terça-feira, 27 de novembro de 2007

O RELATIVISMO NA IGREJA


O relativismo desce suavemente qual sagrado manto escuro, a cobrir a essência ainda existente na Vida Religiosa. Envolve os rostos pávidos dos religiosos e leigos com os artífices da modernidade. Esta gera, neles, perplexidade diante do surgimento conjuntural, do povo em luta por um pedaço de terra e do simples nascer de uma comunidade. Novos aos olhos daqueles que pararam no tempo.

As queixas dos antigos e atuais religiosos lançam vozes ao vento quando se trata de argumentar contra o relativismo na “vida moderna”. Poucos se arriscam a manifestar-se contra tal doutrina.
Na Igreja Católica fiéis lutam e relutam para não cair em tal armadilha. Tímidos, fraquejam diante dela. Nem sempre a Igreja soube dar o exemplo necessário ao longo da história, fechando os olhos diante da situação. Por quê? Para quê? Não se sabe ao certo. Só chegava até nós a metade da missa.

A autoridade maior constrangeu o povo a não tomar a Palavra em sua defesa. Agora, essa mesma autoridade quer que os fiéis assumam compromissos por ela diante deste mundo injusto. Infelizmente não é possível, o povo aprendeu com a Igreja a relativisar muitas coisas.

Para não ser tão radical em minhas palavras, vejo possível saída, desde que seja rigorosamente para bem maior e convença o povo a se converter, como fizeram os grandes profetas na história.

Gilney Fragata, sj.
estudante jesuíta de Filosofia

Fonte: http://www.jesuitasamazonia.org/ver_artigo.asp?IDNews=193

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