igreja, sobretudo através da Pastoral da AIDS, assumindo o serviço de prevenção de HIV e da assistência a soros-positivos, sem preconceitos, acolhe, acompanha e defende o direito à assistência médica e gratuita das pessoas que foram infectadas pelo vírus da AIDS. A CNBB afirmou no Documento 87: "A assistência às pessoas que vivem e convivem com HIV/AIDS precisa ser marcada pelo acolhimento sem preconceito e discriminação, bem como pela defesa dos direitos das pessoas infectadas. A prevenção, baseada em critérios éticos e cristãos, deve implementar a informação, promover a educação e levar a assumir atitudes responsáveis diante da epidemia" (DGAE n. 144).

É urgente, portanto, apoiar e desenvolver campanhas educativas, formativas e informativas que visem ampliar os conhecimentos de toda a população, especialmente dos adolescentes e jovens, para que tenham um estilo de vida saudável e comportamentos pautados nos valores humano-cristãos.
O momento é de busca, aprofundamento e construção de uma resposta adequada a este mal que aflige toda a humanidade. Que Deus, na sua infinita sabedoria, inspire todos os que, comprometidos com a vida, se colocam em marcha na luta contra a AIDS.

Brasília, 1 de dezembro de 2008

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

fonte: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=649
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Intenção Missionária - Dezembro 2008

INTENÇÃO MISSIONÁRIA - “Para que os cristãos, principalmente nos Países de missão, por meio de gestos concretos de solidariedade, mostrem que o Menino nascido na caverna de Belém é a luminosa Esperança do mundo” - Comentário à Intenção Missionária indicada pelo Santo Padre para o mês de dezembro de 2008

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – estamos assistindo à perda das raízes cristãs da Europa e dos países de antiga tradição cristã. O conselho comunal da cidade inglesa de Oxford decidiu suprimir a festividade de Natal e substituí-la pela “Festividade da luz invernal”. Diante desta decisão, o Arcebispo Gianfranco Ravasi afirmou: “Enquanto que, no passado, se combatia a presença dos símbolos religiosos, faziam-no com argumentos, até mesmo com o desejo de se opor a um sistema alternativo, agora, ao contrário, muitas vezes, esse avanço da negação é uma espécie de nuvem negra, de neblina, característica da secularização atual”.

A luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreenderam” (Jo 1, 5). O homem do nosso tempo continua a precisar de luz e esperança. É triste que sejam assumidas posições de rejeição à luz, mas como dizia S. Agostino: “A luz que é amável aos olhos saudáveis, é odiosa aos olhos doentes”. Diante do fim dos argumentos racionais da verdade, são necessários outros argumentos que possam chegar a todos: a força da caridade. Papa Bento XVI, na sua primeira encíclica Deus Caritas est, fala da atividade caritativa da Igreja e faz referência ao testemunho de Tertuliano, destacando como a solicitude dos cristãos para com os necessitados de todo o tipo, gerava surpresa nos pagãos (cfr. DCE, 22).

Diante da muralha que as trevas levantaram diante da luz, os cristãos têm o desafio de apresentar Jesus Cristo aos homens, por meio de gestos concretos de solidariedade e de amor, como “a Luz verdadeira que ilumina cada homem” (Jo 1,9). Para aqueles que ainda não conhecem Cristo, o testemunho da caridade converte-se numa revelação. É certo que a caridade não deve ser praticada com fins de proselitismo, para incorporar novos adeptos a uma religião, mas é também verdade que o amor conquista e leva.

O homem foi criado por amor e para o amor. Cada homem experimenta a necessidade de amare e de ser amado, e quando encontra um amor verdadeiro, gratuito, incondicional, descobre nele a verdade, encontra Deus. O exercício da caridade não pode deixar Deus de lado. Muitas vezes o maior sofrimento do coração humano deve-se à ausência de Deus. “Quem exerce a caridade em nome da Igreja nunca tentará impor aos outros a fé da Igreja. Ele sabe que o amor na sua pureza e na sua gratuidade é o melhor testemunho de Deus, no qual acreditamos e pelo qual somos levados a amar. O cristão sabe quando é hora de falar com Deus e quando é justo se calar diante d’Ele e deixar falar somente o amor. Ele sabe que Deus é amor (cfr 1 Jo 4, 8) e se faz presente exatamente nos momentos em que nada mais é feito além de amar amare”. (DCE, 31c).

Quanta beleza traz consigo o Natal! Contemplar o Amor que se fez carne, motiva. N’Ele podemos constatar que o amor de Deus por nós não são só palavras. “Deus, de fato, amou tanto o mundo a ponto de dar o seu Filho único, para que quem nele crê não morra, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3,16). Deus manifesta o seu amor com a entrega, com o dom de si mesmo. A Igreja deve ser missionária com o testemunho da sua caridade. O amor de Deus entra na história através daquele pequeno Menino. Deus deseja que por meio do testemunho da nossa caridade, nós homens possamos conhecer a esperança, a força do amor que salva.

Enquanto alguns preferem celebrar a “Festividade da luz invernal”, há uma só Luz que pode iluminar o coração do homem, dando significado e esperança às questões mais profundas, ao sofrimento e à morte: Jesus Cristo, “Deus de Deus, Luz da Luz” que manifesta o seu amor na pobreza de Belém.

(Agência Fides 25/11/2008)
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terça-feira, 11 de novembro de 2008

A aceitação do cânon amplo da LXX na Palestina do século I (parte II-final)

Alguns, porém, poderão argumentar que:

"Os ebionitas (ou seita de Qumran) eram um grupo estranho, que nunca veio a fazer parte do ramo principal do judaísmo"

Mas se lermos o Novo Testamento, verificaremos que naquele tempo não existia nenhum "ramo principal do judaísmo", como, ao contrário, existe hoje. Nesse sentido, explica o pesquisador protestante dr. Martin Abegg:

"Tanto no judaísmo moderno quanto no cristianismo, uma ?seita? é, geralmente, um ramo de um tronco religioso maior e é freqüentemente vista com excêntrica ou desviada nas suas crenças. Mas os pesquisadores e leigos deveriam recordar que durante todo o período de existência de Qumran, os fariseus e os saduceus eram ?seitas?, assim como eram os essênios! Foi apenas a partir do século II d.C. que passou a se formar um tipo de judaísmo ? aquele dos fariseus, dos rabis ? que veio a se tornar padrão para o povo judeu como um todo.

Tais matérias são de menor importância se comparadas com os manuscritos bíblicos. Primeiro, porque todos os pesquisadores concordam que nenhum dos textos bíblicos (tais como Gênese ou Isaías) foi composto em Qumran; ao contrário, todos eles se originaram antes do período de Qumran. Também é aceito que muitos ou a maioria desses manuscritos foram trazidos de fora para Qumran e, depois, aí reproduzidos. Isto significa que o valor da maioria dos manuscritos bíblicos enganam, não em estabelecer precisamente onde foram escritos ou copiados, mas especificamente quanto ao estudo das formas textuais que encerram" [The Dead Sea Scrolls Bible (=A Bíblia nos Manuscritos do Mar Morto), (C) 1999, pg. XVI]

Encontramos um bom exemplo do uso da Septuaginta (a qual contém os "apócrifos") entre os judeus da Judéia quando lemos os capítulos 6 e 7 dos Atos dos Apóstolos. Aí lemos que Santo Estêvão, cheio do Espírito Santo (At. 6,10), foi levado ao Sinédrio pela multidão (At. 6,12); Estêvão, então, se dirigiu aos judeus e contou-lhes como Jacó trouxe seus 75 descendentes para o Egito:

Atos 7,14-15: "Então José mandou buscar Jacó, seu pai, e toda sua parentela, em número de setenta e cinco pessoas. Desceu Jacó para o Egito e aí morreu, ele e também nossos pais".

Mas os manuscritos hebraicos nos dizem que Jacó trouxe 70 descendentes para o Egito (cf. Gên. 46,26-27; o texto hebraico também recorda "70" em Deut. 10,22 e Ex. 1,5). Ora, o Sinédrio judaico e os sacerdotes bem sabiam que Deut. 4,2; 12,32; Sal. 12,6-7 e Prov. 30,6 proíbem que se acrescente ou retire algo da Palavra de Deus. Com efeito, por que o Sinédrio e os sacerdotes não se escandalizaram com a afirmativa feita por Estêvão, de que Jacó trouxera 75 descendentes? Por que não o acusaram de "perverter a Escritura"? Quando lemos esses versículos, notamos que os judeus pareciam nem mesmo piscar. Em ponto algum desta passagem encontramos qualquer sugestão de que a raiva nutrida pelos judeus contra Estêvão havia se originado de uma possível "perversão das Escrituras". Ao contrário, eles mataram Estêvão porque foram por este confrontados com a pessoa do Senhor Jesus ? que era realmente o Cristo, e, ao contrário de ser por eles recebido, foi assassinado do mesmo modo que seus predecessores, os profetas (At. 7,51-53)!

A explicação para a discrepância numérica na história de Jacó narrada por Estêvão é simples: ele está citando Gênese (46,26-27) a partir da versão grega da Septuaginta, a qual possui cinco nomes a mais (total de 75 nomes) que o texto massorético hebraico. Os cinco nomes que faltam no texto hebraico foram preservados na Septuaginta, em Gên. 46,20, onde Makir, filho de Manassés, e Makir, filho de Galaad (=Gilead, no hebraico), são apontados, posteriormente, como os dois filhos de Efraim, Taam (=Tahan, no hebraico) e Sutalaam (Shuthelah, no hebraico) e seu filho Edon (Eran, no hebraico).

O Sinédrio certamente teria contestado a afirmação de Estêvão se a Septuaginta não fosse usada ou aceita pelos judeus da Judéia. Com efeito, o fato de a Septuaginta ter sido encontrada entre os manuscritos do Mar Morto bem demonstra que esse era o caso.

Sendo, pois, uma realidade que ambas as versões (a Septuaginta e a hebraica) eram de uso comum na Judéia do primeiro século, o Sinédrio não se surpreendeu ou se escandalizou com a declaração de Estêvão. Afinal, o fato de serem 70 ou 75 o número de descendentes de Jacó não se revelava doutrina importante para os judeus e, ao que parece, também havia muitos judeus no outro lado da questão.


Eis alguns dos papiros e manuscritos primitivos da Septuaginta:

Século II a.C.:
1. 4QLXXDeut [#819] (rolo em pergaminho, Deut. 11)("couro"); 2. PRyl 458 [#957 = vh057] (rolo em papiro, Deut. 23-28).
Séculos II/I a.C.

3. 7QLXXEx [#805 = vh038] (rolo em papiro, Ex. 28); 4. 4QLXXLev\a [#801 = vh049] (rolo em pergaminho, Lev. 26) ("couro"); 5. 7QLXX EpJer [#804 = vh312] (rolo em papiro, EpJer/Bar6); 6. 7Q4, 7Q8, 7Q12 (rolo em pergaminho, Epístola de Enoque = "1Enoque" 103).

Século I a.C.
7. 4Q127 (rolo em papiro, paráfrase grega de Êxodo?); 8. PFouad266a [#942] (rolo em papiro, Gên.); 9. 4QLXXLev\b [#802 = vh046] (rolo em papiro, Lev. 2-5); 10. PFouad 266b [#848 = vh56] (rolo em papiro, Deut. 17-33); 11. PFouad 266c [#847 = vh56] (fins do séc. I a.C., rolo em papiro, Deut. 10-33).
Entre Eras a.C. e d.C
12. 4QLXXNu [#803 = vh051] (rolo em pergaminho, Núm. 3-4).
Século I d.C.
13. POxy 3522 [#??] (rolo em papiro, Jó grego 42).
Séculos I/II d.C.
14. POxy 4443 [#??] (rolo em papiro, Ester grego, Est. 8-9); 15. PBodl 5 [#2082] (código em pergaminho, Salmo grego, Sal. 48-49).


Fonte: Veritatis Splendor


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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A aceitação do cânon amplo da LXX na Palestina do século I (parte I)

Não é incomum ouvirmos o seguinte argumento protestante:

"A Septuaginta e os livros 'apócrifos' nunca foram aceitos ou usados pelos judeus na Judéia do primeiro século"

No entanto, partes da Septuaginta foram encontradas na Judéia, entre os manuscritos do Mar Morto, sendo anteriores ao ano 70 d.C.. Alguns exemplares foram encontrados na caverna 4 (119LXXLev.; 120papLXXLev.; 121 LXXNum.; 122LXXDeut.). Há também um texto não identificado da Septuaginta grega, encontrado na caverna 9 (Q9).

Em acréscimo a esses fragmentos, existe um fragmento de papiro, escrito em grego, encontrado na caverna 7 (LXXExod.). A caverna 7 produziu ainda muitos pequenos fragmentos em grego (da Septuaginta), cujas identificações permanecem em discussão ou sem classificação. O dr. Emanuel Tov sugere as seguintes identificações para alguns destes fragmentos gregos do primeiro século antes de Cristo:

7Q4. Números 14,23-24;

7Q5. Êxodo 36,10-11; Números 22,38;

7Q6. 1 Salmo 34,28; Provérbios 7,12-13;

7Q6. 2 Isaías 18,2

7Q8. Zacarias 8,8; Isaías 1,29-30; Salmo 18,14-15; Daniel 2,43; Eclesiastes 6,3.

No meio destas porções da Septuaginta, foram encontrados manuscritos parciais contendo alguns termos dos livros "apócrifos":

4Q478 [Tobias], 4Q383 e 7QLXXEpJer. [Epístola de Jeremias], para citar apenas alguns.

É importante notar que nas cavernas de Qumran (de onde provêm os "manuscritos do Mar Morto"), foi encontrada uma cópia do livro do "Eclesiástico" na língua hebraica [manuscrito 2QSir.], bem como um fragmento de "A História de Suzana" (correspondente ao capítulo 13 do livro de Daniel), também em hebraico [manuscrito 4Q551]. Já na caverna 4 de Qumran, foram encontrados fragmentos do livro "apócrifo" de Tobias, nas línguas aramaica [manuscrito 4Q196-9] e hebraica [manuscrito 4Q200].

Deve-se observar, também, que as cavernas de Qumran não são o único lugar na Judéia em que se encontraram livros "apócrifos". Outro exemplo é a cópia do livro do "Eclesiástico" (ou "A Sabedoria do Filho de Sirá"), em hebraico, encontrada nas ruínas de Massada. Este fragmento manuscrito data do início do século I a.C..

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Campanha dos folhetos

Olá pessoal,

Como já foi divulgado há algum tempo, o Grupo de Estudos Veritas está abrindo uma nova frente de divulgação da doutrina católica, a saber: Folhetos Catequéticos.
Esses folhetos já possuem uma ampla divulgação na sua forma digital, entretanto, visamos desde o ínicio a propagação às pessoas que não possuem acesso à internet (com distribuição nas missas e encontros de pastorais).

Uma estimativa inicial foi feita para a primeira edição (500 exemplares). Segundo o orçamento da Gráfica cada folheto sairia por R$ 0,79 (setenta e nove centavos) o que acarreta em um valor total de R$ 395,00 (trezentos e noventa e cinco reais). A impressão será feita em policromia e papel couchê 170g.
Por esse motivo, pedimos respeitosamente a colaboração de todos os amigos do Grupo Veritas nesta nova empreitada rumo à Evangelização das pessoas. Fiquem à vontade para doar a quantia que puderem através da conta corrente abaixo:

Banco do Brasil
Agência: 1197-5 (agência campos eliseos)
C/C: 36.026-0
Nome: Gabriel de Souza Leitão

um forte abraço em Cristo Jesus.

Gabriel Leitão
Grupo de Estudos Veritas (Fides et Ratio)
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Sermão de Todos os Santos - P. Antonio Vieira, sj

Há aproximadamente um ano, houve neste Blog uma série de publicações contendo o Sermão de Todos os Santos do Padre António Vieira (Lisboa,1608 - Bahia,1697). Devido à proximidade da Festa de Todos os Santos (último dia 01 de novembro) eu achei que seria o momento para uma re-leitura desse tão construtivo texto que (assim acredito) quer suscitar em nós a vontade e a necessidade de sermos santos.

A série é dividida em 11 postagens, onde cada uma possui um brevíssimo resumo (feito por mim). Recomendo fortemente a leitura na ordem que foi postada, pois elas constituem um só e o mesmo texto.
  1. Parte 1 - Introdução
  2. Parte 2
  3. Parte 3
  4. Parte 4
  5. Parte 5
  6. Parte 6
  7. Parte 7
  8. Parte 8
  9. Parte 9
  10. Parte 10
  11. Parte 11 - Conclusão

um fraterno abraço em Cristo
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A importância do Sinal da Cruz

As celebrações, as orações dos cristãos normalmente se iniciam com o sinal da Cruz. São inesquecíveis, para tantos, as primeiras perguntas dos antigos catecismos:

És cristão?

- Sim, sou cristão pela graça de Deus.

Qual o sinal do cristão?

- O sinal do cristão é o sinal da cruz.

Vai aqui para deleite, instrução, enriquecimento espiritual um belo texto de consagrado autor e profundo conhecedor da Divina Liturgia: Romano Guardini.

O SINAL DA CRUZ

Quando fizeres o sinal da Cruz, faze-o bem feito. Não tão depressa e contraído que ninguém o saiba interpretar. Uma verdadeira cruz, pausada, ampla, da fronte ao peito, do ombro esquerdo ao direito. Não sentes como te abraça por inteiro? Procura recolher-te; concentra nela teus pensamentos e teu coração enquanto a vais traçando da fronte ao peito e aos ombros e verás que te envolve o corpo e a alma, se apossa de ti, te consagra e santifica.

E por quê? Porque é sinal de totalidade e sinal de redenção. Na cruz o Senhor redimiu a todos e pela cruz santifica o ser humano até sua última fibra. Por isso a fazemos ao começar a oração, para que ordene e componha nosso interior, encaminhando a Deus pensamentos, afetos, desejos e, ao terminá-la, para que ele nos fortaleça; nos perigos, para que nos defenda; na bênção, para que, penetrando a plenitude de vida divina em nossa alma, fecunde quanto nela exista.

Considera estas coisas sempre que faças o sinal da Cruz. Sinal mais sagrado não existe. Faze-o bem: pausado, amplo, com esmero. Então ele abraçará plenamente teu ser, corpo e alma, pensamento e vontade, sentido e sentimento, atos e ocupações; e tudo ficará nele fortalecido, assinalado e consagrado no poder de Cristo e em nome do Deus uno e trino.


Fonte: Liturgia em Foco

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Capa da Playboy

Por Julie Maria

Minha intenção neste artigo é traduzir para a prática o principio da ética personalista: "a pessoa nunca pode ser usada, só pode ser amada”. Para isso vou usar o exemplo da pornografia: este termo deriva do grego πόρνη (pórne), "prostituta" e γραφή (grafé), “representação”. A palavra pornografia é mais antiga que a palavra porno-visão e a inclui, mas irei usar esta última para realçar a imagem, já que seu poder é muito maior (para o bem e para o mal) do que a simples grafia.

Quando uma mulher posa para uma revista pornográfica é uma grande ilusão dizer que ela "aparece" na "capa", pois na realidade o que acontece é a sua despersonalização total, seu desaparecimento como pessoa. Por que? Porque a sua foto está ali, com seu nome estampado com letras brilhantes, mas a imagem que se transmite para todos que a vêem é a de um corpo separado de sua pessoa. Isso mesmo: o seu corpo, como se fosse um anexo dela, é exposto ao máximo, mas, por estar separado de sua pessoa se torna um simples objeto. Alma e corpo formam uma unidade que, se for separada, destrói o que é plenamente humano.

Escutamos várias vezes o conceito "objeto de prazer", mas é um termo mais profundo do que estamos acostumados a pensar. Usar o corpo separado da totalidade da pessoa (alma e corpo unidos) é de fato usá-la como "objeto". Isso é claro na indústria pornográfica: toda a intenção é fazer com que ela seja sexualmente desejada, tornando-se uma prostituta (de revista ou de internet) para "quem quiser". Forte né? Mas nem o cenário chique nem a maquiagem deslumbrante fazem com que a mulher da capa da Playboy deixe de ser “objeto de uso”. Como escreve C. West “Louve a Deus! A beleza real do homem e da mulher de verdade é muito mais gratificante e gloriosa do que as imagens retocadas por computador do meio pornográfico (Good news about sex and marriage, pg. 85)

Mas um objeto pode ser usado para vários usos. Para qual "uso" irá servir a imagem deste corpo separado da totalidade da pessoa? Para a masturbação. Este ato é literalmente o oposto ao doar-se livremente e conscientemente a outra pessoa: plenitude da nossa existência.

Ora, contemplar a arte de nu artístico de Michelangelo da Capela Sistina não gera no homem o desejo de se masturbar, mas as fotos da revista Playboy sim. São feitas com esta intenção. São feitas para transformar homens em bestas, quando toda a educação do amor é para fazer, do homem e da mulher, imagem daquela Comunhão Eterna de Amor que os criou.

Não é a toa que a indústria pornográfica arrecada US$ 3 milhões a cada segundo. Ela quer tapear com o lixo a profunda sede de amor que todos nós temos e que só pode ser saciada num Banquete. Por que não podemos saciá-la no lixo? Porque não somos animais que agem e se contentam com o instinto. Somos feitos varão e mulher, seres sexuados por natureza: esta é, realmente, osso dos meus ossos e carne da minha carne.”( Gn 2, 22) A sede de amar e ser amado está estampado em nós, nas "duas versões" criadas - masculino e feminino – e a união de uma só carne é criada para que o homem e a mulher possam se entregar num amor total, livre, fiel e fecundo.

Isso mesmo! A "união de uma só carne" está chamada desde o princípio (Mt 19, 5) a ser união de duas pessoas, um homem e uma mulher, que pelas promessas sacramentais do Matrimônio, já são um do outro até a morte, e expressam esta entrega na intimidade do ato conjugal, fazendo-o refletir o significado mais profundo do corpo humano, o significado esponsal: “o poder de expressar amor, precisamente aquele amor no qual a pessoa se torna dom, e por meio deste dom, realiza o pleno sentido da sua existência.” (Audiência João Paulo II 16.1.80)

Parece abstrato demais o que o Papa fala? Voltamos a nossa análise da porno-visão.

Como alguém a mulher da capa, isto é, uma pessoa pode se tornar "dom" para o "outro" se este "outro" é um anônimo para ela e vice versa? Dom recíproco implica intimidade, isto é, implica conhecer a interioridade da pessoa, pois é ali onde ela se torna um sujeito, com nome, história, e futuro. A porn-visão viola a profunda inscrição do significado do corpo porque torna propriedade pública aquele laço da comunhão de pessoas que pertence estritamente a uma relação inter-pessoal (Cf. Audiência do João Paulo II, 29 de Abril de 1981)

Por isso, longe de “orgulho” o sentimento que devia sentir uma pobre mulher sendo usada como objeto, é dor. Nós mulheres não queremos ser usadas, queremos ser a-m-a-d-a-s. Não precisamos de uma investigação cientifica para reconhecer que a mulher, lá no fundo do seu coração, deseja que o "seu" homem, seu esposo, aquele que deu a vida por ela no altar, a veja nua por "inteira", isto é, veja que seu corpo e seu interior são uma coisa só: o corpo revela uma beleza e um valor que transcende o puramente físico (Audiência João Paulo II, 16.1.80). Mas... para ver o corpo desta forma precisamos de um virtude tão esquecida e tão atacada, porque acham ser impossível vivê-la: a pureza!

Mas se o máximo sonhado por uma mulher é ser capa de uma revista pela qual ela será abusada sexualmente, então de fato ela precisa - urgente - de uma nova visão! E se o homem acha que satisfazendo seu desejo carnal do momento, poderá satisfazer a sua sede de ser amado, ele também precisa de uma nova visão! Ela e ele precisam descobrir que são criados para mais, para muito mais! Que ela e ele são dignos somente de serem amados "em toda a sua pessoa" (corpo e alma!) e nunca, jamais, serem "usados como objeto"! E amados a tal ponto que as palavras "você é só minha” e “eu sou só sua" tenham o peso da verdade por aqueles que a pronunciam, e que não sejam palavras vazias, que nem pela repetição, se tornam verdadeiras.


Clique aqui para ler a segunda parte deste artigo.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Professor Ateu

Um dia, na sala de aula, o professor estava explicando a teoria da evolução aos alunos. Ele perguntou a um dos estudantes:
- Tomás, vês a árvore lá fora?
- Sim, respondeu o menino.

O Professor voltou a perguntar:
- Vês a Grama?

E o menino respondeu prontamente:
- Sim.

Então o professor mandou Tomás sair da sala e lhe disse para olhar pra cima e ver se ele enxergava o céu. Tomás entrou e disse:
- Sim, professor, eu vi o céu.
- Viste a Deus? Perguntou o professor.

O menino respondeu que não. O professor, olhando para os demais alunos disse:
- É disso que eu estou falando! Tomás não pode ver a Deus, porque Deus não está ali! Podemos concluir então que Deus não existe.

Nesse momento Pedrinho se levantou e pediu permissão ao professor para fazer mais algumas perguntas a Tomás.

- Tomás,vês a grama lá fora?
- Sim.
- Vês as árvores?
- Sim.
- Vês o céu?
- Sim.
- Vês o professor?
- Sim.
- Vês o cérebro dele?
- Não – disse Tomás.

Pedrinho então, dirigindo-se aos seus companheiros, disse:
- Colegas, de acordo com o que aprendemos hoje, concluímos que o professor não tem cérebro.

Autor: anômimo
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Mulher arrependida de aborto eugênico: Não me deram alternativa alguma

Foto ALBA

.- Cristina, uma mãe que sofre atualmente o síndrome post aborto, relatou ao semanário ALVORADA as pressões que recebeu do entorno familiar e social para que abortasse a seu filho diagnosticado com trisomía 20. Ela assegura que no hospital não lhe deram explicações sobre a condição de seu bebê e só a orientaram para abortar "de acordo ao protocolo".

"Não me deram tempo para pensar isso assinalou a mãe e lembrou que lhe administraram um fármaco abortivo. "Duas horas mais tarde, foi então quando notei que meu bebê começava a dar chutes com suas perninhas e seus bracinhos. Não foi um segundo, senão um bom momento. Senti-me uma assassina, mas eu no fundo não queria estar aí; ninguém me ajudou", indicou.

Cristina disse que agora sofre as conseqüências de haver-se praticado um aborto. Quando soube que seu filho tinha trisomía 20, ninguém no hospital Alcorcón soube lhe dar uma explicação ao diagnóstico.

"Nós investigamos e vimos que tinha as orelhas mais baixas, o nariz mais largo, mas não conhecíamos a trascendência da enfermidade; surpreendentemente os médicos tampouco", lembrou.

Cristina afirmou que se arrepende e lamenta que ninguém lhe oferecesse nenhuma outra alternativa. Depois do fato, caiu em uma depressão profunda, pois teria preferido ter a seu filho embora vivesse pouco ou estivesse doente.

"Pensei que não devia ser a única que me encontrava nessa situação; assim que me meti em Internet e contatei com a Associação de Vítimas do Aborto que me ofereceu apoio psicológico que ainda hoje necessito", assinalou, e lamentou que ninguém a colocou "em contato com um psicólogo" nem lhe advertiu das conseqüências da prática.

"Existe protocolo para abortar, mas não existe nenhum protocolo para o post aborto, como se não acontecesse nada", lamentou.

Entretanto, seu drama não terminou aqui. Logo depois da penosa experiência, Cristina resultou grávida pela segunda vez e segundo sua história médica, no hospital a submeteram a uma prova de diagnóstico pré-natal, que supostamente não tinha riscos, mas perdeu ao bebê.

Agora, a mensagem que Cristina compartilha é claro: Se alguém se expõe abortar a seu filho malformado, "que o pense muito bem, que se informe das conseqüências e que valore também a possibilidade de tê-lo".

Fonte: ACI Digital
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

"Um olhar atento à Encíclica Fides et ratio depois de dez anos de sua publicação, nos faz perceber com admiração a sua atualidade"

(Bento XVI no Congresso Internacional por ocasião dos 10 anos da Encíclica)

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Um olhar atento à Encíclica \'Fides et ratio\' depois de dez anos de sua publicação, nos faz perceber com admiração a sua atualidade: nela se revela a profundidade do meu inesquecível Predecessor”. Foi o que disse Bento XVI aos participantes do
Congresso Internacional promovido pela Pontifícia Universidade Lateranese, em 16 de outubro, por ocasião do 10º Aniversário da Encíclica \'Fides et ratio\'.

“A Encíclica, prosseguiu o Santo Padre, se caracteriza pela sua grande abertura em relação à razão. João Paulo II sublinha a importância de unir fé e razão numa recíproca relação, respeitando a autonomia de cada uma. Com este magistério, a Igreja se fez intérprete de uma exigência emergente no atual contexto cultural. Quis defender a força da razão e a sua capacidade de chegar à verdade, apresentando ainda uma vez a fé como uma peculiar forma de conhecimento, graças à qual se aprende a verdade da Revelação...

Quem poderia negar a ajuda que os grandes sistemas filosóficos deram ao desenvolvimento da autoconsciência do homem e ao progresso de várias culturas? Estas, por sua vez, se tornam fecundas quando se abrem à verdade, permitindo a quem participa, atingir objetivos que tornam sempre mais humano o viver social. A busca da verdade dá os seus frutos sobretudo quanto é mantida pelo amor à verdade”.

O Santo Padre ressaltou que “prevaleceu um pensamento sobretudo especulativo em relação a um pensamento experimental” enquanto a”a busca se concentrou sobretudo na observação da natureza na tentativa de descobrir seus segredos. O desejo de conhecer a natureza se transformou em vontade de reproduzi-la. Nesta mudança, a evolução de conceitos tocou a relação entre fé e razão fazendo com que cada uma seguisse por estradas diferentes”. O Papa sublinhou o valor positivo desta busca científica. “A descoberta e o incremento das ciências matemáticas, físicas, químicas e das aplicadas são frutos da razão e expressam a inteligência com a qual o homem consegue penetrar na profundidade da criação. A fé, por sua vez, não teme o progresso da ciência e os desenvolvimentos que conduzem suas conquistas quando estas são finalizadas ao homem, ao seu bem-estar e ao progresso de toda a humanidade... Acontece, porém, que nem sempre os cientistas encaminham suas pesquisas rumo a estes objetivos. O dinheiro fácil ou pior ainda, a arrogância de substituir-se ao Criador ocupam muitas vezes, uma função determinante... A ciência, por outro lado, não é capaz de elaborar princípios éticos; ela pode somente reconhecê-los como necessários para debelar as suas eventuais patologias. A filosofia e a teologia se tornam, neste contexto, ajudas indispensáveis com as quais se confrontar a fim de evitar que a ciência caminhe sozinha numa estrada sinuosa, cheia de imprevistos e riscos. Isso não significa limitar a pesquisa científica ou impedir à técnica de produzir instrumentos de desenvolvimento; ao invés, consiste em vigiar o sentido de responsabilidade que a razão e a fé possuem em relação à ciência, a fim de que permanece a serviço do ser humano”.

Bento XVI concluiu sua alocução lembrando que “a verdade da Revelação não se impõe àquela conseguida através da razão; mas purifica a razão e a eleva a fim de que ela possa aumentar seus espaços para inserir-se num campo de uma busca insondável com o próprio mistério. A verdade revelada, na “plenitude dos tempos” (Gal 4,4), assumiu o rosto de uma pessoa, Jesus de Nazaré, que é a resposta última e definitiva da busca de sentido de todo ser humano”. (S.L.)

(Agência Fides 17/10/2008)
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O caso Galileu (parte 10 - final.)

Parte 1: O MITO E O AMBIENTE
Parte 2: A Astronomia (Sistema Heliocêntrico e Sistema Geocêntrico)
Parte 3: A Astronomia (Sistema Geocêntrico e Sistema Misto)
Parte 4: Os Eclesiásticos e a Astronomia, A Interpretação da Bíblia
Parte 5: A Inquisição e o Index Librorum Prohibitorum
Parte 6: Os Processos (O primeiro processo)
Parte 7: Os Processos (O primeiro processo) - continuação
Parte 8: O Segundo Processo (1633) e Comentários
Parte 9: Comentários (continuação) e Notas

f) João Paulo II recordou um fato histórico pouco conhecido: Galileu já tinha sido reabilitado por Bento XIV em 1741, com a concessão do “Imprimatur” à primeira edição das obras completas de Galileu. Em 1757, as obras científicas favoráveis à teoria heliocêntrica foram retiradas do Index de livros proibidos. Em 1822, Pio VII determinou que o “Imprimatur” podia ser dado também aos estudos que apresentavam a teoria copernicana como tese.

g) Destacando alguns pontos do que foi apresentado neste trabalho, diremos que a condenação de Galileu foi devida ao modo como ele defendeu o sistema heliocêntrico. Quis prová-lo com argumentos bíblicos (incidindo no erro que condenava em seus oponentes, ele, o criador da experiência científica), errou no argumento das marés e insistiu na necessidade de uma pronta reinterpretação de certos trechos da Bíblia. A condenação de 1633 deveu-se à desobediência de Galileu ao compromisso assumido em 1616. Neste processo, sim, os representantes da Igreja cometeram um grave erro, opinando em matéria de interesse exclusivo da ciência, ao declararem um sistema astronômico contrário à fé.

Houve acertos de ambos os lados no campo oposto. Galileu com seus comentários sobre a correta interpretação da Bíblia (“um pequeno tratado de hermenêutica bíblica”, no dizer de João Paulo II). Belarmino e outros eclesiásticos apregoando o que hoje é um princípio fundamental da ciência: nela, nada é definitivo (o heliocentrismo devia ser apresentado como hipótese, não como verdade incontestável). Eles tiveram uma concepção dos fundamentos do saber científico superior à de Galileu, cientista renomado e criador da experiência cientificamente conduzida.

NOTAS:

(1) Jorge Pimentel Cintra, Galileu, Quadrante, São Paulo, 1987.
(2) Franco Massara, Os grandes julgamentos da história: Galileu Galilei, Otto Pierre Editores, São Paulo, s.d, pág. 28.
(3) citado por Estêvão Bettencourt, “O caso Galileu Galilei”, Revista Pergunte e Responderemos, Ano XXIV, n.º 267, março-abril 1983, págs. 90-97.
(4) Citações tiradas de: Mário Viganó, “Algumas considerações sobre o caso Galileu”. Cultura e Fé, nº. 32, janeiro-março 1986, pág. 11-26.
(5) Exégèse médiévale, Aubier, Paris, 1962
(6) D. João Evangelista Martins Terra, SJ, O Negro e a Igreja, Loyola, 2ª. ed., São Paulo, 1988.
(7) Estêvão Bettencourt, “História do Cristianismo”. Revista Pergunte e Responderemos, Ano X, n.º 114, junho 1969, págs. 261-272.
(8) Estêvão Bettencourt, “No caso Galileu Galilei: que houve?”. Revista Pergunte e Responderemos, ANO XXI, n.º 250, outubro 1980, págs. 420-428.
(9) Jorge Pimentel Cintra, op. cit.
(10) Citações tiradas de: Antonio Socci, “Iluminados e caçadores de bruxas”. Revista 30 dias, Ano V, n.º 6, junho 1990, págs. 68-71.
(11) Estêvão Bettencourt, “O martelo das feiticeiras”. Revista Pergunte e Responderemos, Ano XXXII, n.º 354, novembro 1991, págs. 495-508.
(12) Boulanger, Manual de Apologética, Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, s.d, págs. 515 e 519.
(13) Citado por Franco Massara, op. cit., pág. 111.
(14) Idem, págs. 163 e 165.
(15) Tüchle & Bouman, Nova história da Igreja. III – Reforma e Contra-Reforma, 2ª. ed., Vozes, Petrópolis, 1983.
(16) Sobre evolucionismo recomendamos a obra de Evolucionismo: mito e realidade, de Jorge Cintra (Quadrante, São Paulo, 1988), uma excelente e resumida apresentação do tema.
(17) citado por: Joseph Ratzinger, “O desafio da homologação religiosa”. Revista 30 Dias, Ano V nº. 5, maio 1990, pág. 62-67.
(18) citado por: Lucio Brunelli, “Galileu, o teólogo”. Revista 30 Dias, Ano VI, nº. 10, novembro 1992, pág. 29.
(19) citado por: Antonio Socci, “Academia ou política?”. Revista 30 Dias, Ano VII, nº. 1, janeiro 1993, págs. 32-35.
(20) L’Osservatore Romano, edição portuguesa, nº. 45 (1.098), 08.11.1992, págs. 554-555.

Joaquim Blessmann
Engeheiro Civil, Mestre e Doutor em Ciências pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Professor Emérito da UFRGS. Professor Honorário da Universidade Austral, Buenos Aires. Membro Correspondente da "Academia Nacional de Ingeniería" da Argentina.

As imagens foram inseridas pela Quadrante.

Fonte: Quadrante
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