segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Oração do Amanhecer

Senhor,
no silêncio deste dia que amanhece,
venho pedir-te a paz,
a sabedoria e a força.
Quero olhar hoje o mundo
com os olhos cheios de amor,
ser paciente, compreensivo,
manso e prudente;
ver além das aparências teus filhos,
como tu mesmo os vês,
e, assim, não ver senão o bem em cada um.
Fecha meus ouvidos a toda calúnia;
guarda minha língua de toda maldade.
Que só de bênçãos se encha meu espírito.
Que eu seja tão bondoso e alegre
que todos quantos se achegarem a mim sintam a tua presença.
Reveste-me da tua beleza, Senhor,
e que, no decurso deste dia,
eu te revele a todos.

Amém.

Anônimo.

Fonte: Pe. Luiz Carlos. Quando os jovens oram: orações, meditações e mensagens para a juventude. 2ª Ed: Ed. Vozes: Petrópolis, 2003

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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Cristo foi gerado antes de toda a criatura é o primogénito dos que ressuscitam dentre os mortos

Queridos amigos, segue abaixo uma reflexão do papa Bento XVI do início da catequese do ano passado. Nela, o papa faz uma meditação da carta aos Colossenses como um hino a Nosso Senhor.

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PAPA BENTO XVI

AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 4 de Janeiro 2006

Cristo foi gerado antes de toda a criatura
é o primogénito dos que ressuscitam dentre os mortos

Queridos irmãos e irmãs

1. Nesta primeira Audiência geral do novo ano, detenhamo-nos para meditar o célebre hino cristológico contido na Carta aos Colossenses, que é como que o solene umbral de ingresso deste rico texto paulino e também um umbral de entrada neste ano. O Hino proposto à nossa reflexão é contextualizado por uma ampla fórmula de acção de graças (cf. vv. 3.12-14). Ela ajuda-nos a criar a atmosfera espiritual para viver bem estes primeiros dias de 2006, assim como o nosso caminho ao longo de todo o arco do novo ano (cf. vv. 15-20).

O louvor do Apóstolo, e também nosso, eleva-se a "Deus, Pai do Senhor nosso Jesus Cristo" (v. 3), fonte da salvação que é descrita negativamente como "libertação do poder das trevas" (v. 13), ou seja, como "redenção e remissão dos pecados" (v. 14). Depois, ela é reproposta positivamente como "participar na herança dos cristãos, na luz" (v. 12) e como entrada "no Reino do seu Filho amado" (v. 13).

2. Nesta altura, abre-se o grande e denso Hino, que tem Cristo no centro, do qual é exaltado o primado e a obra, tanto na criação como na história da redenção (cf. vv. 15-20). Portanto, são dois os movimentos do cântico. No primeiro, Cristo é apresentado como o primogénito de toda a criação, Cristo, "anterior a qualquer criatura" (v. 15). De facto, Ele é a "imagem do Deus invisível", e esta expressão tem toda a força que o "ícone" encontra na cultura do Oriente: realça-se não tanto a semelhança, como a profunda intimidade com o sujeito representado.

Cristo repropõe no meio de nós, de modo visível, o "Deus invisível"; n'Ele vemos o rosto de Deus através da natureza comum que os une. Em virtude desta sua altíssima dignidade, Cristo precede "todas as coisas", não só por causa da sua eternidade, mas também e sobretudo pela sua obra criadora e providente: "porque n'Ele foram criadas todas as coisas, tanto as celestes como as terrestres, tanto as visíveis como as invisíveis... e tudo n'Ele subsiste" (vv. 16-17). Aliás, as coisas foram criadas "para Ele" (v. 16). E assim, São Paulo indica-nos uma verdade muita importante: a história tem uma meta, uma direcção. A história orienta-se rumo à humanidade unida em Cristo, ao homem perfeito, ao humanismo perfeito. Por outras palavras, São Paulo diz-nos: sim, há progresso na história. Há por assim dizer uma evolução da história. Progresso é tudo o que nos aproxima de Cristo e assim nos aproxima da humanidade unida, do verdadeiro humanismo. Desta forma, no interior destas indicações esconde-se também um imperativo para nós: trabalhar pelo progresso é o que todos nós queremos. Podemos fazê-lo, trabalhando pela aproximação dos homens a Cristo; podemos fezê-lo, conformando-nos pessoalmente a Cristo, caminhando deste modo na linha do progresso autêntico.

3. O segundo movimento do Hino (cf. Cl 1, 18-20) é dominado pela figura de Cristo salvador no interior da história da salvação. A sua obra revela-se, antes de tudo, no ser "Cabeça do corpo, que é a Igreja" (v. 18): este é o horizonte salvífico privilegiado em que se manifestam plenamente a libertação e a redenção, a comunhão vital que se interpõe entre a Cabeça e os membros do corpo, ou seja, entre Cristo e os cristãos. O olhar do Apóstolo orienta-se para a meta última em que a história converge: Cristo é "o primogénito dos que ressuscitam dentre os mortos" (v. 18), é Aquele que abre as portas para a vida eterna, libertando-nos do limite da morte e do mal.

De facto, eis aquele pleroma, aquela "plenitude" de vida e de graça, que está no próprio Cristo e que nos é doada e comunicada (cf. v. 19). Com esta presença vital, que nos torna partícipes da divindade, transformamo-nos interiormente, reconciliados, apaziguados: é uma harmonia de todo o ser redimido, em que Deus será "tudo em todos" (1 Cor 15, 28); e viver como cristão significa deixar-se desse modo transformar interiormente segundo a forma de Cristo. Realiza-se a reconciliação, o apaziguamento.

4. A este grandioso mistério da redenção dedicamos agora um olhar contemplativo, e fazemo-lo com as palavras de São Proclo de Constantinopla, morto no ano de 446. Na sua Primeira Homilia sobre a Mãe de Deus, Maria, ele repropõe o mistério da Redenção como consequência da Encarnação.

De facto, recorda o Bispo, Deus fez-se homem para nos salvar e assim para nos libertar do poder das trevas e nos reconduzir ao reino do Filho amado, como lembra também este hino da Carta aos Colossenses. "Quem nos redimiu não é um mero homem observa Proclo de facto, todo o género humano estava subjugado ao pecado; mas também não era um Deus desprovido da natureza humana: com efeito, Ele tinha um corpo. Se não tivesse sido revestido de mim, não me teria salvado. Nascido no seio da Virgem, Ele vestiu-se de condenado. Ali teve lugar o tremendo comércio: Ele deu o espírito e tomou a carne" (8: Testi mariani del primo millennio, I, Roma 1988, p. 561).

Portanto, estamos diante da obra de Deus, que realizou a Redenção precisamente porque também é homem. Contemporaneamente, Ele é Filho de Deus, Salvador, mas é inclusive nosso irmão, e é com esta proximidade que infunde em nós o dom divino. É realmente o Deus connosco. Amém!


Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2006/documents/hf_ben-xvi_aud_20060104_po.html
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Papa Bento XVI dedica a catequese semanal à figura de Santo Hilário de Poitiers

VATICANO - Papa Bento XVI dedica a catequese semanal à figura de Santo Hilário de Poitiers, que “consagrou toda a sua vida à defesa da fé na divindade de Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus como o Pai, que o gerou a partir da eternidade”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) - “No confronto com os arianos, que consideravam o Filho de Deus Jesus uma criatura, ainda que excelente, mas somente criatura, Hilário consagrou toda a sua vida à defesa da fé na divindade de Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus como o Pai, que o gerou desde a eternidade.” Foi o que afirmou o Santo Padre Bento XVI durante a audiência geral de quarta-feira, 10 de outubro: a catequese foi de fato dedicada a apresentar um dos grandes Pais da Igreja do Ocidente, Santo Hilário de Poitiers, que viveu no século IV.

Mesmo não dispondo de dados seguros sobre a maior parte da sua vida, a partir de fontes antigas se verifica que Hilário nasceu em Poitiers por volta do ano 310, numa família próspera, que fez com que tivesse uma sólida formação literária. Provavelmente não cresceu num ambiente cristão.

Batizado por volta de 345, foi eleito Bispo da sua cidade natal por volta de 353-354. Nos anos seguintes, Hilário escreveu a sua primeira obra, o “Comentário ao Evangelho de Mateus”, o mais antigo comentário em latim que nos chegou desse Evangelho. Em 356, Hilário assiste como Bispo ao sínodo de Béziers, no sul da França, dominado pelos bispos pró-arianos que negavam a
divindade de Jesus Cristo. Esses \"falsos apóstolos\" pediram ao imperador Costâncio a condenação ao exílio do Bispo de Poitiers. Assim, Hilário foi obrigado a deixar a Gália no verão de 356. Exilado na Frigia, a atual Turquia, Hilário se viu em um contexto religioso totalmente dominado pelo arianismo.

“Também lá a sua solicitude como Pastor o levou a trabalhar exaustivamente pelo restabelecimento da unidade da Igreja - destacou o Papa Bento XVI -, com base na reta fé formulada pelo Concílio de Nicéia. Com esse objetivo, ele iniciou a redação da sua obra dogmática mais importante e conhecida: o “De Trinitate” (Sobre a Trindade). Nela, Hilário expõe o seu caminho pessoal para o conhecimento de Deus e se preocupa em mostrar que a Escritura atesta claramente a divindade do Filho e a sua igualdade com o Pai não somente no Novo Testamento, mas também em muitas páginas do Antigo, nas quais já aparece o mistério de Cristo. Ante os arianos, ele insiste na verdade dos nomes do Pai e do Filho e desenvolve toda a sua teologia
trinitária partindo da fórmula do Batismo que o próprio Senhor nos entregou\". Nos anos de seu exílio, Hilário escreveu também o “Livro dos Sínodos”, no qual comenta, para os seus coirmãos Bispos da Gália, as confissões de fé e outros documentos dos sínodos reunidos no Oriente por
volta da metade do século IV. “Sempre firme na oposição aos arianos radicais, Santo Hilário mostra um espírito conciliador - ressaltou o Papa -, que procura compreender aqueles que ainda não chegaram e os ajuda, com grande inteligência teológica, a alcançar a plena fé na divindade
verdadeira do Senhor Jesus Cristo.”

Ao retornar à pátria, em 360 ou em 361, Hilário retomou a atividade pastoral na sua Igreja, mostrando sempre “força na fé e brandura no relacionamento interpessoal”. Nos últimos anos de vida, ele compôs os Tratados sobre os Salmos, um comentário de cinqüenta e oito Salmos em que vê “a transparência do mistério de Cristo e de seu Corpo que é a Igreja”. Hilário morreu em 367 e, em 1851, o bem-aventurado Pio IX o proclamou Doutor da Igreja.

Reassumindo o elemento fundamental da sua doutrina, o Santo Padre destacou que “Hilário encontra o ponto de partida para a sua reflexão teológica na fé batismal”. No final de seu tratado sobre a Trindade, pede a Deus para se manter sempre fiel à fé do batismo: “É uma característica deste livro: a reflexão se transforma em oração e a oração volta a ser reflexão. Todo o
livro é um diálogo com Deus”.

Ao final das saudações em diversos idiomas, Bento XVI convidou os fiéis a acompanhar com a oração os trabalhos da décima Sessão Plenária da Comissão Mista Internacional para o diálogo teológico entre a Igreja católica e a Igreja ortodoxa em seu conjunto, em curso em Ravena, “que enfrenta um tema teológico de especial interesse ecumênico: ‘Conseqüências eclesiológicas e
canônicas da natureza sacramental da Igreja - Comunhão eclesial, conciliadora e de autoridade’. Peço a vocês que se unam na minha oração para que este importante encontro ajude a caminhar na direção da plena comunhão entre católicos e ortodoxos, e se possa logo compartilhar o mesmo
Cálice do Senhor.” (S.L.) (Agência Fides 11/10/2007)

-> Links:
O texto integral da catequese do Santo Padre, em diversos idiomas ->
http://www.evangelizatio.org/portale/adgentes/pontefici/pontefice.php?id=908

Fonte: Agência Fides

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terça-feira, 9 de outubro de 2007

O Papa defende a lei natural e recorda que “as maiorias podem equivocar-se”

O Papa defende a lei natural e recorda que “as maiorias podem equivocar-se”
Nenhuma lei humana pode alterar a norma escrita pelo Criador sem que a base da sociedade seja dramaticamente danificada


.- O Papa Bento XVI fez uma enérgica defesa da lei natural como "a verdadeira garantia oferecida a cada um para viver livre e respeitado em sua dignidade"; e advertiu o perigo de que a maioria se converta "na fonte última da lei civil" pois "a história demonstra com grande claridade que as maiorias podem equivocar-se".

O Santo Padre fez estas declarações ao receber aos membros da Comissão Teológica Internacional, ao final de sua sessão plenária anual, que se celebrou no Vaticano de 1º a 5 de outubro, sob a presidência do Cardeal William J. Levada.

O Pontífice refletiu sobre o tema da lei moral natural, que está examinando a comissão, e advertiu que hoje "perdeu-se a evidência originária dos fundamentos do ser humano e de sua atuação ética e a doutrina da lei moral natural se enfrenta a outras concepções que são sua negação direta. Tudo isto tem conseqüências enormes e graves na ordem civil e social".

Hoje domina "um conceito positivista do direito", segundo o qual, "a humanidade, ou a sociedade, ou de fato a maioria dos cidadãos, converte-se na fonte última da lei civil. O problema que se expõe não é, portanto, a busca do bem, mas sim do poder, ou melhor, a do equilíbrio de poderes", indicou.

Segundo Bento XVI, "na raiz desta tendência se acha o relativismo ético, no que alguns vêem inclusive uma das condições principais da democracia, porque o relativismo garantiria a tolerância e o respeito recíproco das pessoas. Mas se fosse assim, a maioria de um momento se converteria na fonte última do direito. A história demonstra com grande claridade que as maiorias podem equivocar-se".

O Santo Padre destacou que "quando estão em jogo as exigências fundamentais da dignidade da pessoa humana, de sua vida, da instituição familiar, da justiça do ordenamento social, quer dizer, os direitos fundamentais do ser humano, nenhuma lei feita pelos homens pode alterar a norma escrita pelo Criador no coração humano sem que a base irrenunciável da mesma sociedade seja dramaticamente danificada. A lei natural é assim a verdadeira garantia oferecida a cada um para viver livre e respeitado em sua dignidade, e defendido de toda manipulação ideológica e de todo arbítrio e abuso do mais forte. Ninguém pode sentir-se excluído desta chamada".

"Se por um trágico obscurecimento da consciência coletiva, o cepticismo e o relativismo ético cancelassem os princípios fundamentais da lei moral natural, os fundamentos do mesmo ordenamento democrático se veriam profundamente afetados", assinalou.

O Papa indicou que com a doutrina sobre a lei natural "alcançam-se duas finalidades essenciais: por uma parte, compreende-se que o conteúdo ético da fé cristã não constitui uma imposição ditada desde fora à consciência do ser humano, mas sim uma norma que tem seu fundamento na mesma natureza humana; por outra parte, partindo da lei natural de por si acessível a todas as criaturas racionais, fica com ela a base para entrar em diálogo com todos os seres humanos de boa vontade, e mais em geral, com a sociedade civil e secular".

Neste contexto, o Papa afirmou que contra este obscurecimento, "que é uma crise da civilização humana, antes inclusive que cristã, terá que mobilizar todas as consciências dos seres humanos de boa vontade, laicos ou também pertencentes a outras religiões diversas do cristianismo, para que se comprometam juntos e de modo ativo a criar, na cultura e na sociedade civil e política, as condições necessárias para uma plena consciência do valor inalienável da lei moral natural".

O Pontífice precisou que do respeito da lei moral natural "depende o progresso das pessoas e da sociedade pelo caminho do autêntico progresso conforme com a reta razão, que é participação na Razão eterna de Deus".

Salvação para os não batizados

O Santo Padre recordou a recente publicação do documento da comissão "A esperança da salvação para as crianças que morrem sem batismo". O Papa manifestou o desejo de que "seja um ponto de referência útil para os pastores da Igreja e para os teólogos, e também uma ajuda e uma fonte de consolo para os fiéis que sofreram em suas famílias a morte inesperada de um filho antes que recebesse o banho da regeneração".


Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=11466

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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Visão da Igreja sobre família e matrimônio é integral, destaca Card. Ricard

Visão da Igreja sobre família e matrimônio é integral, destaca Card. Ricard


Card. Jean Pierre Ricard

.- O Presidente do Episcopado francês, Cardeal Jean Pierre Ricard, destacou que a visão da família e do matrimônio que tem a Igreja "não é puramente confessional e não é dirigida apenas aos católicos. Somos portadores de uma visão da pessoa e do matrimônio que considera todo o homem".

Assim o indicou o também Vice-presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) durante a Assembléia Plenária deste organismo que culminou hoje em Fátima, Portugal, e que teve como tema centra à família.

"O primeiro objetivo que deve perseguir uma pastoral do matrimônio e a família é ajudar aos casais e as famílias a abrir-se ao dom de Deus e acolher a visão evangélica do casal e a vida familiar. É a experiência de ser amados pessoalmente por Deus, de ser perdoados e sustentados por sua mesma fidelidade que fundamenta o amor conjugal e familiar", explicou o também Arcebispo de Burdeos.

Para o Cardeal Ricard, "nos países europeus a Igreja faz muito no campo da preparação para o matrimônio, no sustento dos casais, na ajuda psicológica às mulheres ante a possibilidade de um aborto, no sustento dos viúvos e os divorciados. O testemunho dos mesmos casais neste setor aparece como irrenunciável".

Ao falar da preparação dos noivos para o sacramento do matrimônio, o Cardeal francês ressaltou que a formação de muitos deles "que têm pouco contato com a paróquia pode transformar-se em um lugar de primeira evangelização, o que se converte em um investimento maior que aquilo de preparar uma simples celebração".

Do mesmo modo, o Vice-presidente do CCEE recordou que "é dever da Igreja e os cristãos promover e defender o verdadeiro bem do homem, insistir na unicidade da instituição familiar, sobre sua estabilidade e fidelidade, sobre o direito da criança a ter um pai e uma mãe, sobre o rechaço à eutanásia e o aborto".

"Não se trata de fazer apenas intervenções públicas mas também de formar as consciências. A pastoral familiar deve ter uma dimensão missionária. As famílias cristãs devem testemunhar a visão do homem da que são portadores assim como do amor que permite viver", precisou.

Depois de indicar que "é decisivo dar um lugar centra à pastoral familiar" para responder aos desafios como "a baixa taxa de matrimônios, o aumento da convivência, a fragilidade da estabilidade dos casais, o divórcio, o crescimento do número de uniões de fato, a busca da fabricação do filho perfeito".

O Arcebispo de Burdeos anotou que todos estes problemas ocorrem, em parte, por "o afastamento de uma parte da população da fé cristã e a pertença eclesiástica" e que se origina também na influência de alguns lobbies que "querem o reconhecimento das uniões homossexuais e a possibilidade para estas de adotar crianças".

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=11480

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segunda-feira, 1 de outubro de 2007

São Jerônimo, Doutor da Igreja

São Jerônimo, Doutor da Igreja

30 de setembro

Nasceu na Dalmacia (Iugoslávia) no ano 342. São Jerônimo cujo nome significa "que tem um nome sagrado", consagrou toda sua vida ao estudo das Sagradas Escrituras e é considerado um dos melhores, se não o melhor, neste ofício.

Em Roma estudou latim sob a direção do mais famoso professor de seu tempo, Donato, que era pagão. O santo chegou a ser um grande latinista e muito bom conhecedor do grego e de outros idiomas, mas muito pouco conhecedor dos livros espirituais e religiosos. Passava horas e dias lendo e aprendendo de cor aos grandes autores latinos, Cicero, Virgilio, Horácio e Tácito, e aos autores gregos: Homero, e Platão, mas quase nunca dedicava tempo à leitura espiritual.

Jerônimo se dispôs ir ao deserto a fazer penitência por seus pecados (especialmente por sua sensualidade que era muito forte, por seu terrível mau gênio e seu grande orgulho). Mas lá embora rezava muito, jejuava, e passava noites sem dormir, não conseguiu a paz, descobrindo que sua missão não era viver na solidão.

De volta à cidade, os bispos da Itália junto com o Papa nomearam como Secretário a Santo Ambrósio, mas este adoeceu, e decidiu nomear a São Jerônimo, cargo que desempenhou com muita eficiência e sabedoria. Vendo seus extraordinários dotes e conhecimentos, o Papa São Dâmaso o nomeou como seu secretário, encarregado de redigir as cartas que o Pontífice enviava, e logo o designou para fazer a tradução da Bíblia. As traduções da Bíblia que existiam nesse tempo tinham muitas imperfeições de linguagem e várias imprecisões ou traduções não muito exatas. Jerônimo, que escrevia com grande elegância o latim, traduziu a este idioma toda a Bíblia, e essa tradução chamada "Vulgata" (ou tradução feita para o povo ou vulgo) foi a Bíblia oficial para a Igreja Católica durante 15 séculos.

Ao redor dos 40 anos, Jerônimo foi ordenado sacerdote. Mas seus altos cargos em Roma e a dureza com a qual corrigia certos defeitos da alta classe social lhe trouxeram invejas e sentindo-se incompreendido e até caluniado em Roma, onde não aceitavam seu modo enérgico de correção, dispôs afastar-se daí para sempre e se foi a Terra Santa.

Seus últimos 35 anos os passou em uma gruta, junto à Cova de Presépio. Várias das ricas matronas romanas que ele tinha convertido com seus pregações e conselhos, venderam seus bens e se foram também a Presépio a seguir sob sua direção espiritual. Com o dinheiro dessas senhoras construiu naquela cidade um convento para homens e três para mulheres, e uma casa para atender aos que chegavam de todas partes do mundo a visitar o lugar onde nasceu Jesus.

Com tremenda energia escrevia contra os hereges que se atreviam a negar as verdades de nossa Santa religião. A Santa Igreja Católica reconheceu sempre a São Gerônimo como um homem eleito Por Deus para explicar e fazer entender melhor a Bíblia, por isso foi renomado Patrono de todos os que no mundo se dedicam a fazer entender e amar mais as Sagradas Escrituras. Morreu em 30 de setembro do ano 420, aos 80 anos.

Fonte: http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=96

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